VinBR

EDC 22/03/2012

Mar 22nd, 2012
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  6.  
  7. NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
  8. - y´t = dy/dt
  9. - y´´t = d²y/dt²
  10. - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
  11. - y´n´t = d^ny/d t^n
  12. - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
  13. - int f(x) = integral de f(x)
  14. - i,j,k são os 3 vetores unitários no sentido x,y e z.
  15. - v> indica que v é um vetor (é como a setinha encima do v).
  16.  
  17. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  18.  
  19. Nas ultima aula falamos sobre como encontrar duas soluções linearmente independe para uma EDO linear homogena de 2° ordem com coeficientes constantes certo?
  20.  
  21. Uau que nome comprido!
  22.  
  23. Bem, nós percebemos que a EDO em questão é da forma:
  24.  
  25. a y'' + b y' + c y = 0
  26.  
  27. Onde a b e c são constantes
  28.  
  29. Percebemos que chutando uma solução na forma e^(rt) e substituindo conseguimos um resultado interessante.
  30.  
  31. e^(rt) ( a r² + b r + c ) = 0
  32.  
  33. Nesse caso se a equação de segundo grau a direita for 0, a equação é verdadeira.
  34. Nos resta então descobrir as raizes dessa equação.
  35.  
  36. Para uma equação de 2° grau temos duas soluções r1 e r2, e cada uma gera uma solução para a EDO, ou seja: y1 = e^(r1 t) e y2 = e^(r2 t)
  37.  
  38. Bem vimos como resolver se esses resultados forem reais (delta > 0) e se eles forem imaginários (delta < 0)
  39.  
  40. Como fazer quando o delta = 0? Nesse caso apesar de termos duas soluções elas são iguais, então é o mesmo que ter uma unica solução
  41.  
  42. A aula de hoje vai começar com essa discussão.
  43.  
  44. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  45.  
  46. Ou seja se o metodo anterior só rendeu uma solução, como obter uma segunda solução?
  47. Afinal de contas é preciso duas soluções linearmente independentes para se poder usar a formula de sol. geral:
  48.  
  49. y3 = c1 y1 + c2 y2
  50.  
  51. Para resolver isso então precisamos de uma coisa! o que? outra solução além de y1. Precisamos de um y2 linearmente independente de y1.
  52.  
  53. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  54.  
  55. Soluções propostas:
  56.  
  57. Vamos tentar uma solução parecida com y1, vamos tentar 10*y1 será que isso serve?
  58. bem não, isso seria linearmente Dependente, então não ia dar (se quiser pode testar através do Wronskiano, ele será igual à 0)
  59.  
  60. Segunda tentativa, vamos tentar y2 = v(t) * y1, onde v(t) é uma função de t e ver se isso vai dar certo?
  61.  
  62. Antes de testarmos se v(t) y1 é linearmente independente de y1,
  63. temos de encontrar uma função v(t) para a qual y2 = v(t) y1 seja solução da EDO original.
  64. Então vamos substituir y2, y2' e y2'' na equação original.
  65.  
  66. y2 = v(t) e^(r1 t)
  67. y2' = v'(t) e^(r1 t) + v(t) e^(r1 t) r1
  68. y2''= v''(t) e^(r1 t) + 2 v'(t) e ^(r1 t) r1 + v(t) e^(r1 t) r1²
  69.  
  70. simplificando as equações acima:
  71. // Lembrando que y1 = e^(r1 t)
  72.  
  73. y2 = y1 (v)
  74. y2' = y1 (v' + v r1)
  75. y2''= y1 (v''+ 2 v' r1 + v r1²)
  76.  
  77. Assim ficou mais legível =].
  78. Substituindo isso na EDO original
  79.  
  80. a y'' + b y' + c y = 0
  81.  
  82. Isso acima vai virar:
  83.  
  84. a (v''+ 2 v' r1 + v r1²) y1 + b (v' + v r1) y1 + c (v) y1 = 0
  85. // uau, que coisa grande =/
  86.  
  87. Dividindo tudo por y1 para simplificar um pouco:
  88.  
  89. a (v''+ 2 v' r1 + v r1²) + b (v' + v r1) + c v = 0
  90.  
  91. Agora vamos colocar tudo em função de v, v' e v'':
  92.  
  93. v'' a + v' ( 2 r1 a + b ) + v ( a r1² + b r1 + c ) = 0
  94.  
  95. Agora vamos voltar um pouco no que eu falei aqui e relembrar de onde veio o r1
  96. r1 é a raiz de uma equação de segundo grau certo?
  97. Voces se lembram qual equação?
  98.  
  99. Pois é. É exatamente a mesma equação de 2° grau que temos na EDO acima
  100.  
  101. ou seja:
  102.  
  103. ( a r1² + b r1 + c ) = 0 !
  104.  
  105. Puta coincidencia né? Mas foi tudo planejado secretamente pelo nosso professor *.* hehe,
  106. (mentira minha, isso faz parte do método e é esperado que aconteça)
  107.  
  108. Então vamos re-escrever a equação, de um jeito mais sucinto:
  109.  
  110. a v''+ ( 2 r1 a + b ) v' = 0 -> Vamos chamar essa equação de "EQUAÇÃO ROSA!"
  111.  
  112. Motivo: O professor fez um quadrado com o giz rosa ao redor dela =D, vamos falar dela mais tarde
  113.  
  114. Agora percebam que (2 r1 a + b) também é igual a 0.
  115. O motivo é que r1 é uma raiz dupla do teorema de Bhaskara, ou seja:
  116.  
  117. r1 = -b/(2a)
  118.  
  119. Substituindo esse valor em (2 r1 a + b) dá 0 veja;
  120.  
  121. = 2 * -b/(2a) * a + b
  122. = -b/( a) * a + b
  123. = -b + b
  124. = 0
  125.  
  126. Assim podemos sumir com o segundo fator também:
  127.  
  128. a v'' = 0
  129.  
  130. A letra "a" é diferente de 0, senão a EDO original seria de 1° Ordem e não de segunda.
  131. Mas se essa equação dá 0, significa que v'' é 0.
  132.  
  133. Agora se:
  134.  
  135. v'' = 0
  136.  
  137. então:
  138.  
  139. v' = constante
  140.  
  141. E portanto v, sendo a integral de uma constante é da forma:
  142.  
  143. v = C1 t + C2! :D
  144.  
  145. Ou seja conseguimos infinitas soluções para v que satisfazem a EDO.
  146.  
  147. Vamos nos ater a mais simples delas (que é tudo que nós precisamos) C1 = 1, e C2 = 0.
  148.  
  149. Assim temos que v = t e que y2 = t * y1
  150.  
  151. Podemos fazer o teste do determinante de Wroskiano para provar que essa solução é linearmente independente de y1.
  152. Mas o professor garantiu que é, então não faremos isso.
  153.  
  154. E por fim temos a segunda solução que precisavamos, e uma que é linearmente indepentente.
  155. Podemos então obter a solução Geral atravez da fórmula:
  156.  
  157. y3 = c1 y1 + c2 y2 =]
  158.  
  159. Fim da solução para
  160. "EDOs Lineares de 2° Ordem Homogeneas com Coeficientes Constantes!" uahh isso que é um nome de respeito! xP
  161. // PS: Notem que voces podem começar chutando v(t) = t logo de inicio, isso deve funcionar.
  162. // Eu acho que existem casos que isso não funciona, não lembro o porque.
  163. // se isso acontecer chutem v(t) = t² que deve dar certo.
  164. // Essa explicação toda é para entendermos como funciona pois vamos discutir mais sobre a equação ROSA abaixo =].
  165.  
  166. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  167.  
  168. Lembrando:
  169. - Linear significa que y e y' e etc tem potencia 1 e não multiplicam-se uns pelos outros.
  170. - 2° Ordem significa que ha um elemento derivado duas vezes, do tipo y''
  171. - Homogenea significa que no formato: "y'' + p(t) y' + q(t) y = g(t)", g(t) = 0
  172. - Coeficientes constantes significa que p e q são constantes, então é um caso bem especifico.
  173.  
  174. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  175.  
  176. // O que vou falar abaixo é sobre um método que funciona para equações do tipo acima,
  177. // mesmo quando os coefs não são constantes.
  178. // Esse método que vou falar chama-se "Metodo de Redução de Ordem", Lá vai:
  179.  
  180. Bem essa solução que falamos acima funciona bem no pior caso em EDOs Lineares homogeneas de 2° Ordem de coeficientes constantes
  181.  
  182. Agora vamos pegar um ponto dela
  183.  
  184. Lembram da fórmula ROSA (aquela que o professor fez um quadrado ROSA ao redor dela, que eu comentei acima)?
  185. Ela era o seguinte:
  186.  
  187. a v''+ ( 2 r1 a + b ) v' = 0
  188.  
  189. Percebam que se eu criar uma variável V(maiusculo) = v' e substituir vou ter:
  190.  
  191. a V'+ ( 2 r1 a + b ) V = 0
  192.  
  193. Eu tenho agora uma EDO de 1° ordem =], e ainda por cima separável =].
  194.  
  195. Isso é legal. Não falamos sobre essa solução antes porque ela é mais complicada, já que envolve uma integral.
  196.  
  197. Então porque voltei a falar dela?
  198.  
  199. A verdade é que ela funciona também para EDOs Lineares de 2° ordem homogeneas etc.. que NÃO tem coeficientes constantes !
  200.  
  201. Uaauu!
  202.  
  203. Isso significa que a e b poderiam ser funções de t que ainda assim
  204. eu poderia fazer essa substituição e encontrar o valor de V e V'
  205. através do método de Separação de variáveis ou de Fator Integrante
  206.  
  207. Como chegar nela? Vou resumir:
  208.  
  209. Partindo de uma EDO na forma:
  210.  
  211. y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
  212.  
  213. E já conhecendo previamente uma solução especifica (isso é importante, só da pra usar esse método se voce já conhecer o valor de um y1(t))
  214.  
  215. Podemos fazer aquela mesma idéia para encontrar y2:
  216.  
  217. y2 = v(t) * y1
  218.  
  219. Fazendo um tanto de algebra vamos chegar na equaçào ROSA versão não constante =].
  220.  
  221. v'' y1 + v' ( 2 y1' + p y1) = 0
  222.  
  223. Por fim substituindo V = v' temos uma EDO de 1° ordem fácil de resolver encima da variável V.
  224.  
  225. V' y1 + V (2 y1' + p y1) = 0
  226.  
  227. Chan chan! descobrindo V e V', ou seja v'' e v' podemos integrar v' e conseguir v =].
  228.  
  229. Sabendo v, sabemos também y2 = v(t) y1, e conseguimos a segunda solução.
  230.  
  231. Com a segunda solução conseguimos testar o Wronskiano, e então:
  232. // O Wronkiano nesse caso também é sempre != de 0, mas não custa nada fazer o teste né.
  233.  
  234. y3 = c1 y1 + c2 y2 =]!
  235.  
  236. E conseguimos uma solução geral para uma EDO Linear homogenea de 2° Ordem com coeficientes Não Constantes!
  237.  
  238. =] =]. O professor passou um exercicio pra mostra isso em detalhes =].
  239.  
  240. Porém eu tava ocupado escrevendo isso aqui e não consegui copiar o exercicio xP, bem vou copiar ao menos o enunciado se quiserem fazer em casa.
  241.  
  242. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  243.  
  244. Exercicio:
  245.  
  246. 2 t² y'' + 3 t y' - y = 0
  247.  
  248. t>0
  249.  
  250. y1 = 1/t é solução!, qual a outra solução y2? descubra voce mesmo. =]
  251.  
  252. Depois de descobrir y2 descubra a Sol. geral =].
  253.  
  254. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  255.  
  256. Exercicios para casa:
  257.  
  258. Cap 3 -
  259. pg46 - 1, 2, 7, 8, 12, 13, 16, 20 (exceto a letra c), 22 (exceto letra c também).
  260. pg110 - 2, 9, 17, 20, 21, 27.
  261. pg119 - 5, 7, 10, 13, 14, 24, 26, 28.
  262. pg125 - 1 3 5 6, 7, 11, 12, 17, 18, 19, 27.
  263. pg132 - 5, 12, 14, 16, 19, 23, 25, 27, 38.
  264.  
  265. // Fim da aula.
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