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- // Hoje nós vamos entrar pela primeira vez no curso vamos entrar no "magnetismo"!
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- Notações de:
- Vetores:
- V> = vetor V.
- a>.b> = multiplicação escalar
- a>*b> = multiplicação vetorial
- a>×b> = multiplicação vetorial também.
- |d>| modulo escalar de um vetor, ou seja seu comprimento.
- se existe um vetor d>, d pode ser entendido como |d>|.
- i>, j>, k> = vetores unitários nos sentidos x,y e z respectivamente.
- // * * * * *
- Um resuminho pra relembrar o que já aprendemos:
- Eletro(magnetismo nós ainda não vimos):
- F = k qQ/|d>|³ * d>
- - k = 1/4pi€
- - d> = r2>-r1>
- - r# é a posição relativa a origem de uma carga.
- F> = qE>
- ou seja:
- E> = F>/q
- Energia potencial é a integral de força por distância.
- U = int (infinito, P) F>.dl>
- Outra fórmula para Energia Potencial:
- U = q<fi>
- Potencial eletrico é:
- <fi> = -int E>.dl>
- ou
- <fi> = U/q
- Agora falando de capacitores:
- q = C<fi>
- - C é a capacitancia de um capacitor.
- RI = <fi>
- // R=resistencia, I=corrente
- I = int j>.da>
- j> é a densidade de corrente.
- j> = I/A
- - A é a área de uma secção transversal do fio.
- Lei de Ohm:
- j> = 1/<ro> E>
- - <ro> é a resistividade do material.
- Modelo de Drude:
- j> = <n> <e> Va>
- - <n> é a densidade de elétrons.
- - <e> é a carga de um único eletron.
- - Va> é a velocidade média dos elétrons.
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- // Agora sim vamos falar do
- Magnetismo:
- No colégio:
- F = q V B sen0
- // Onde V é a velocidade da carga, B é o campo magnético e sen<teta> é o angulo entre o vetor velocidade e o campo.
- Onde a "regra do tapa" indica a direção da força.
- // Para quem não lembra da regra do tapa:
- // O polegar indica o vetor velocidade de uma carga e os demais dedos a direção do campo
- // E por fim o tapa indicando o vetor Força.
- // Isso vale para cargas positivas, para negativas inverta o vetor força.
- Na universidade:
- F> = qV>×B>
- Pode-se pensar que a multiplicação vetorial é por sí só a regra do tapa.
- Repare que todos os efeitos da regra do tapa são uma analogia dessa multiplicação.
- Ex:
- Seja:
- B> = B0 i>
- V> = V0 i> + V1 j>
- // Lembrete: i>,j>,k> são os vetores unitários nos eixos, x,y e z respectivamente.
- // Lembrete de cálculo de multiplicação vetorial:
- //
- // B>×V> = det| i> j> k> | = -v1B0 k> = -v1B0 k> = (0, 0, -qv1B0)>
- // | v0 v1 0 |
- // | b0 0 0 |
- // ou
- // |B>×V>| = B * V * sen <teta>.
- Descobrindo o valor de F para esse problema,
- note que sua solução é igual, usando o multiplicação vetorial,
- ou o método antigo de ensino médio.
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- O professor mostrou um exemplo com um elétron caminhando perpendicularmente por um campo magnético constante.
- No exemplo ele mostrou que o movimento do eletron sujeito a força do campo magnetico irá formar um circulo. // o que é mto interessante não?
- Assim pode-se calcular que qV>×B> = força centripeda = mV²/r
- assim:
- q V B = mV²/r
- - |V>×B>| = V B sen 90 = V B
- - m é a massa.
- - r é o raio.
- Assim sabe-se o tamanho do raio:
- r = mV/(qB)
- // Lembrando que B é o campo magnetico e "q" a carga.
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- Agora suponha um proton caminhando em um campo magnetico constante, caminhando de forma não perpendicular ao campo magnetico.
- Agora ele não gerará um circulo, mas sim uma espiral. pois a parte do seu movimento que está paralela ao campo magnetico
- não é afetada pelo campo magnetico, e permanece portanto constante, na mesma direção e sentido.
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- o professor desenhou o colisor de particulas da CERN e mostrou que eles aceleram um elétron alternando um campo magnetico e um eletrico
- o ultimo acelera o elétron o primeiro garante que ele fará uma curva e permanecera dentro do acelerador.
- o limite de velocidade que eles conseguem atingir é algo em torno de 0,9999999999c ou algo assim.
- ou seja mto perto da velocidade da luz.
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- O professor mostrou depois como que foi descoberta a velocidade de um eletron, e a massa de um eletron.
- ele mostrou um eletron viajando sobre um campo magnético partindo de um buraquinho em uma superficie, e ele caminha até gerar um semi-circulo e se chocar
- contra a mesma superficie onde tinha sido feito o buraquinho.
- .-^^-. -> esse é o elétron
- / \
- ----- î --------------------------
- î \
- î Esse é o buraquinho
- Com isso e partindo do cálculo: r = mV/(qB) podemos isolar a massa em função da velocidade, como descobrir a velocidade?
- Adicione um impensilho:
- Um campo magnético antes do buraquinho para desviar os eletrons do buraco.
- Corrige o curso dos eletrons com um campo elétrico, e voilá temos uma igualdade de forças, e uma nova equação.
- Resolvendo descobrimos que v=E/B.
- Bunitinho né? (note que isso só funciona se voce já conhecer a carga q de um eletron)
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- // Vamos falar de como calcular a força de um campo magnético sobre um fio de corrente I.
- CONCEITO:
- Força em um fio conduzindo corrente é dada pela fórmula:
- F = B I l sen <teta>
- - B = |B>|
- - I = corrente
- - l = comprimento do fio sob efeito do campo.
- - <teta> é o angulo entre a direção da corrente, e do campo.
- // Formula para faculdade:
- F> = I l>×B>
- - l> é um vetor que vai do inicio do fio até o fim.
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- Suponha um fio formando um retangulo.
- E esse retangulo está fixado em um eixo bem no centro da maior altura. (ou seja o eixo é perpendicular a essa altura)
- <- comprimento a ->
- .------------|------------.
- | | |
- | | | - altura b
- | | |
- ^------------|------------^
- |
- eixo
- agora coloque isso sobre um campo magnetico constante
- E coloque o fio sobre uma corrente.
- Repare que a força magnética forçará o fio a ficar em uma posição de equilibrio.
- No instante que ele passar pela posição de equilibrio ele vai
- ultrapassa-la por alguns centrimetros e depois voltar correto?
- Suponha que nesse instante o sentido da corrente mude, e que isso se repita sempre que o ponto de equilibrio for cruzado.
- Assim temos um motor elétrico.
- que vai ficar girando enquanto houver corrente, legal né?
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- // Abaixo falamos da força gerada por esse motor.
- // Não sei se isso é pertinente ao curso, mas foi falado em sala, e é interessante:
- // Se forem mais preguiçosos acho que podem pular. (atenção no "acho" que podem)
- Agora como saber se meu carrinho vai andar com esse sistema?
- é preciso calcular o torque do sistema.
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- CONCEITO:
- Torque é dado pela fórmula:
- T> = r>×F>
- - r> é o vetor raio que aponta para a posição onde a força está sendo aplicada, ou medida.
- - F> é o vetor força.
- O torque aponta para o eixo do sistema, o que é estranho, mas independente disso ele é útil.
- Notas:
- Se o torque apontar para cima, indica que a rotação é no sentido anti-horário
- Se o torque apontar para baixo, indica que a rotação é no sentido horário
- (considere o ponto de observação sendo por cima)
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- Para esse exemplo especifico o torque ficaria na forma:
- T = r * (B I l sen <teta>) sen <teta2>
- - Note que l = 2*b que é o comprimento do fio afetado pelo campo, e cuja força gera rotação.
- // (A força sobre a parte horizontal do fio não gera rotação, faça o teste com a sua mão)
- - r = a/2
- - sen <teta2> = 1 pois r é perpendicular a direção da força.
- T = a/2 * B I 2b sen <teta>
- ou
- T = a b B I sen <teta>
- // Lembrete: "a" e "b" são as médidas daquele fio em forma de retangulo.
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- Obs Interessantes:
- O campo magnético mas forte que podemos gerar é 90T
- O campo elétrico que um unico eletron gera sobre um proton em seu atomo é: 1000T
- Isso serve para se ter uma idéia de o quanto nossa tecnologia ainda é fraca em comparação à natureza.
- O professor ainda disse que podemos conseguir campos mais fortes, usando um "pulso de campo magenetico"
- porém esses pulsos duram por pouco tempo, pois o aparelho que o gera queima rapidamente.
- Obs2:
- Como é feito uma memória magnética? Imagine que aquela corrente no fio seja o caminho do eletrón em torno do proton.
- Dependendo do seu campo magnetico o alinhamento de estabilidade de um elétron vai ser um ou outro.
- Assim se ele se alinhar por exemplo verticalmente voce tem um "0", se voce tem um outro alinhamento voce tem o "1"
- moleza não?
- // Bem é o fim da aula.
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