VinBR

PO - 04/10/2012

May 28th, 2013
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  6.  
  7. Análise de Sensibilidade
  8.  
  9. Análise de sensibilidade é um estudo feito sobre um problema já resolvido.
  10. Esse estudo tem o intuito de entender as propriedades da solução e prever por exemplo,
  11. qual a melhor forma de aumentar os lucros:
  12. Seria reduzindo o custo de manutenção? Aumentando o numero de horas de serviço?
  13.  
  14. Pode-se detectar onde estão os garga-los do problema.
  15.  
  16. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  17.  
  18. O professor Fernando Marins da UNESP disponibilizou alguns ótimos slides que vou colocar abaixo:
  19.  
  20. Um bom slide para explicar Análise de Sensibilidade segue abaixo, também do mesmo autor do pdf acima.
  21. http://www.feg.unesp.br/~fmarins/po/slides/2o.s/analise%20de%20sensibilidade1.pdf
  22.  
  23. Vou disponibilizar os slides no meu site também (eu estudei por eles)
  24.  
  25. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  26.  
  27. Vamos então avaliar várias situações a partir do problema P abaixo:
  28.  
  29. max cTx
  30. Ax = b
  31. x >= 0
  32.  
  33. Questão 1) O que ocorreria se uma variável fosse adicionada no problema P?
  34.  
  35. // Um exemplo mais realista para o problema P:
  36.  
  37. max 5x1 + 4x2 + 3x3
  38. 2x1 + 3x2 + x3 + x4 = 5
  39. 4x1 + x2 + 2x3 + x5 = 11
  40. 3x1 + 4x2 + 2x3 + x6 = 8
  41. x1,x2,x3,x4,x5,x6 >= 0
  42.  
  43. Suponha que iremos adicionar x7, na primeira restrição com coeficiente 1 e no objetivo com coeficiente C7.
  44.  
  45. Obviamente, considerando-a não básica ela certamente não irá afetar o problema.
  46. O valor da variável será 0, e portanto não afetará nem o valor ótimo do problema, nem as restrições do mesmo.
  47.  
  48. Porém pode acontecer de que a variável x7 melhore o objetivo caso entre na base.
  49. Ou seja, a inserção de uma nova variável abre a possibilidade da solução atual não ser mais ótima.
  50. Mas também pode ser que ela não faça diferença nenhuma, e que não afete a sol. ótima.
  51.  
  52. // Nota 1: Seja D o dual de P.
  53. // Ao inserir x7, D irá ganhar uma nova restrição. Percebem a relação?
  54.  
  55. // Nota 2: Lembrem que o único caso em que uma solução de D tem o mesmo valor que a solução de P é no ótimo.
  56. // Portanto o que acontece se P não for mais ótimo?
  57. // D deixará de ser viável.
  58.  
  59. // Nota 3: Uma analogia para isso é que a restrição adicionada ao dual inviabilizou-o.
  60.  
  61. A nova coluna altera a viabilidade do dual, se somente se ela for uma candidata desejável à entrar na base.
  62. Caso contrário nada muda.
  63.  
  64. Note então que se o crescimento dessa nova variável diminuir o objetivo,
  65. e for um problema de maximização ela será não básica e terá o valor 0 não alterando nada no problema.
  66.  
  67. Porém no caso contrário onde o aumento dela é desejável para melhorar o objetivo,
  68. teremos de buscar uma nova solução ótima.
  69.  
  70. Questão 2) O que acontece se alterarmos o custo ou vetor tecnológico de uma variável existente?
  71.  
  72. a) Alterando o custo (considerando maximização)
  73. Caso a variável considerada seja básica: xj(básica)
  74. - se cj crescer: não altera nada.
  75. - se cj diminuir: recalcular os custos reduzidos (outra variável pode ser melhor como variável básica)
  76.  
  77. Caso a varável considerada não seja básica: xj(não-básica)
  78. - se cj crescer: recalcular os custos reduzidos (outra variável pode ser melhor como variável básica)
  79. - se cj diminuir: não altera nada.
  80.  
  81. b) Modificando a constante aij na matriz tecnológica A
  82.  
  83. Essa alteração seria como mudar a inclinação de uma das linhas/restrições do gráfico.
  84.  
  85. Se xj for básica, essa mudança de inclinação pode tornar a solução atual não-ótima.
  86. E pode até tornar a solução básica atual inviável.
  87.  
  88. Se xj for não-básica, essa mudança não deverá afetar a solução ótima, mas poderá
  89. tornar a solução atual inviável.
  90.  
  91. Em ambos os casos há até a possibilidade de não haverem mais soluções viáveis,
  92. nesse caso todo o problema torna-se inviável.
  93.  
  94. 3) Modificação no vetor b.
  95.  
  96. Uma modificação no vetor b seria como mover uma linha sem alterar seu angulo pelo plano cartesiano.
  97.  
  98. Essa modificação pode tornar a base atual inviável.
  99.  
  100. Para saber se a solução ótima antiga, tornou-se inviável, basta saber se alguma das constantes bj,
  101. tornou-se negativa.
  102.  
  103. Assim, caso uma mudança ocorra no problema inicial, é preciso re-calcular o valor final dos bj's.
  104.  
  105. Agora segue um exemplo de como recalcular esses valores.
  106.  
  107. Problema inicial (ignorando as variáveis estruturais):
  108. 1 F1 + 0 F2 + 0 F3 = 1
  109. 0 F1 + 1 F2 + 0 F3 = 2
  110. 0 F1 + 0 F2 + 1 F3 = 3
  111.  
  112. No problema final a linha 2 ficou assim:
  113.  
  114. 2 F1 + 1/2 F2 + F3 = 6
  115.  
  116. Suponha que vou aumentar b3 em uma unidade ou seja:
  117.  
  118. 1 F1 + 0 F2 + 0 F3 = 1
  119. 0 F1 + 1 F2 + 0 F3 = 2
  120. 0 F1 + 0 F2 + 1 F3 = 4
  121.  
  122. Qual o novo valor de b2 no problema final?
  123.  
  124. 2 F1 + 1/2 F2 + F3 = ?
  125.  
  126. O macete é lembrar que se a linha 3 foi somada com a linha 2, a variável de folga denuncia essa soma.
  127. Dessa forma eu posso dizer que:
  128.  
  129. b2 final = 2 * 1 + 1/2 * 2 + 1 * 4 = 7
  130.  
  131. É um macete útil para fazer esses cálculos.
  132. A regra também se aplica para qualquer variação em qualquer outro bj.
  133.  
  134. Durante esse estudo do vetor B geralmente se realiza esse calculo em função de uma variável.
  135. Dessa forma fica fácil de ver qual o intervalo mínimo e máximo que seu bj pode variar sem inviabilizar nada.
  136.  
  137. 4) Suponha que eu tenho uma desigualdade adicional entre as restrições.
  138. E que essa nova restrição não viabilize a solução do problema original.
  139.  
  140. Esse problema semelhante ao de adicionar uma nova variável, só que a nova variável seria dual.
  141.  
  142. Uma vez que essa solução inviabiliza a solução primal o dual perdeu sua otimalidade,
  143. e é preciso econtrar o ótimo do dual novamente (podendo ser ilimitado) ou encontrar
  144. uma nova solução viável para o primal.
  145.  
  146. Da mesma forma que uma nova variável no primal gera uma nova restrição no dual.
  147. Uma nova restrição no primal gera uma nova variável no dual.
  148.  
  149. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  150.  
  151. // Fim da aula!
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