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HTML TURNO SIMPLES - ROUBO

May 26th, 2020
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  1. <p><br /></p><p><br /></p><p><br /></p><div style="color:rgb(68,68,68);font-family:'helvetica neue', Helvetica, Arial, sans-serif;"><p class="c0 c11" style="padding-top:0pt;padding-bottom:0pt;color:rgb(249,220,24);font-size:11pt;font-family:'MS Mincho';line-height:10px;height:1pt;">.</p><table class="c7" style="margin-right:auto;margin-left:auto;"><tbody><tr class="c9" style="height:0pt;"><td rowspan="1" colspan="1" class="c10" style="padding:5pt;border-style:solid;border-width:0pt;vertical-align:top;background-color:transparent;border-color:rgb(252,179,255);width:700px;"><div style="text-align:justify;"><div style="text-align:center;"><div style="margin-top:-3px;"><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-family:Verdana;font-size:13px;white-space:pre-wrap;">Fazia algum tempo desde que havia se envolvido num projeto grande como aquele. Além de viajar para o outro lado do mundo, teve de fazer semanas de pesquisa: como arqueólogos se comportavam, como se vestiam, quais eram os assuntos de interesse e coisas do tipo. Teve de aprofundar-se em detalhes que podiam até parecer bobos, mas que dariam credibilidade pra personagem que iria interpretar, porque aquele não era um dos furtos em que ela entrava e pegava o que queria: teve de se infiltrar, algo que era completamente fora de seus padrões e ainda mais arriscado pelo fato de poderem reconhecê-la depois. Infelizmente, o risco era necessário pelo trabalho: as zonas de pesquisas arqueológicas tinham acesso extremamente restrito, e seu contratante acreditava que ainda não haviam desenterrado o artefato de seu interesse. Então haviam três etapas naquele furto: infiltrar-se e acompanhar as escavações até ter o que queria em mãos, certificando-se de onde o acessório seria guardado; invadir e furtar o anel, entregando-o em segurança ao contratante; e só então encontrar um bom motivo para afastar-se das escavações. Talvez tivesse de provocar algum tipo de lesão em si mesma para esse último item, mas eram os ossos do ofício. </span></p><br /><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-size:13px;white-space:pre-wrap;font-family:Verdana;">Quanto à primeira parte, foi fácil. Com o auxílio de uma amiga, em questão de horas Beatriz Silva era uma pessoa real: nascida no Brasil, no Rio de Janeiro, formada em história e arqueologia pela UFRJ, com trabalhos muito bem avaliados em escavações locais no Brasil, e com alguns no exterior, em especial no Peru e no México com civilizações ancestrais. Beatriz começava uma pesquisa mais aprofundada na relação dos povos da áfrica oriental e setentrional, seus costumes e tradições, e um comparativo entre os povos deste continente com os povos americanos da época. Era o tema do doutorado, e Beatriz era a candidata perfeita para fechar o grupo de escavações com locação em Luxor, no Egito. Tratava-se de uma empreitada particular de um entusiasta no ramo, e apesar de ser só isso na fachada, o contratante de Evanna acreditava que o interesse naquela região era provocado por um antigo anel, uma lenda: um anel que fornecia não só poder, mas energia vital para quem o detivesse. Parecia uma lenda Persa, segundo as pesquisas de Eva, mas não haviam muitos detalhes desse anel, ou ainda de sua localização. Tudo que se sabia sobre ele eram palpites e crenças meio perdidas. De qualquer modo, paga para aquela missão, Eva aceitou-a mesmo com todos os contratempos possíveis. </span></p><br /><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-size:13px;white-space:pre-wrap;font-family:Verdana;">Demorou apenas três semanas para que localizassem uma tumba subterrânea. Três semanas naquele inferno quente e árido, em roupas pouco confortáveis e comendo comida ruim. Três semanas que brincou de ser Beatriz e esquivou-se de atividades mais pesadas, aceitando o trabalho com a papelada para não deixar ninguém perceber que era uma total fraude. Por sorte, o coordenador da escavação gostou muito do que viu, e fez vista grossa para todos os prazos vencidos da ladra, tudo em troca de algumas provocações disfarçadas e a promessa de mais. Eva sabia que era muito arriscado envolver esse tipo de provocação com o trabalho, mas parecia o meio mais fácil de conseguir tempo, e só torcia para que a droga do anel fosse descoberto antes do cara querer mais do que só um flerte ou outro.</span></p><span style="font-weight:bold;"><br /></span><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-size:13px;white-space:pre-wrap;font-family:Verdana;">Felizmente, o que parecia ser o tal anel perdido estava, sim, naquele ponto de escavação, dentro de um pequeno baú que continha vários outras joias antigas, todas de metais rusticamente moldados e pedras muito grosseiras. A única coisa que realmente chamava a atenção era o anel. E não demorou para que Eva conseguisse fazê-lo sumir dali, mas o objeto foi tão pouco reparado que levou três dias inteiros para que alguém desse falta da peça. E depois, mais uma semana inteira para que a ladra conseguisse sair dali, alegando a morte da mãe e a necessidade de retorno imediato ao Brasil. Com lágrimas nos olhos e um ar de luto, despediu-se do lote da escavação e viajou, mas não para o Brasil, para os Emirados Árabes, onde a segurança lhe era garantida, assim como um quarto de hotel magnífico. A ladra permitiu-se curtir a banheira sem pressa, limpando as semanas de areia e aridez e sol da pele. Chegou a fazer um breve skincare para tratar as sardas recém adquiridas com a exposição solar, e quando terminou, verificou seus próximos compromissos: o saldo em sua conta era o combinado, um valor muito vultuoso pelo tempo investido e pelos riscos corridos; e a entrega do anel. Mas para esse último, parecia haver um problema: o artefato havia sido entregue em seu nome no hotel, mas ninguém havia o buscado ainda... Estranho, pensou, os olhos indo à pequena caixinha, repousando indefesa sobre a mesa. Suspirou, pensando no que fazer com aquilo antes de sair do banho e vestir-se. Talvez fosse melhor procurar um cofre mais seguro que aquele do hotel. </span></p><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-family:Verdana;font-size:13px;white-space:pre-wrap;background-color:transparent;"><br /></span></p><p dir="ltr" style="margin:0pt 10pt;line-height:16px;text-indent:60px;text-align:justify;"><span style="color:rgb(0,0,0);font-family:Verdana;font-size:13px;white-space:pre-wrap;background-color:transparent;"><br /></span></p></div></div></div></td></tr></tbody></table></div>
  2. </div>
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