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- NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
- - y´t = dy/dt
- - y´´t = d²y/dt²
- - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
- - y´n´t = d^ny/d t^n
- - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
- - int f(x) = integral de f(x)
- - i,j,k são os 3 vetores unitários no sentido x,y e z.
- - v> indica que v é um vetor (é como a setinha encima do v).
- - [ f(x) ] (a, b) = f(a) - f(b)
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- Hoje vamos começar a falar da Tranformada de Laplace!
- Vou dar um resumo do que ele é.
- Essa tranformada é um caminho para contornar o problema das EDOs.
- Como é muito difícil voce eliminar os y' e y'',
- as vezes o laplace te da um macete para trocar essa equação por uma equação comum sem derivadas =].
- O lado negativo do laplace é que ele é uma decoreba, o professor deve nos fornecer a tabela com as decorebas na prova (ou não ele não deixou claro)
- Básicamente cada tranformada é uma "integral notável" a integral em sí é complicada, mas se voce tiver decorado voce faz fácil.
- O segundo problema é que apesar de voce conseguir uma nova equação que não é diferencial,
- essa equação num tem nada a ver com seu problema original :D.
- Assim para contornar esse problema voce tem que separar os termos e usar
- a "Tranformada Reversa de Laplace" para voltar ao problema original.
- Usando a tranformada reversa certa, voce não tera uma EDO quando voltar pra realidade, o que resolveu seu problema certo?
- Então é básicamente isso, uma ferramenta de tranformadas decoradas com
- a qual voce consegue sair de um problema diferencial para chegar em uma equação comum.
- O resto é muita algebra pra encaixar os problemas reais nas integrais decoradas, ou melhor nas integrais escritas na tabela :D.
- A partir de hoje então vamos começar a ter uma tabela de Tranformadas Notáveis de Laplace, e só vamos crescer ela à cada nova descoberta =].
- // Vou anotar toda a tabela aqui nas notas, no inicio de cada aula =].
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- Agora antes de começarmos a falar do Laplace própriamente dito,
- vamos falar sobre um conceito que faz parte do Laplace:
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- CONCEITO:
- O que são Integrais Improprias? (Laplace é uma :D)
- Seja uma integral do tipo:
- int (0,1) 1/raiz(x)
- Note que ela é uma "Integral Impropria", porque a medida que se aproxima de 0 a integral vai para infinito.
- A maneira para se calcular essa integral, ou qualquer outra integral impropria, é usar limite:
- lim a->0 [ int (a,1) 1/raiz(x) ]
- O que agora é uma integral própria com um limite e vai dar um resultado bem mais normal do que infinito.
- Simples né?
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- TRANSFORMADA DE LAPLACE:
- Agora falando da tranformada de Laplace.
- Toda Tranformada de Laplace é dada por uma integral imprópria da forma:
- L( f(t) ) = int (0,infinito) e^(-st) f(t) dt
- Onde f(t) é a função a ser transformada.
- Notem que após a transformação a variável t some, ou com o valor 0 ou com o valor infinito.
- E sobra a variável s, ou seja alem de fazer uma integração estranha voce troca a variável do problema por outra =P.
- // Isso é estranho mas não há problema porque é totalmente reversível, então agente consegue recuperar o t depois =].
- Bem com isso falamos de "o que é" a transformada de Laplace.
- Agora vamos descobrindo uma a uma, as transformadas de várias
- funções para podemos decorar e usar sem fazer os calculos toda vez.
- Já que afinal essa é uma integral bem feia né?, se tivesse que calcular ela toda vez ia ser um problema.
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- Bem vamos começar calculando o que fazer se f(t) = 1?
- Ou seja a transformada "L(1) = ?"?
- L(1) = int (0,inf) e^(-st) * 1 dt
- ou
- L(1) = int (0,inf) e^(-st) dt
- Como é uma integral imprópria precisamos usar um limite:
- lim A->inf [ int (0,A) e^(-st) dt ]
- Vamos integrar, mas notem que o caso s=0 gera uma integral diferente então por enquanto vamos considerar s!=0.
- Integrando temos:
- lim A->inf [ [-e^(-st)/s] (0,A) ]
- lim A->inf [ [-e^(-s * A)/s] - [-e^(-s * 0)/s] ]
- ou simplificando:
- lim A->inf [ -[e^(-s * A)/s] + [1/s] ]
- Perceba que para s positivo o limite tende a 1/s.
- Porém para s negativo tende a infinito, então vamos considerar s > 0 por enquanto.
- Agora vamos calcular, para onde isso vai quando s = 0.
- A integral original ficaria:
- lim A->inf [ int(0,A) -e^(-0t) dt ]
- ou
- lim A->inf [ int(0,A) 1 dt ]
- Integrando e jogando limite para infinito teremos infinito =].
- Então vamos desconsiderar esse resultado também e assumir que para isso fazer sentido:
- s>0
- Dessa forma concluimos que a Tranformada de Laplace para a função constante 1 é:
- { 1/s para s>0
- { infinito para s=0
- { -infinito para s<0
- Vamos usar apenas L(1) = 1/s para s>0.
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- Nosso primeiro Item da tabela:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
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- Segunda transformada, a tranformada da função "e^( a t )"
- L( e^( a t ) ) = ... o professor fez a demonstração não copiei =P
- Eu fiz sozinho, mas o resultado ficou meio estranho, depois se alguém tiver saco,
- me manda um e-mail corrigindo, pq eu errei alguma conta:
- L( e^( at ) ) = R (pra simplificar, o R é de Resposta)
- R = int(0,inf) e^(-st) e^(at) dt
- R = lim A->inf [ int(0,A) e^(-st) e^(at) dt ]
- Para simplificar vamos resolver separadamente Rl (resposta do limite):
- Rl = int (0,A) e^(-st) e^(at) dt
- Integrando por partes, chamamos U = e^(-st) e dV = e^(at)
- E pela fórmula:
- UV = int U dV dt + int dU V dt
- Podemos re-escrever Rl como:
- Rl = UV - int dU V dt
- ou
- Rl = [e^(-st) e^(at)/a](0,A) - int (0,A) -s e^(-st) e^(at)/a
- ou simplificando:
- Rl = [e(-st) e^(at)/a](0,A) + s/a int (0,A) e^(-st) e^(at) dt
- E por fim notem que a integral a direita é igual a definição original de L( e^(at) ) = int(0,A) e^(-st) e^(at) dt
- Substituindo isso a equação fica bem simples:
- Rl = [e^(-st) e^(at)/a](0,A) + s/a L( e^(at) )
- E portanto:
- R = lim A->inf [[ e^(-st) e^(at)/a](0,A) + s/a L( e^(at) ) ]
- Substituindo R = lim A->inf L( e^(at) )
- R = lim A->inf [[ e^(-st) e^(at)/a](0,A) + s/a R ]
- Simplificando o lado esquerdo:
- R = lim A->inf [[ e^((a-s)t)/a ](0,A) + s/a R ]
- Aplicando o limite:
- R = e^((a-s)A)/a - e^((a-s)0)/a + s/a R
- ou
- R = e^((a-s)A)/a - 1/a + s/a R
- Considerando s<=a o negócio vai ficar muito doido, ou vai pra infinito ou vai dar uma lopital.
- Mas como eu sei que o professor vai considerar o caso s>a vamos falar só dele:
- Considerando s>a:
- R = 0 - 1/a + s/a R
- ou
- R = -1/a + s/a R
- Isolando R temos:
- R - s/a R = -1/a
- R(1 -s/a) = -1/(a * (1 -s/a))
- R = -1/(a-s)
- ou
- R = 1/(s-a) para s>a.
- Por fim, lembrando que R = L(e^(at))
- L( e^(at) ) = 1/(s-a) para s>a.
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- Assim vamos começar a montar nossa tabela de Laplace.
- Nessa tabela vamos anotar bonitinho cada transformada que já tenhamos calculado para facilitar nossos calculos futuros.
- Até agora sabemos:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
- e^(at) | 1/(s-a), s>a
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- A Tranformada de Laplace é uma operador Linear.
- Assim sendo a tranformada da combinação linear de duas funções é igual a combinação linear dos laplaces das duas funções:
- L(af + bg) = a L(f) + b L(g)
- Isso é muito útil quando voce tem uma constante multiplicando alguma função da tabela.
- Pq aí fica fácil voce jogar a constante para fora, e substituir a tranformada pela pela função.
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- Vamos relembrar a definição de seno e cosseno hiperbolico:
- CONCEITO:
- Cosseno hiperbolico:
- f(t) = cosh (a t) = (e^(at) + e^(-at)) / 2
- CONCEITO:
- Seno hiperbolico:
- f(t) = senh (a t) = (e^(at) - e^(-at)) / 2
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- Mais um item para nossa tabela: Cosseno Hiperbólico, vamos calcular?
- L(cosh (at)) = L(e^(at)/2 + e^(-at)/ 2) = L(e^(at))/2 + L(e^(-at))/2.
- Mas já conhecemos o valor de L(e^(at)) certo?
- Então vamos substituir com base na nossa tabela:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
- e^(at) | 1/(s-a), s>a
- L(cosh (at)) = 1/2 [ 1/(s-a) + 1/(s+a) ]
- Tirando o mínimo multiplo comum e somando temos:
- L(cosh (at)) = s/(s² - a²), mas isso só é válido se s > |a|
- Nossa tabela atualizada:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
- e^(at) | 1/(s-a), s>a
- cosh(at) | s/(s²-a²), s>|a|
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- Calculando agora o laplace do seno Hiperbólico.
- Obivamente a idéia é analoga à do cosseno =P:
- Enquanto no cosseno a fórmula fica:
- L(cosh (at)) = 1/2 [ 1/(s-a) + 1/(s+a) ]
- No caso do senh fica:
- L(senh (at)) = 1/2 [ 1/(s-a) - 1/(s+a) ]
- E tirando o MMC e somando, nesse caso fica:
- a/(s²-a²) com s>|a|
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- Atualizando nossa tabela temos:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
- e^(at) | 1/(s-a), s>a
- cosh(at) | s/(s²-a²), s>|a|
- senh(at) | a/(s²-a²), s>|a|
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- Agora vamos fazer a Tranformada que talvez seja a mais interessante da aula.
- Vamos calcular o Laplace da derivada de uma função, ou seja L( y'):
- L(y') = int (0,inf) e^(-at) y' dt
- Colocando o limite:
- = lim A->inf [int (0,A) e^(-at) y' dt]
- Se fizermos uma integral por partes temos:
- U = e^(-at)
- dv = y'
- E pela fórmula:
- UV = int UV' + int U'V
- Temos:
- L(y') = lim(A->inf) [ [e^(-st) y ](0,A) - int (0,A) y * - s e^(-st) dt ]
- ou simplificando ligeiramente:
- L(y') = lim(A->inf) [ [e^(-st) y(t) ](0,A) + s int (0,A) y e^(-st) dt ]
- Note que agora a integral que resta é equivalente a L(y)
- Fazendo esta substituição temos uma equação bem mais simples:
- L(y') = lim (A->inf) [ [e^(-st) y(t)](0,A) ] + s L(y)
- L(y') = lim (A->inf) [ e^(-sA) y(A) - e^(-s0) y(0) ] + s L(y)
- L(y') = lim (A->inf) [ e^(-sA) y(A) - e^(-s0) y(0) ] + s L(y)
- L(y') = lim (A->inf) [ e^(-sA) y(A) - y(0) ] + s L(y)
- Aplicando o limite:
- Note que para s>0, o termo exponencial vai para 0, então teriamos:
- L(y') = s L(y) - y(0), s>0
- // PS: eu não vi o professor escrever a restrição s>0,
- // o que sugere que eu errei essa minha deduçào, ou não vi ele escrevendo o s>0.
- // De qualquer jeito o que foi escrito na tabela é isso mesmo então ta tudo certo =].
- E agora eliminamos de uma coisa que antes era uma equação diferencial as derivadas =].
- E virou uma equação comum, o lado negativo é que não temos mais a equação que tinhamos originalmente =/.
- A boa noticia que eu já adianto antes do professor falar é que a tranformada é reversível:
- L⁻¹( L(y) ) = y
- Sabendo disso mais na frente vamos treinar reverter essa equação para uma equação comum.
- Bem voltando para o que o professor ta falando, agora nós temos um novo item para nossa tabela:
- f ( t ) | L ( f )
- 1 | 1/s, s>0
- e^(at) | 1/(s-a), s>a
- cosh(at) | s/(s²-a²), s>|a|
- senh(at) | a/(s²-a²), s>|a|
- y' | s L(y) - y(0)
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- Agora vamos falar da reversa de Laplace, ou seja se há uma equação na forma:
- 1/s, com s>0
- se aplico a inversa tenho a função constante 1,
- e assim por diante para cada valor da tabela.
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- Bem vamos usar um exemplo para ver como isso funciona.
- Seja um PVI bem simples:
- { y' = y
- { y(0) = 1
- // (De cabeça da pra deduzir o resultado que é e^t)
- Aplicando laplace sobre ambos os lados temos:
- s L(y) - y(0) = L(y)
- Isolando L(y) temos:
- L(y) = y(0)/(s-1)
- Substituindo y(0) por 1 temos:
- L(y) = 1/(s-1)
- Aplicando a reversa L⁻¹ temos:
- y = L⁻¹(1/(s-1)) = L⁻¹(1/s-a) com a=1
- Olhando na tabela vemos que a reversa vai ficar:
- y = e^(at), com a = 1
- ou seja:
- y = e^t
- Como a EDO original é muito simples é fácil ver que acertamos o resultado =].
- O lado bom do método de laplace é que é fácil de ser aplicado, basta se ter a tabela em mãos, e um pouco de algebra.
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- Exercicio de fim de aula:
- L(sen(at)) = ?
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- Resolução:
- L(sen(at)) = lim(A->inf) [ int(0,a) e^(-st) sen(at) dt ]
- Se U = e^(-st) e dV = sen(at)
- então temos:
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [e^(-st) * - cos(at)/a](0,A) - int(0,A) e^(-st) * -s * -cos(at)/a dt ]
- ou simplificando:
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [-e^(-st) cos(at)/a ](0,A) - s/a int(0,A) e^(-st) cos(at) dt ]
- Integrando de novo por partes na integral remanecente:
- U = e^(-st)
- dV = cos(at)
- Assim:
- isso:
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [-e^(-st) cos(at)/a ](0,A) - s/a int(0,A) e^(-st) cos(at) dt ]
- vira isso:
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [-e^(-st) cos(at)/a ](0,A) - s/a ([e^(-st) sen(at)/a](0,A) + s/a int(0,A) e^(-st) sen(at) dt) ]
- Agora note que a integral que restou é igual à: L(sen(at))
- Assim podemos simplificar tudo:
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [-e^(-st) cos(at)/a ](0,A) - s/a ([e^(-st) sen(at)/a](0,A) + s/a L(sen(at)) ]
- Aplicando os intervalos (0,A)
- L(sen(at)) = lim A->inf [ [-e^(-st) cos(at)/a ](0,A) - s/a ([e^(-st) sen(at)/a](0,A) + s/a L(sen(at)) ]
- // Bem termino isso depois, ta quase pronto.
- Resultado: a/(s²+a²)
- // O professor escreveu o resultado no quadro antes do fim da aula.
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- Exercicios (cap 6):
- pg 243 - 1, 5, 6, 7, 8, 11, 12, 18, 21, 23, 26
- (7,8 já foram feitos em sala)
- (6 foi o exercicio de fim de aula)
- (11 e 12 são parecidos com o 6, mas é bom fazer)
- (26 é interessante, "desafiador" nas palavras do professor)
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- // Fim da aula!
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