limaisa

trabalho

May 28th, 2015
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  1. REALISMO E NATURALISMO
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  3. O realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reação ao romantismo. Entre 1850 e 1900 o movimento cultural, chamado realismo, predominou na França e se estendeu pela Europa e outros continentes. Os integrantes desse movimento repudiaram a artificialidade do neoclassicismo e do romantismo, pois sentiam a necessidade de retratar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa não inspirada em modelos do passado. O movimento manifestou-se também na escultura e, principalmente, na pintura e em alguns aspectos sociais.
  4. Naturalismo é uma escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. A escola esboçou o que se pode declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.
  5. O naturalismo como forma de conceber o universo constitui um dos pilares da ciência moderna, sendo alvo de considerações também de ordem filosófica.
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  13. AUTORES
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  15. • Machado de Assis (1839-1908) é considerado um dos melhores escritores do país e do continente, com obras em que predominam o pessimismo e a ironia. Suas obras possuem influências de vários gêneros literários como os românticos “Crisálidas” e “Falenas”. Outros livros próximos ao ideal romântico foram “A Mão e a Luva” e “Ressurreição”. Posteriormente, o autor começou a escrever obras mais pessimistas passando também pelo sarcasmo, a desilusão e a amargura. Suas principais obras são: Crisálidas (1861); A Mão e a Luva (1874); Iaiá Garcia (1878); Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1899); Esaú Jacó (1904).
  16. • Raul Pompeia (1863-1895) nascido na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, estudou na capital federal, graduando-se em Direito na Faculdade de Recife. Era um abolicionista de temperamento forte, o que garantiu muitas inimizades. Em 1880, lançou seu primeiro romance intitulado “Uma Tragédia no Amazonas”. Suas principais obras são: Uma Tragédia no Amazonas (1880); O Ateneu (1888); Canções sem Metro (1883).
  17. • Artur Azevedo (1855-1908) Defendia a abolição da escravatura e escrevia diversos artigos para os mais diferentes folhetins e jornais. Lançou o livro “Contos Possíveis” (1908) e Contos Fora de Moda”(1901). Gostava de retratar o dia a dia do Rio de Janeiro, abordando histórias envolvendo amizades, festas e relações amorosas. Foram diversas peças escritas e traduzidas por Artur Azevedo.
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  19. • Aluísio de Azevedo (1857-1913) Primeiramente, suas obras seguiam a linha romântica, mas depois passou a criar obras no estilo naturalista. Na primeira fase romântica, ele escrevia livros no intuito apenas de vendê-los para que pudesse pagar suas contas. Já em sua fase naturalista, ele apresentava obras em que os problemas do Brasil eram evidenciados e contados na história. Em 1881, ele lançou o livro “O Mulato”, que causou grande repercussão entre a população do Maranhão. Trabalhou em mais alguns jornais e escreveu artigos, contos e peças teatrais. Trabalhou como diplomata a partir de 1895 e frequentou diversos países. Suas principais obras são: Casa de Pensão (1884); O Cortiço (1890); O Mulato (1881).
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  26. PARNASIANISMO
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  28. Movimento literário que se originou na França, representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo. Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pelas rimas raras e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os românticos são a sonoridade das palavras e dos versos. Os autores parnasianos faziam uma "arte pela arte", pois acreditavam que a arte devia existir por si só, e não por subterfúgios, como o amor, por exemplo.
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  30. Poesia parnasiana: traçava uma forte oposição ao sentimentalismo, ao individualismo e à liberdade formal e criativa cultuadas pelos poetas românticos. Ao mesmo tempo, opunha-se à reprodução da realidade, à critica social e à linguagem cientifica, presentes na literatura realista e naturalista. Ela era, então, moldada por um acentuado apuro formal. Esse formalismo se manifestava na esmerada seleção de rimas, que eram primordialmente ricas, na metrificação rigorosa, na minuciosa seleção de vocabulário e na predileção por versos decassílabos.
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  36. AUTORES
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  38. • Olavo Bilac (1865-1918) seguindo os rigores do Parnasianismo, elaborou seus versos nas formas fixas do lirismo, especialmente a do soneto terminado em “chave de ouro”, que é o dístico perfeito composto dos dois versos finais. Suas principais obras são: Poesias; Sagres (1889); Poesias Infantis; Tarde; Crônicas e Novelas (1894); Critica e Fantasia (1904); Ironia e Piedade (1916); Conferências Literárias (1906); O Tratado de metrificação; O dicionário de rimas; A defesa nacional; Últimas conferências e discursos (1924); A Terra Fluminense; Contos Pátrios; Pátria Brasileira; Teatro Infantil.
  39. • Alberto de Oliveira (1857-1937) foi outro poeta que marcou o Parnasianismo. Diplomado em Farmácia, no ano de 1884, cursou a Faculdade de Medicina até o terceiro ano. Agregou em torno de si um significativo grupo de intelectuais. Suas principais obras são: Canções Românticas (1878); Meridionais (1884); Sonetos e Poemas (1885); Versos e Rimas (1895); Poesias.
  40. • Raimundo Correia (1859-1911) foi o ultimo poeta representativo do movimento parnasiano. As composições do poeta seguem os preceitos de perfeição formal típicos do Parnasianismo, mas, no âmbito temático, sua poesia retrata uma vertente pessimista, segundo o modelo que se instaurava nos fins do século XIX na Europa e passou a exercer influencia no Brasil. Suas principais obras são: Primeiros Sonhos (1879); Sinfonias (1883); Versos e Versões (1887); Aleluias (1891); Poesias (1898).
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