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Estória

a guest Jul 21st, 2019 73 Never
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  1. Stranger: Oi.
  2.  
  3. You: Oi!
  4.  
  5. You: Olá
  6.  
  7. You: How u are
  8.  
  9. Stranger: Estou bem.
  10.  
  11. Stranger: E você?
  12.  
  13. You: Também estou
  14.  
  15. Stranger: Mas em pergunta o verbo vem primeiro.
  16.  
  17. Stranger: How are you.
  18.  
  19. You: Eu sei
  20.  
  21. You: Estou apenas brincando
  22.  
  23. Stranger: Eu sei.
  24.  
  25. You: O verbo auxiliar, caso exista, vem na frente. Caso contrário, utiliza-se o "do".
  26.  
  27. You: Ou "does"
  28.  
  29. Stranger: Uhh
  30.  
  31. Stranger: Conte-me uma história.
  32.  
  33. You: Contar-lhe-ei
  34.  
  35. Stranger: Mesóclise, classico.
  36.  
  37. You: Já está praticamente em desuso
  38.  
  39. You: Sinceramente, até a ênclise está em desuso
  40.  
  41. Stranger: Acho bonito, mas pedante ao mesmo tempo.
  42.  
  43. You: A utilização de ponto final pode ser vista como algo pedante
  44.  
  45. You: Ou até mesmo rude, no caso dos mais jovens
  46.  
  47. Stranger: Me orgulho de tentar escrever bem, nada de mais, e honramos nosso idioma.
  48.  
  49. You: Sim, torna-o bonito, mas ao mesmo tempo difícil para estrangeiros e até mesmo para a população nativa
  50.  
  51. Stranger: Por isso os porques se tornaram pq
  52.  
  53. Stranger: São quatro, que mesmo nas regras fazem pouco sentido. Um deles servem para todos na falada.
  54.  
  55. Stranger: Ah, mas na escrita não, talvez seja erro meu ai.
  56.  
  57. You: Sinceramente, eu não vejo a necessidade de existência de quatro "por que"
  58.  
  59. You: Poderia ser tudo concentrado em um só com certa facilidade
  60.  
  61. You: No inglês, por exemplo, temos o "why" e o "because"
  62.  
  63. Stranger: sc sc ss cç sc sç
  64.  
  65. Stranger: Why though?
  66.  
  67. Stranger: Because that!
  68.  
  69. You: É até interessante o "why", gostaria de saber um pouquinho da etimologia dele
  70.  
  71. You: Grande parte do que chamamos no português de pronomes interrogativos começa com a letra "w" no inglês
  72.  
  73. Stranger: Ei
  74.  
  75. Stranger: Gostaria de criar a história no momento?
  76.  
  77. You: Que tipo de história?
  78.  
  79. You: Você não vai fazer questão de chamar de estória?
  80.  
  81. Stranger: Ficção.
  82.  
  83. You: Você é o que, um escritor?
  84.  
  85. Stranger: Criada, e não histórica.
  86.  
  87. Stranger: Nem de longe.
  88.  
  89. You: Estudante de letras?
  90.  
  91. Stranger: De longe pareço não ser escritor, de perto parece que estou de longe.
  92.  
  93. Stranger: Também não.
  94.  
  95. You: Julgando pela frase, você é jovem
  96.  
  97. You: Todavia, um conhecimento linguístico vasto
  98.  
  99. You: Chuto entre 15 e 17 anos
  100.  
  101. You: Tem gosto pela leitura provavelmente. Meninas apresentam isso em maior escala que os meninos
  102.  
  103. Stranger: Sua presunção é divertida.
  104.  
  105. You: Tenho certeza que sim
  106.  
  107. Stranger: Como esta se sentindo?
  108.  
  109. You: Normal, por que me sentiria diferente?
  110.  
  111. You: Uma explosão de superioridade por simples conjecturas? Faço isso mais por diversão
  112.  
  113. Stranger: Sua frase me lembra Fermim Romero de Torrez
  114.  
  115. Stranger: Ou Henry Chinasky
  116.  
  117. Stranger: Eles sempre tinham respostas afiadas na ponta da língua.
  118.  
  119. You: Desculpe-me, mas desconheço esses nomes
  120.  
  121. You: Todavia, creio que sejam escritores
  122.  
  123. Stranger: Henry Chinasky é um personagem de Charles Bukowski.
  124.  
  125. Stranger: E Fermin de Carlos Ruiz Zafón.
  126.  
  127. You: Se eu determinasse o principal gênero literário deles poderia terminar um dos seus possíveis gostos
  128.  
  129. You: Enfim, isso soa muito como um joguinho
  130.  
  131. You: Vamos fazer sua história, ou estória, como preferir
  132.  
  133. You: Aliás, neste momento, eu provavelmente errei a idade
  134.  
  135. You: Ambos os dois são europeus, geralmente jovens gostam de literatura americana
  136.  
  137. Stranger: Criada, não histórica.
  138.  
  139. Stranger: Pode ser baseada, mas não literal.
  140.  
  141. You: Bom, eu não conheço muitas histórias
  142.  
  143. Stranger: Mas pensa.
  144.  
  145. Stranger: Pode criar.
  146.  
  147. You: Todos pensam
  148.  
  149. You: Isso é quase que redundante
  150.  
  151. You: Mas me diga, para que quer uma história?
  152.  
  153. Stranger: Gosto de ler daqui e criar uma outra depois.
  154.  
  155. Stranger: Não baseada no que disseram, mas por diversão.
  156.  
  157. Stranger: Estou escrevendo algo e gosto do clima de ler o que criam no momento, me ajuda a criar também.
  158.  
  159. You: Você disse que não era um escritor
  160.  
  161. Stranger: Não sou.
  162.  
  163. Stranger: É um hobbie.
  164.  
  165. You: Então o que seria você?
  166.  
  167. Stranger: Um ser humano que gosta de muitas coisas e não é bom o suficiente em todas.
  168.  
  169. Stranger: Mas tentar não faz mal.
  170.  
  171. You: Gostaria de fazer um trato?
  172.  
  173. Stranger: Seria esse qual?
  174.  
  175. You: Eu aceito criar a tal história, desde de que seja com a sua monitoria e tem outra condição
  176.  
  177. Stranger: Vou ler, sim, E com certeza não sairia desse chat. Seu é seu.
  178.  
  179. Stranger: Qual?
  180.  
  181. You: Não quero um leitor, quero um crítico. Quanto a sair do chat, sinceramente, eu não ligo
  182.  
  183. You: Há muitos textos meus avulsos por aí e a escolha da palavra textos não é atoa
  184.  
  185. Stranger: Eu me importo, pois alguém escreveu.
  186.  
  187. Stranger: Enquanto houver alguém que se lembra de você, do que escreveu, estará vivendo.
  188.  
  189. Stranger: (Troquei algumas palavras, mas esse é o mesmo sentido da frase Créditos para Carlos Ruiz Zafón: A sombra do Vento)
  190.  
  191. You: Quando você leu esta frase?
  192.  
  193. Stranger: 2015 creio.
  194.  
  195. Stranger: Mas é na hora, sem se utilizar o que já criou.
  196.  
  197. Stranger: Um instante, com licença.
  198.  
  199. You: O tempo é todo seu
  200.  
  201. Stranger: Todo nosso.
  202.  
  203. Stranger: Gosto da perspectiva de 'Como vai a vida', quando na verdade estamos morrendo desde que nascemos.
  204.  
  205. You: Sabe, qual é a relevância de estar vivo?
  206.  
  207. You: Estar vivo nada mais garante que prazer pessoais
  208.  
  209. Stranger: Essa é a questão da imortalidade.
  210.  
  211. Stranger: Não entendi sua última frase.
  212.  
  213. You: Suponhamos que você tenha um objetivo
  214.  
  215. You: Esse objetivo, desde de que não seja um prazer pessoal, parece-me suficientemente digno, que pode ser alcançado mesmo que você esteja morto
  216.  
  217. Stranger: Sim.
  218.  
  219. You: Bom, desviando um pouco do assunto
  220.  
  221. You: Tenho o segundo pedido
  222.  
  223. Stranger: Seria esse qual?
  224.  
  225. You: Eu estava pensando em qual seria, entre todas as possíveis perguntas, gostaria de saber a idade. Eu estava conjecturando perguntar o nome, com um nome completo consegue-se tudo, você não faz ideia (ou talvez até faça), mas perderia totalmente a graça. E claro, que em relação a qualquer pergunta, ainda há a possibilidade da respostar ser uma mentira, mas não tenho como calcular isso
  226.  
  227. Stranger: É desnecessário.
  228.  
  229. Stranger: Qual diferença faria saber meu nome ou idade?
  230.  
  231. Stranger: E não ha o motivo para eu mentir, só é desnecessário.
  232.  
  233. You: O seu nome, neste momento, nenhuma. Mas eu estou vivo, então em relação à idade, bom, você entendeu
  234.  
  235. Stranger: Também não.
  236.  
  237. You: Está negando exatamente, o quê?
  238.  
  239. Stranger: '...então em relação a idade...'
  240.  
  241. Stranger: E nada da história...
  242.  
  243. You: Quando uma pessoa compra algo, quem sai ganhando, a pessoa ou o vendedor?
  244.  
  245. Stranger: Se a pessoa que comprou algo e sabe que tem um valor mair que a venda e possa o revender por maior preço, o comprador.
  246.  
  247. Stranger: Caso seja a pessoa que vendeu esteja ludibriando o comprador por um valor maior que sabe que o artigo vale. Logicamente o vendendor.
  248.  
  249. Stranger: venden? Vendedor.
  250.  
  251. You: Já foi em algum McDonalds?
  252.  
  253. Stranger: Não gosto de fastfood
  254.  
  255. You: Certo, mas você conhece, correto?
  256.  
  257. Stranger: Se for para comprar um pão com várias coisas.
  258.  
  259. You: Eu iria falar do sorvete...
  260.  
  261. Stranger: Compro os pães e várias coisas e eu mesmo os preparo.
  262.  
  263. You: Pense comigo, se eu vou no McDonalds e compro uma casquinha de sorvete por singelos R$ 2, quem sai ganhando, a franquia ou eu?
  264.  
  265. Stranger: Eles, por alguns centavos.
  266.  
  267. Stranger: Quantidade.
  268.  
  269. Stranger: Mas não estou entendendo sua anedota.
  270.  
  271. Stranger: Esta querendo dizer algo, sem dizer nada.
  272.  
  273. You: Calma, um passo de cada vez
  274.  
  275. You: Eu sei que estou andando devagar, mas não ache que estou subestimando sua inteligência
  276.  
  277. You: Só quero sentir cada passo
  278.  
  279. Stranger: Não pensei que estava.
  280.  
  281. You: Se eu saio no prejuízo, por que eu tomaria tal ação?
  282.  
  283. Stranger: Algo errado não esta certo.
  284.  
  285. You: Está falando a respeito do que exatamente?
  286.  
  287. You: Diga-me, você se importa com o tempo? Refiro-me aos segundos correndo no relógio
  288.  
  289. Stranger: Aliás, de que esta escrevendo exatamente.
  290.  
  291. Stranger: Te perdi uhns 15 minutos atrás.
  292.  
  293. Stranger: Não, tempo é tempo.
  294.  
  295. You: Me perdeu?
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