KaryuRJ

Tradução Pedido de Ajuda DM15

Jul 20th, 2012
44
0
Never
Not a member of Pastebin yet? Sign Up, it unlocks many cool features!
text 5.34 KB | None | 0 0
  1. -------------------
  2.  
  3. #19J #EspañaResiste #Anonymous #Occupy.
  4.  
  5. A repressão da dissidencia: detenções e multas como reposta à indignação por parte da Conselleria d’Interior do Governo da Catalunia
  6.  
  7. Neste momento, nenhuma das pessoas detidas durante e depois da greve geral do 29 de março (29M) está na prisão. É bom lembrar que, após o 29M, já são 106 as pessoas detidas e com acusações à espera de um julgamento, 6 delas em prisão preventiva. A última a ser libertada foi Andreu Curto, que só saiu no dia 22 de junho. (http://goo.gl/VMYrv)
  8. Estas prisões preventivas foram decretadas pela pressão exercida pela Conselleria d’Interior em uma tentativa de coagir as pessoas que protestam contra os cortes e de orquestar, diante da opinião pública, uma criminalização midiática contra todo meio de resistencia e rebeldia diante das derivas antisociais e antidemocráticas que estão tomando os governos da Catalunha, Espanha e Europa. Usados como "bodes espiatórios", em uma tentativa de que "as pessoas voltem a ter medo do sistema", nas palavras de Felip Puig, estas prisões tem pouquíssima base jurídica, conforme foi denunciado por algumas associações de advogados do Collegi d’Advocats de Barcelona, e que se veem confirmadas, por exemplo, na Resolución de la Audiencia Provincial no caso de Javi, Dani e Isma, que foram libertados com acusações e sem fiança (http://goo.gl/hJKQS); ou como o caso de Laura Gomez, que passou 23 dias na prisão por realizar um ato simbolico frente à Bolsa de Barcelona durante o qual queimava uns papéis simulando que eram notas, ação pela qual os promotores pede 36 anos de prisão. Também começaram a chegar pedidos de prisão para algumas das pessoas que foram detidas naquele dia 29. A algumas, a promotoria pede até 7 anos de prisão, como no caso dos 3 vizinhos del Clot, [http://goo.gl/mkxPd] detidos durante o protesto realizado nesse dia.
  9. Nos últimos meses, as múltiplas demonstrações de solidariedade - como as diferentes mobilizações realizadas (por exemplo a de 16 de junho: [ http://goo.gl/95s9y]), têm sido cruciais para conseguir a liberação das companheiras encarceradas e para alertar sobre esta intolerável escalada repressiva que reduz de forma brutal direitos civis e liberdades políticas fundamentais em qualquer sociedade que se diga democrática. Sem dúvida, se trata de uma "coação jurídica" - nas palavras do Ministro do Interior Jorge, Fernández Díaz - para ter uma cidadania submissa, calada e obediente, enquanto saqueiam os cofres públicos, desmantelam o Estado Social e preservam os privilégios da classe política e financeira.
  10. Precisamente, no último 6 de junho, o Observatório do Sistema Penal e dos Direitos Humanos da Universidade de Barcelona (OSPDH) apresentou ao Comitê Europeu para a Prevenção da Tortura o informe intitulado "Criminalização da dissidência, expansão do sistema penal e situações de abuso policial como resposta à crise econômica da Catalunya” [http://goo.gl/xUkm5], em que é afirmado em documento esta escalada de repressão contra tudo o que os incomoda na aplicação de suas medidas para sair da crise. O informe destaca o aumento dos níveis de resposta policial do governo catalão frente aos protestos sociais contra a crise, o aumento da criminalização e as constantes detenções. Da mesma forma, alertam o uso preventivo de sanções administrativas [http://goo.gl/E70Ib] para limitar o direito de reunião e manifestação. A partir da aplicação da Lei 1/92 da Segurança Cidadã, que limita o direito de manifestação no espaço público, começam a contar por centenas as multas impostas a pessoas que participam em manifestações de qualquer tipo, como as 70 pessoas sancionadas na mobilização do dia 21 de julho em defesa da saúde pública, ou um mínimo de 30 pessoas que foram sancionadas por participarem da mobilização ‘Toma la Bolsa’, ou outras 42 que receberam multas por participarem da concentração espontânea do protesto pelo desalojamento da Universitat Lliure de la Rimaia. A tática da repressão econômica a estas pessoas e a associações que participam também se faz evidente nas desorbitantes fianças - de mais de 6.000 euros - que se pediu pela liberdade dos detentos durante a jornada de Greve Geral.
  11. Para entender um pouco estas taticas policiais e da Conselheria, é muito interessante analizar o trabalho de final de mestrado do Comissário Geral de Coordenação Territorial da Polícia Catalã, David Piqué, que chamou de ratazanas aos manifestantes do 29 de março; o trabalho se intitula 'A síndrome de Sherwood''[http://goo.gl/Qob7B] e nos mostra o trajeto que segue tanto a Polícia como a Conselleria para fazer frente à indignação surgida nestes últimos anos.
  12. Indignadas são todas aquelas pessoas que decidiram levantar a voz para recuperar, precisamente, sua dignidade. Cada vez há mais indignados nas ruas e nas praças e também mais nas prisões ou nos Centros de Internação de Estrangeiros (CIE). Tudo o que incomoda é trancado e escondido para que faça o menor barulho possível. O problema aparece quando não há espaço para guardar tanta indignação.
  13. Ainda, frente à pergunta sobre quantas pessoas indignadas há atualmente na prisão, uma advogada defensora dos direitos humanos respondeu sem mais: 'Assim, em geral, indignados... provavelmente todos os detidos estão.'
  14.  
  15. ---------------------
Advertisement
Add Comment
Please, Sign In to add comment