VinBR

EDC 10/05/2012

Jun 11th, 2012
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  1.  
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  7.  
  8. NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
  9. - y´t = dy/dt
  10. - y´´t = d²y/dt²
  11. - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
  12. - y´n´t = d^ny/d t^n
  13. - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
  14. - int f(x) = integral de f(x)
  15. - i,j,k são os 3 vetores unitários no sentido x,y e z.
  16. - v> indica que v é um vetor (é como a setinha encima do v).
  17. - v>> indica que v é uma matriz de duas dimensões =].
  18. - [ f(x) ] (a, b) = f(a) - f(b)
  19. - ð(t-t0) = delta de dirac no ponto t0.
  20.  
  21. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  22.  
  23. Tabela de Transformadas Notáveis de Laplace:
  24.  
  25. f ( t ) | L ( f )
  26. 1) 1 | 1/s, s>0
  27. 2) e^(at) | 1/(s-a), s>a
  28. 5) sen(at) | a/(s²+a²)
  29. 6) cos(at) | s/(s²+a²)
  30. 7) cosh(at) | s/(s²-a²), s>|a|
  31. 8) senh(at) | a/(s²-a²), s>|a|
  32. 9) Uc(t) | e^(-sc)/s
  33. 10) Uc(t) f(t-c) | e^(-sc) L(f(t))
  34. 11) e^(ct)f(t) | L(f(s-c))
  35. 12) f(ct)? - sei não =P
  36. 16) f(t)**g(t) | L(f(t)) L(g(t))
  37. 17) ð(t-t0) | e^(-s t0)
  38. 19) y' | s L(y) - y(0)
  39. 19) y'' | s²L(y) - s y(0) - y'(0)
  40. (a regra 19 no livro do professor é uma regra generica para qualquer número de derivações)
  41.  
  42. // Ajustei a tabela com a numeração da tabela do professor.
  43. // Os números faltando é porque omiti o que não foi dito em aula.
  44.  
  45. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  46.  
  47. Falamos na aula passada de sistemas de primeira ordem,
  48.  
  49. Onde tinhamos:
  50.  
  51. Um vetor X>(t) com n entradas dependentes do tempo.
  52. Uma matriz A>> nxn.
  53.  
  54. 1 - Se A tem n autovalores distintos reais então:
  55.  
  56. Há um autovetor distinto para cada autovalor.
  57.  
  58. chamamos os autovalores de r, e os autovetores de ZETA>
  59.  
  60. E conhecendo n autovetores, a solução para um problema do tipo:
  61.  
  62. X>' = A>> X>
  63.  
  64. Seria uma combinação linear, desses autovetores, multiplicados por e^(rt).
  65.  
  66. (esse e^(rt) é o valor que supomos solução, veja a ultima aula para entender melhor, quando eu passar a limpo eu explico isso aqui)
  67.  
  68. No fim da aula discutimos sobre a projeção da combinação destas soluções em um plano cartesiano.
  69.  
  70. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  71.  
  72. Hoje vamos falar sobre casos em que o autovalor r é complexo.
  73.  
  74. Então vamos considerar que:
  75.  
  76. r = c + s i
  77.  
  78. i = raiz(-1)
  79.  
  80. Com isso em mente o professor nos pediu para considerar a equação:
  81.  
  82. A>> ZETA> = r ZETA>
  83.  
  84. E então considerar o complexo conjulgado dessa equação.
  85.  
  86. conj(A>> ZETA>) = conj(r ZETA>)
  87.  
  88. que é o mesmo que:
  89.  
  90. conj(A>>) conj(ZETA>) = conj(r) conj(ZETA>)
  91.  
  92. consideramos então que zeta pode ser escrito como uma soma de um vetor real com um imaginário:
  93.  
  94. ZETA> = a> + b> i
  95.  
  96. Seguindo essa idéia e o que aprendemos na aula passada a solução X>(t) fica:
  97.  
  98. X>(t) = ZETA> e^(rt) = (a> + b> i) e^((c+is)t)
  99.  
  100. pela identidade:
  101.  
  102. e^(i t) = cos(t) + i sen(t)
  103.  
  104. A equação fica:
  105.  
  106. X>(t) = (a> + b> i) e^(ct)(cos(st) + i sen(st))
  107.  
  108. Vamos juntar as duas equações complexas multiplicando uma pela outra:
  109.  
  110. E antes ainda, vou chamar cos(st) C maiusculo, e sen(st) de S maiusculo.
  111.  
  112. multiplicando vamos ter:
  113.  
  114. X>(t) = e^(ct) ( (C a> - S b>) + i(S a> + C b>) )
  115.  
  116. Seguindo a mesma idéia que utilizamos para equações homogeneas de 2° ordem vamos sumir com a parte complexa dessa equação.
  117.  
  118. Ou seja, (não vou explicar de novo como fazer, mas pode-se provar que as soluções abaixo são soluções da equação)
  119.  
  120. X1> = e^(ct) cos(st) a> - e^(ct) sen(st) b>
  121.  
  122. X2> = e^(ct) sen(st) a> + e^(ct) cos(st) b>
  123.  
  124. =], para quem lembra como se descobre o x1 e o x2 em eq. homogeneas de 2° ordem, o processo usado foi o mesmo.
  125. pode ser que eu explique melhor quando eu passar a limpo, básicamente a idéia é usar a fórmula:
  126.  
  127. X> = c1 X1> + c2 X2>
  128.  
  129. E escolher valores de c1 e c2 que façam a parte complexa sumir, e sobrar só a parte real de um deles, e depois fazer só sobrar a parte imaginária.
  130.  
  131. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  132.  
  133. Exercicio:
  134.  
  135. Determine a solução geral:
  136.  
  137. X>' = | -1/2 1 | X>
  138. | -1 -1/2 |
  139.  
  140. Primeiro verificamos que o sistema é linear e tem coeficientes constantes, aí buscamos soluções na forma exponencial da forma:
  141.  
  142. X> = ZETA> e^(rt)
  143.  
  144. Certo?
  145.  
  146. Agora temos de descobrir os autovalores (como a matriz A é de 2x2 temos 2 autovalores) r1 e r2.
  147.  
  148. Para fazer isso temos de colocar a equação naquele formato:
  149.  
  150. (A>> - rI>>) ZETA> = 0
  151.  
  152. e supor ZETA> != 0, e portanto o determinante do restante deve ser 0, vejamos:
  153.  
  154. det(A>> - rI>>) = 0
  155.  
  156. A equação vai ficar tal que os valore de r1 e r2 são:
  157.  
  158. r1 = -1/2+i
  159.  
  160. r2 = -1/2-i
  161.  
  162. Devemos descobrir agora os autovetores, para isso basta substituir os autovalores na eq:
  163.  
  164. (A>> - rI>>) ZETA> = 0
  165.  
  166. E descobrir os valores de ZETA> que satisfazem a equação.
  167.  
  168. Como ZETA tem dimensão 2 (já que a solução X é de duas dimensões)
  169.  
  170. Temos duas constantes que formam o valor de ZETA>:
  171.  
  172. ZETA> = | ZETA1 |
  173. | ZETA2 |
  174.  
  175. O professor calculou o sistema:
  176.  
  177. | -1/2-(-1/2+i) 1 | | ZETA1 | = | 0 |
  178. | -1 -1/2-(-1/2+i) | | ZETA2 | | 0 |
  179.  
  180. O resultado ficou:
  181.  
  182. ZETA1 = | 1 |
  183. | i |
  184.  
  185. E portanto X1>(t) fica:
  186.  
  187. X1> = | 1 | e^((-1/2+i) t)
  188. | i |
  189.  
  190. Expandindo ZETA para dois vetores um real e um imaginário temos:
  191.  
  192. ZETA> = | 1 | + | 0 |
  193. | 0 | | i |
  194.  
  195. E vamos expandir e^((-1/2+i) t) pela equação:
  196.  
  197. e^(i t) = cos(t) + i sen(t)
  198.  
  199. Assim nossa equação fica:
  200.  
  201. X1> = ( | 1 | + | 0 | ) e^(-t/2) ( cos(t) + i sen(t) )
  202. ( | 0 | | i | )
  203.  
  204. Multiplicando as duas expressões entre parentesis uma pela outra teremos:
  205.  
  206. X1> = e^(-t/2) ( | cos(t) | + i | sen(t) | )
  207. ( | -sen(t) | | cos(t) | )
  208.  
  209. Sabendo disso nós conseguimos encontrar duas soluções X3> e X4> reais fácilmente,
  210. basta isolar a parte real e a parte imaginaria:
  211.  
  212.  
  213. X2> = e^(-t/2) | cos(t) |
  214. | -sen(t) |
  215.  
  216.  
  217. X3> = e^(-t/2) | sen(t) |
  218. | cos(t) |
  219.  
  220. Fácil não?
  221.  
  222. Assim a solução geral é uma combinação linear dessas duas soluções ou seja:
  223.  
  224. X> = e^(-t/2)
  225.  
  226. X> = e^(-t/2) ( c1 | cos(t) | + c2 | sen(t) | )
  227. ( | -sen(t) | | cos(t) | )
  228.  
  229. E pronto! eis nossa solução geral =]. Exercicio resolvido.
  230.  
  231. O professor pediu para os alunos imaginarem como terminar de resolver esse problema se ele fosse um PVI com o valor:
  232.  
  233. X>(0) = | 1 |
  234. | 0 |
  235.  
  236. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  237.  
  238. O professor começou agora uma análise da projeção da combinação linear das soluções sobre um plano cartesiano, como fizemos no final da última aula.
  239. Ou seja é mais uma continuação do exercicio para entendermos como as soluçòes se comportam.
  240.  
  241. // O grafico cartesiano que ele construiu considera:
  242.  
  243. X> = | componente em x1 |
  244. | componente em x2 |
  245.  
  246. e os eixos do grafico construido ficam assim:
  247.  
  248. ^ x1
  249. |
  250. |
  251. |
  252. |
  253. |
  254. |
  255. |______________\ x2
  256. /
  257.  
  258. Outra forma de pensar nisso é pensar que x1 = y e x2 = x.
  259.  
  260. Após desenhar esse grafico o professor desenha o caminho que cada solução faz por esse plano.
  261.  
  262. Ele mostrou que ambas as soluções:
  263.  
  264. X2> = e^(-t/2) | cos(t) |
  265. | -sen(t) |
  266.  
  267.  
  268. X3> = e^(-t/2) | sen(t) |
  269. | cos(t) |
  270.  
  271. Se comportam como uma espiral decrescente a medida que o tempo aumenta.
  272.  
  273. E tendem a origem quando t tende a infinito.
  274.  
  275. Sabendo que ambas as soluções X2> e X3> se comportam como uma espiral horária decrescente,
  276. obviamente qualquer combinação linear delas também se comportara assim.
  277. e portanto a solução geral seria uma espiral decendente no sentido horário.
  278.  
  279. Nesse caso a origem é uma "Espiral"
  280. Se a parte imaginaria de ZETA fosse 0, o formato seria circular e não espiral.
  281. Assim chamariamos o retrato de fase de "Centro"
  282.  
  283. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  284.  
  285. Agora vamos falar do último caso que pode acontecer com os auto-valores e auto-vetores:
  286.  
  287. E se r1 == r2?
  288.  
  289. Ou seja o delta daquela equação que usamos para cálcular r2 e r2 for 0?
  290.  
  291. AUTO-VALORES REPETIDOS:
  292.  
  293. Seja o problema:
  294.  
  295. (1) X>' = | 1 -1 | X>
  296. | 1 3 |
  297.  
  298. Porém o professor já calculou o r1 e o r2 desse problema e eles são:
  299.  
  300. r1 = r2 = 2, e ZETA> = | 1 |
  301. | -1 |
  302.  
  303. Agora como obter então uma segunda solução?
  304.  
  305. A primeira nós obtivemos chutando que:
  306.  
  307. X> = ZETA> e^(rt)
  308.  
  309. Agora queremos uma segunda solução.
  310.  
  311. Fazendo uma analogia com a mesma situação de quanddo resolvemos equações de 2° ordem homogeneas, nosso novo chute seria:
  312.  
  313. X2> = t ZETA> e^(2t)
  314.  
  315. Certo? Porém nesse caso isso não funcionaria =/.
  316.  
  317. Então para vetores a solução seria um pouco diferente.
  318.  
  319. Vamos tentar outro chute então:
  320.  
  321. X2> = (t ZETA> + META>) e^(2t)
  322.  
  323. Agora, vamos tentar substituir isso em (1) para descobrirmos os valores válidos de ZETA> E META>?
  324.  
  325. Para isso precisamos calcular a derivada de X2>:
  326.  
  327. X2>' = ZETA> e^(2t) + 2 t ZETA> e^(2t) + 2 META> e^(2t)
  328.  
  329. Simplificando:
  330.  
  331. X2>' = A>>(t ZETA> + META>) e^(2t)
  332. - Onde A>> é aquela matriz de (1)
  333.  
  334. Ou:
  335.  
  336. t e^(2t) A>> ZETA> + e^(2t) A>> META>
  337.  
  338. Então de alguma forma, (vou copiar antes de entender senão a aula acaba) chegamos em:
  339.  
  340. ZETA> e^(2t) = t e^(2t) (A>> ZETA> - 2 ZETA>) + e^(2t)(A>> META> -2 META>)
  341.  
  342. E professor supôs:
  343.  
  344. (A>> ZETA> - 2 ZETA>) = 0
  345.  
  346. E para isso basta que ZETA> tenha a mesma solução que tinhamos para X1> = ZETA> e^(2t)
  347.  
  348. A partir dessa suposição consegue-se encontrar uma solução.
  349.  
  350. Apareceu a matriz:
  351.  
  352. | 1-2 -1 | | META1 | = | 1 |
  353. | 1 3-2 | | META2 | | -1 |
  354.  
  355. Vou ter que decifrar isso que eu copiei quando chegar em casa =P, mas a aula ta acabando.
  356.  
  357. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  358.  
  359. Exercicios:
  360.  
  361. pg 319 - 1, 3, 9.
  362. - Nestes 3 exercicios o professor sugeriu que fizessemos o retrato de fase para entendermos melhor as soluções.
  363.  
  364. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  365.  
  366. // Fim da aula.
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