Not a member of Pastebin yet?
Sign Up,
it unlocks many cool features!
- # # # # # # # # # # # # #
- # Pesquisa Operacional #
- # Prof. Alexandre Cunha #
- # notasdogarcia.blog.com #
- # # # # # # # # # # # # #
- Análise de Sensibilidade
- Análise de sensibilidade é um estudo feito sobre um problema já resolvido.
- Esse estudo tem o intuito de entender as propriedades da solução e prever por exemplo,
- qual a melhor forma de aumentar os lucros:
- Seria reduzindo o custo de manutenção? Aumentando o numero de horas de serviço?
- Pode-se detectar onde estão os garga-los do problema.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- O professor Fernando Marins da UNESP disponibilizou alguns ótimos slides que vou colocar abaixo:
- Um bom slide para explicar Análise de Sensibilidade segue abaixo, também do mesmo autor do pdf acima.
- http://www.feg.unesp.br/~fmarins/po/slides/2o.s/analise%20de%20sensibilidade1.pdf
- Vou disponibilizar os slides no meu site também (eu estudei por eles)
- * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
- Vamos então avaliar várias situações a partir do problema P abaixo:
- max cTx
- Ax = b
- x >= 0
- Questão 1) O que ocorreria se uma variável fosse adicionada no problema P?
- // Um exemplo mais realista para o problema P:
- max 5x1 + 4x2 + 3x3
- 2x1 + 3x2 + x3 + x4 = 5
- 4x1 + x2 + 2x3 + x5 = 11
- 3x1 + 4x2 + 2x3 + x6 = 8
- x1,x2,x3,x4,x5,x6 >= 0
- Suponha que iremos adicionar x7, na primeira restrição com coeficiente 1 e no objetivo com coeficiente C7.
- Obviamente, considerando-a não básica ela certamente não irá afetar o problema.
- O valor da variável será 0, e portanto não afetará nem o valor ótimo do problema, nem as restrições do mesmo.
- Porém pode acontecer de que a variável x7 melhore o objetivo caso entre na base.
- Ou seja, a inserção de uma nova variável abre a possibilidade da solução atual não ser mais ótima.
- Mas também pode ser que ela não faça diferença nenhuma, e que não afete a sol. ótima.
- // Nota 1: Seja D o dual de P.
- // Ao inserir x7, D irá ganhar uma nova restrição. Percebem a relação?
- // Nota 2: Lembrem que o único caso em que uma solução de D tem o mesmo valor que a solução de P é no ótimo.
- // Portanto o que acontece se P não for mais ótimo?
- // D deixará de ser viável.
- // Nota 3: Uma analogia para isso é que a restrição adicionada ao dual inviabilizou-o.
- A nova coluna altera a viabilidade do dual, se somente se ela for uma candidata desejável à entrar na base.
- Caso contrário nada muda.
- Note então que se o crescimento dessa nova variável diminuir o objetivo,
- e for um problema de maximização ela será não básica e terá o valor 0 não alterando nada no problema.
- Porém no caso contrário onde o aumento dela é desejável para melhorar o objetivo,
- teremos de buscar uma nova solução ótima.
- Questão 2) O que acontece se alterarmos o custo ou vetor tecnológico de uma variável existente?
- a) Alterando o custo (considerando maximização)
- Caso a variável considerada seja básica: xj(básica)
- - se cj crescer: não altera nada.
- - se cj diminuir: recalcular os custos reduzidos (outra variável pode ser melhor como variável básica)
- Caso a varável considerada não seja básica: xj(não-básica)
- - se cj crescer: recalcular os custos reduzidos (outra variável pode ser melhor como variável básica)
- - se cj diminuir: não altera nada.
- b) Modificando a constante aij na matriz tecnológica A
- Essa alteração seria como mudar a inclinação de uma das linhas/restrições do gráfico.
- Se xj for básica, essa mudança de inclinação pode tornar a solução atual não-ótima.
- E pode até tornar a solução básica atual inviável.
- Se xj for não-básica, essa mudança não deverá afetar a solução ótima, mas poderá
- tornar a solução atual inviável.
- Em ambos os casos há até a possibilidade de não haverem mais soluções viáveis,
- nesse caso todo o problema torna-se inviável.
- 3) Modificação no vetor b.
- Uma modificação no vetor b seria como mover uma linha sem alterar seu angulo pelo plano cartesiano.
- Essa modificação pode tornar a base atual inviável.
- Para saber se a solução ótima antiga, tornou-se inviável, basta saber se alguma das constantes bj,
- tornou-se negativa.
- Assim, caso uma mudança ocorra no problema inicial, é preciso re-calcular o valor final dos bj's.
- Agora segue um exemplo de como recalcular esses valores.
- Problema inicial (ignorando as variáveis estruturais):
- 1 F1 + 0 F2 + 0 F3 = 1
- 0 F1 + 1 F2 + 0 F3 = 2
- 0 F1 + 0 F2 + 1 F3 = 3
- No problema final a linha 2 ficou assim:
- 2 F1 + 1/2 F2 + F3 = 6
- Suponha que vou aumentar b3 em uma unidade ou seja:
- 1 F1 + 0 F2 + 0 F3 = 1
- 0 F1 + 1 F2 + 0 F3 = 2
- 0 F1 + 0 F2 + 1 F3 = 4
- Qual o novo valor de b2 no problema final?
- 2 F1 + 1/2 F2 + F3 = ?
- O macete é lembrar que se a linha 3 foi somada com a linha 2, a variável de folga denuncia essa soma.
- Dessa forma eu posso dizer que:
- b2 final = 2 * 1 + 1/2 * 2 + 1 * 4 = 7
- É um macete útil para fazer esses cálculos.
- A regra também se aplica para qualquer variação em qualquer outro bj.
- Durante esse estudo do vetor B geralmente se realiza esse calculo em função de uma variável.
- Dessa forma fica fácil de ver qual o intervalo mínimo e máximo que seu bj pode variar sem inviabilizar nada.
- 4) Suponha que eu tenho uma desigualdade adicional entre as restrições.
- E que essa nova restrição não viabilize a solução do problema original.
- Esse problema semelhante ao de adicionar uma nova variável, só que a nova variável seria dual.
- Uma vez que essa solução inviabiliza a solução primal o dual perdeu sua otimalidade,
- e é preciso econtrar o ótimo do dual novamente (podendo ser ilimitado) ou encontrar
- uma nova solução viável para o primal.
- Da mesma forma que uma nova variável no primal gera uma nova restrição no dual.
- Uma nova restrição no primal gera uma nova variável no dual.
- * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
- // Fim da aula!
Advertisement
Add Comment
Please, Sign In to add comment