Not a member of Pastebin yet?
Sign Up,
it unlocks many cool features!
- <center><div style="width: 700px; background: #F5F5F5; margin: 20px 0px; padding: 10px; font-family: verdana; font-size: 12px; line-height: 15px; color: #555; text-align: justify;">
- <center><div style="width: 500px; text-transform: uppercase; font-size: 10px; line-height: 12px; margin-bottom: 15px;color:#B03060;">
- I'm headed straight for the castle. They wanna make me their queen. ♕
- </div></center>
- <span style="float:left;font-size:130px;font-family:constantia;margin-top:55px;color:#B03060;line-height: 0px;">❝</span> Aquele verão de 1995 passou se arrastando, bem diferente dos anos anteriores desde que entrou em Hogwarts. Poderia-se dizer que era devido ao trágico falecimento prematuro de Cedric Diggory, um setimanista da Lufa-Lufa que faleceu na final do Torneio Tribruxo, mas a verdade é que o clima estava realmente esquisito nos últimos tempos e não dava para negar. O que se ouvia era que o Ministério da Magia havia ficado extremamente irritado com as notícias sobre um provável retorno do Lorde Voldemort, que para a sociedade bruxa era impossível. “<i style="font-family: Georgia; font-size: 13px;">Ele foi derrotado, não tem mais como ele retornar</i>”, era o que se ouvia por aqui e por ali no bairro bruxo em que Anny morava com a mãe e a irmã desde que saíram de Gales, mas ao ver de Anny, aquilo não era tão difícil assim de acontecer. Pelo que leu nos diários de seu falecido pai, Regulus, havia algo que poderia trazer o Lord das Trevas ─ era como ele se referia ao bruxo das trevas ─ de volta, mesmo com a queda de 1981. Monstro, o Elfo Doméstico da família Black e que desde a morte de Regulus sempre servia, secretamente, a viúva e as filhas de seu jovem mestre, parecia saber mais do que realmente queria revelar e não adiantava Anny tentar arrancar a todo custo a informação que viria do Elfo. ⸺ <b style="color: #8B795E;">Monstro prometeu ao mestre Regulus que nunca revelaria seu segredo.</b> ⸺ Claro que aquilo fez com que Anny torcesse o nariz para o elfo a tal ponto que o mesmo acabou por passar as mãos à ferro. Uma pequena parte de seu coração sentia pena, mas era rapidamente esquecida quando a maior parte lembrava-se que Monstro era uma criatura inferior.
- <br><br>
- Mas outra coisa fazia Anny ter certeza de que a ideia de Lorde Voldemort retornar não era completamente tola ou criação da vontade exagerada de se provar de um garoto órfão e mimado por todos, só porque derrotou o maior bruxo das trevas dos últimos tempos antes mesmo de saber falar, era aquele colar velho que encontrou no meio dos pertences de seu pai, escondido em meio aos livros e objetos. A garota Black tentou abrir de todas as maneiras possíveis e até pensou em recorrer à magia, mas não queria receber uma advertência do Ministério da Magia por usar magia fora de Hogwarts, ainda mais que o Departamento de Uso Indevido da Magia por menores de idade era justamente o setor em que a mãe de Anny trabalhava. E esconder aquele colar parecia uma missão impossível graças a Kara, que hora e outra insistia em invadir o quarto da irmã mais velha sem pedir sequer licença. ⸺ <b style="color: #B03060;">Já falei que da próxima vez que entrar no meu quarto sem pedir licença, eu vou transformar aquele seu pente em um diabrete carnívoro!</b> ⸺ Ameaçou Anny após a invasão de Kara atrás de uma pena mágica que escrevia colorido. ⸺ <b style="color: #528B8B;">Você anda muito esquisita, Anny Saiph.</b> ⸺ A caçula semicerrou os olhos antes de sair do quarto da mais velha com aquele narizinho empinado. Na pressa, Anny enfiou o colar debaixo do travesseiro e então resolveu que a melhor coisa a se fazer era enfiar no fundo do malão de Hogwarts.
- <br><br>
- Quando o dia de retorno para a Escola de Magia e Bruxaria finalmente chegou, o colar foi do fundo do malão para o fundo da bolsa de mão da adolescente, junto aos galeões e sicles, e alguns doces. Óbvio que não deixaria o objeto dando sopa em casa, para sua mãe achar, ou pior, Monstro o levar embora de volta para o Largo Grimmauld, para junto do traidor de seu tio ─ deveria tê-lo denunciado ao Ministério da Magia desde que descobriu que o homem estava se escondendo por lá, mas não o fez. E mesmo escondendo algo que, ao seu ver, era de extremo valor, precisava manter a postura de sempre e a simpatia para com as colegas de casa, com exceção de Pansy Parkinson. Graças aos céus, a garota havia se tornado Monitora naquele ano e não havia a mínima necessidade de a garota Black dividir a cabine com Parkinson, já que os monitores tinham um vagão só para eles. As primeiras horas Anny até compartilhou o mesmo vagão com as irmãs Greengrass, Millicent Bulstrode e Tracey Davis, mas lá pela metade da viagem, pouco mais na verdade, Anny preferiu procurar um vagão para ficar sozinha, lendo o Semanário das Bruxas sem escutar Millicent fofocar com Tracey sobre Cassius Warrington.
- <br><br>
- Aquela foi uma parte complicada. Todos os vagões pareciam lotados. Cabeças ruivas pareciam aprontar em um dos vagões lotados de grifinórios, para o desespero de Anny enquanto outro vagão era cheio de lufanos e… ⸺ <b style="color: #B03060;">Finalmente!</b> ⸺ Resmungou para si, quase inaudível, quando finalmente encontrou uma cabine vazia quase no fim do trem. Assim que entrou, fechou a porta e se jogou no banco, ao lado da janela, colocando a bolsa de mão no banco da frente, de frente para si literalmente, e pegou a revista. A capa era ninguém menos do que Gwen Jones, a melhor jogadora de quadribol dos últimos tempos, mas bastou começar a ler as primeiras páginas da revista para que sua atenção caísse sobre a bolsa e, por instinto, se curvou para ela, buscando pelo colar. Havia nele alguma energia estranha, como se estivesse impregnado de algo que ela nunca conseguiria saber o que era já que Monstro se recusava a obedecê-la com relação ao colar. Anny o segurou com ambas as mãos, a corrente com a esquerda e o grande pingente sobre a palma da direita.
- <br><br>
- Não era um colar bonito, pelo menos não para o gosto sofisticado e enjoado de Anny Black. Além disso, parecia ser algum tipo de herança de família, já que era bastante velho, só não parecia fazer muito o estilo de sua família e se fosse, Monstro não se negaria em contar o que de fato era aquele objeto. Mas um tipo de tumulto no corredor do trem fez com que Anny guardasse o colar imediatamente no bolso interno de seu casaco antes de colocar a cabeça para fora e se deparar com uma cena nada surpreendente. Asterion Burke parecia ter irritado Ronald Weasley e Hermione Granger, mas pelo cheiro que o corredor estava, talvez fosse bastante plausível o porquê de tê-los irritado. ⸺ <b style="color: #B03060;">Rolando com os gambás e interagindo com sangues-ruins e traidores do sangue? Uau.</b> ⸺ Provocou Anny, cruzando os braços diante do corpo ao encarar Asterion com um sorriso ácido nos lábios. Embora não fosse inimiga declarada de Hermione Granger ou qualquer um daquele trio deplorável, como era o caso de Pansy Parkinson e Draco Malfoy que não faziam questão de esconder o nojo estampado em suas caras, Anny não simpatizava nem um pouco com a nascida trouxa, com o traidor do próprio sangue ou com o mestiço nojento que era o Harry Potter. Por isso que ver Burke se afastando do Weasley e da Granger foi motivo para uma provocação por parte da Black.
- <div align="right" style="margin-right: 10px;margin-top: 20px;">
- <div style="width: 400px; text-transform: uppercase; font-family: century gothic; font-size: 11px; line-height: 12px; margin-bottom: 15px; letter-spacing: 1px;">
- <span style="color:#B03060;">Anny Saiph Desrosiers Black</span>,<br>
- Slytherin, Chaser, Potions
- </div>
- </div>
- </div></center>
Advertisement
Add Comment
Please, Sign In to add comment