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- // Nessa aula, falaremos sobre a lei de Ohm que conceitua "densidade de corrente"
- // e sobre o modelo de Drude que serve para descrever e entender melhor a idéia de resistividade de cada material.
- Revisando Capacitores Dielétricos:
- q = c<phi>
- Onde q é a carga atualmente mantida no capacitor.
- <phi> é a diferença de potencial.
- e c é a constante de capacitância (que é uma constante do capacitor)
- Outro cálculo para <phi>:
- <phi> = -int E>.dl>
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- Agora vamos falar da constante c.
- Acho que já comentei em outra aula que seu valor é função do formato do capacitor, e de uma constante que depende to meio que envolve o mesmo.
- assim, agente pode escrever c na forma:
- c = KC
- onde K é uma constante referente ao meio
- e K0 = 1 é o valor dessa constante quando o meio é o vácuo.
- E K é sempre igual ou maior que 1.
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- // olha eu não sei bem como saímos d c = KC e chegamos no cálculo abaixo,
- // (eu estou passando isso a limpo duas semanas depois da aula, então nao lembro de mais nada xP)
- // (e se eu bem me lembro ainda cheguei atrasado nessa aula xP)
- // mas faz algum sentido:
- Para expressar a permissividade em função do meio podemos usar a mesma idéia
- Vamos então chamar genericamente a permissividade de €
- (enquanto a permissividade no vácuo nós chamamos de €0 como já faziamos)
- € = K€0.
- Dessa forma esse k expressa uma característica única de permissividade de cada material, quando multiplicado por €0 que é a permissividade no vácuo.
- E com isso podemos re-escrever a lei de gauss para generalizar o meio,
- Agora " int E>.da> = q/€ = q/(k€0) "
- Ex:
- No meio a lei de gauss é: int E>.da> = q/(k€0)
- Assim como qualquer aparição do €0 nas equações que já estudamos.
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- Agora dois problemas:
- 1 - Não sei se o K em " c = KC " e o K em " € = K€0 " São o mesmo valor para um mesmo material, (cheguei atrasado na aula)
- 2 - Agora tem ambiguidade, pois eu usava a letra K para descrever 1/(4pi€0)
- O problema 2 eu vou resolver assim:
- K maiusculo é esse que nós vimos nessa aula.
- k minusculo vou usar para 1/(4pi€0)
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- Para ter uma idéia do que significa essa permissividade de material com um exemplo bom,
- o professor desenhou um capacitor com material de permissividade €x.
- E mostrou que se €x for grande o campo elétrico dentro do material é diminuido.
- A principio isso parece um pouco estranho. Se pensarmos que a carga gera linhas de força para onde elas foram?
- O motivo dessa diminuição não é pela desaparecimento do número de linhas de força,
- porém imagine que uma molecula qualquer de um material seja como um imã, com dois polos (obvio :P)
- Se o imã puder girar mas não se mover, ele irá girar com o polo positivo no sentido do campo magnetico, correto?
- E ao fazer isso ele vai apontar o próprio campo magnetico para o sentido oposto! não é mesmo?
- Assim o novo campo magnetico é reduzido pois voce tem de subtrair o campo atual do campo gerado pela polarização do material.
- Assim a permissividade diéletrica de um material pode ser pensada como capacidade de polarização das moléculas de um material.
- // Note que não citei eletrons livres, se o material possuir eletrons livres, esses eletrons vão simplismente conduzir,
- // e causar um curto circuito no capacitor.
- Agora vamos falar de isolantes. Qual o isolante mais poderoso?
- O de alta permissividade ou o de baixa permissividade?
- O que define a força de um isolante é a diferença de potencial necessária para soltar seus eletrons dos protons.
- Assim se voce pensar que um material muito permissivo, diminui o efeito do campo elétrico ao gerar um campo oposto,
- fica fácil perceber que um material muito permissivo ou melhor, muito polarizável isola muiiiito melhor.
- Porque os eletrons são protegidos do campo elétrico externo.
- Legal? Bem bizzarro isso né.
- NOTAS:
- - O campo elétrico gerado pela polarização é oposto e menor que o original, note que a resultante ainda tem o mesmo sentido.
- - Uma coisa curiosa: Uma casca colocada ao redor de uma carga positiva não altera o campo eletromagnetico fora da casca,
- nem dentro da casca, porém dentro da superficie da casca, ou seja pense que ela é grossa
- como acabamos de ver o campo é diferente porque a casca polariza,
- o que faz com que o campo se re-estabeleça por fora da carga?
- Se voce pensar na analogia do imã, cada carga negativa fica ligeiramente deslocada em direção a carga positiva,
- e cada positiva no sentido oposto. Assim na superficie externa do material voce tem um acumulo de cargas positivas
- gerando as linhas de campo que foram "consumidas" pela polarização, e compensando a perda.
- // Talvez tenha ficado confuso espero que não =P
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- Para casa:
- Calcule a capacitancia de um capacitor com distancia d e area A.
- O meio desse capacitor é formado por 3 tipos, k1, k2 e k3.
- E eles estão distribuidos assim:
- \/materiais\/
- \/fio do capacitor
- / | k1 | | \
- ==========| |------| k3 | |==========
- \ | k2 | | /
- // Ou seja, é um material que parece o frankstein.
- // PS: deu pra entender o desenho? isso era pra ser um capacitor
- De forma escrita:
- - k1 e k2 ficam a esquerda e k3 a direita ( a divisa fica bem no meio )
- - A divisão de k1 e k2 é pela metade também. mas é uma divisão horizontal.
- // Eu acho que a resposta é:
- Seja K1,K2 e K3 a permissividade de cada um dos 3 materiais.
- A capacitancia desse capacitor é dado por:
- c = KC
- c = MAX( MIN( K1, K2), K3) * C
- // Agora repare que eu estou assumindo que aquele K em: " c=KC " e em " €=K€0 "
- // Ou seja, a permissividade é função de K e portanto eu posso
- // argumentar que a capacitância é função dessa mesma constante.
- // Mas se o K for diferente então a permissividade não teria nada haver com a capacitancia.
- // Mas eu acho que tem. Então deve tá tudo beleza.
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- Nota para pensar:
- O campo elétrico dentro de uma casca esférica de permissividade 4€0 ao redor de uma carga q é:
- E = 1/4pi(4€0) * q/r²
- e ele é oposto e menor que o campo elétrico original.
- // Notem que ele é 4 vezes menor que o original para sermos mais precisos.
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- Relembrando Corrente:
- R * I = <phi>
- Onde R é a resistencia do fio, I é a corrente e U é o potencial elétrico.
- I = <phi>/R
- Mas nós vamos usar uma definição mais complexa de corrente,
- já que agora estamos na faculdade veja:
- Corrente = I = <delta>q/<delta>t (variação de carga por variação de tempo)
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- Densidade de Corrente
- É a corrente dividida pela área pela qual ela passa e é denotada por j.
- // É uma definição um tanto estranha não? Onde será que usaremos isso?
- Assim pode-se tratar a corrente de forma análoga a um fluxo com o cálculo:
- I = int j>.da>
- // sendo . uma multiplicação escalar, e da> um vetor unitário normal a área de uma secção do fio.
- Um modo de se cálcular a densidade de corrente em um sistema "bem comportado" por assim dizer é usar o cálculo simples:
- j = I/A
- Sendo A a area por onde ela passa.
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- Lei de Ohm
- TEOREMA:
- Basicamente a lei de Ohm o Campo Elétrico e a Resistividade com a Densidade de Corrente.
- A formula é:
- j> = E>/<ro>
- // Simples não?, mas houve uma demonstração que segue abaixo para provar isso tudo.
- DEMONSTRAÇÃO:
- Vamos lembrar de 2 formulas de ensino médio e da fórmula de densidade de corrente e relaciona-las:
- (1) <phi> = RI
- (2) R = <ro> * l / A
- (3) I = j*A
- ( <ro> = resistividade, l = comprimento, A = área de uma secção do fio )
- Substituindo I e R em (1) temos:
- <phi> = <ro> * l * j ( reparem a área some da eq. )
- Sabemos já a um bom tempo que:
- <phi> = int E>.dl>
- Então podemos escrever:
- <phi> = int E>.dl> = <ro> l j
- int E>.dl> = <ro> l j
- Agora supondo um campo elétrico constante, podemos tirar o E> para fora da integral:
- E> . int dl> = <ro> l j
- Integrando:
- E * l = <ro> l j
- E = <ro> j
- j = E/<ro>,
- Moleza ? até foi simples né.
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- CONCEITO:
- Condutividade é o inverso de resistividade, e vou usar <alfa> para denota-la.
- O relação fica:
- <alfa> = 1/<ro>, e vice-versa
- // Bem bobo isso né.
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- Modelo de Drude:
- TEOREMA:
- O modelo de Drude descreve a resistividade de um material, pensando em cada eletrón como uma particula separada.
- Assim esse modelo é interessante para evidenciar a diferença entre, isolantes, semi-condutores e condutores.
- De forma sucinta:
- j = <n> e² T E/m
- // Onde <n> é a densidade de eletrons (e é escrito no papel com um n rebuscado)
- // e é a carga individual de cada eletron, m é a massa individual de cada eletrón
- // e T é o tempo médio que um eletron vaga pelo fio sem colidir com outro eletron.
- <ro> = E/j
- <ro> = E / (<n> e² T E/m)
- <ro> = m/(<n> e² T)
- // Mostrando que a resistividade de um material é função do número <n> de eletróns livres,
- // e do tempo T de colisão de um eletron livre com outro eletron (não necessáriamente livre).
- // Já que "m" e "e" são valores constantes até onde eu sei =P.
- DEMONSTRAÇÃO
- Dado um fio, com uma velocidade media de movimentação dos eletrons Va e uma area A
- Assim a distancia percorrida por um elétron é Va * <delta>t
- Sabendo que <n> é a densidade de eletrons,
- o número de eletróns que cruza uma secção do fio durante um tempo <delta>t pode ser cálculado por:
- <delta>N = <n> * Va * <delta>t * A
- E se eu quiser saber a carga que cruzou por essa secção?
- Basta múltiplicar esse número de eletrons pela carga individual de cada eletron "e"
- <delta>N*e = <delta>q = <n> * Va * <delta>t * A * e
- Dividindo pelo tempo temos a Corrente:
- I = <delta>q/<delta>t = <n> * Va * A * e
- E pela área temos a densidade de corrente:
- j = I/A = <n> * e * Va
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- Agora vamos fazer um cálculo mucho loco,
- para encontrar uma alternativa para se escrever Va, na eq. acima,
- o que vai nos aproximar da eq. que demonstra o modelo de Drude.
- Lembram da formula de Força = Massa vezes Aceleração?
- F = ma
- Pensando no eletron como particula, m é a massa do eletrón individualmente.
- Aceleração pode ser entendida como a variação de velocidade do eletron em relação ao tempo
- Assim podemos escrever:
- F = m * dVa/dt (1)
- Agora sabemos que a força sobre eletrica sobre uma carga pode ser escrita:
- F = E*q
- ou no caso de um eletron:
- F = E*e (2)
- Onde "e" é a carga do elétron individualmente.
- Assim juntando (1) com (2) e isolando dVa/dt temos:
- dVa/dt = Ee/m
- ou se integrarmos:
- Va = int(0,T) Ee/m dt
- Onde T é o tempo que o eletron consegue caminhar livremente antes de se chocar com um objeto, ou seja, um outro elétron livre, ou um atomo.
- Resolvendo a integral:
- Va = EeT/m, e voilá!
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- Assim chegamos na formula:
- j = <n> * e * Va
- j = <n> * e * (EeT/m)
- ou
- j = <n>e²T/m * E
- E assim, com base na lei de Ohm, a resistencia de um material é:
- <ro> = E/j // Essa formula veio da lei de Ohm: j = E/<ro>
- Substituindo j:
- <ro> = E / (<n> e² T/m * E)
- <ro> = 1/ ( <n> e² T/m )
- <ro> = m/(<n> e² T)
- E essa é a formula que o modelo de Drude usa
- para descrever o comportamento de isolantes, condutores e semi-condutores.
- Moleza?
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- Trabalho! Valendo 5 pts!
- Expliquem porque a resistencia de um condutor é da ordem 10⁻⁸, a de um semi-condutor varia entre 0,03 e 10⁶ e a de um isolante é da ordem de 10¹⁵
- // Lembrando que a densidade de eletrons é a densidade de eletrons livres!
- // Semi-condutor a baixa temperatura é um super isolante, explique isso também!
- // Nota pessoal: Se bem me lembro na pagina 99 do livro de eletromagnetismo do Alaor Chaves tem uma tabela
- // com a ressistividade de vários condutores, isolantes e semi-condutores, para voces terem uma idéia mais precisa dos valores.
- // Fim da aula!
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