TishPereira

[Potteriano] Base dos turnos do Albus

Mar 12th, 2016
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  1. <br><br><tbody><tr><center><table style="font-family:Verdana;width:700px;"><center><div style="font-family:'Verdana'; letter-spacing: 0px; line-height:13px; color: #696969; width: 600px; font-size:13px;"><div style="text-align:justify;"><center><span style="font-size:11px; color: #999999">Do I wanna know? If this feelings flows both ways. Baby we both know, <br>that the nights were mainly made for saying things, that you can't say tomorrow day.</span></center><div align="right"><span style="font-size:13px; color: #00688b">⊿ㅤ</span></div><br><br>ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ<span style="color: #00688b"><b>Quando aceite</b>i a ajuda de Dalila</span>, não poderia imaginar o quão próximo ficaria dela, sentindo aquele perfume doce misturado ao cheiro do shampoo em seus cabelos. Assim que Dalila soltou minha mão, saquei a varinha lançando um accio e tomei a vassoura com a mão esquerda no instante que a mesma se aproximou, e não demorou a que eu sentisse o braço de Dalila passar pelo meu braço direito. Eu estava completamente tenso. Ela estava muito próxima de mim, quase me abraçava e eu me vi obrigado a me controlar, controlar minha vontade maluca de beijá-la ali mesmo igual aqueles filmes trouxas que a Lily tanto gostava de assistir durante as férias. Por Merlin! Eu não poderia fazer aquilo, agarra-la e beija-la se não quisesse perder sua amizade. Mas aquele sorriso no canto dos lábios dela era um verdadeiro labirinto onde eu me perdia com facilidade, e só não me perdi em seu tom de voz suave de fato por ter sido comparado ao James e a Lily na questão do drama. Se existia uma coisa que eu não gostava era de ser comparado com o primogênito dos Potter. Meu irmão e eu nunca nos demos bem e eu não sei exatamente quando exatamente que isso começou, só lembro que isso nunca parou. Então, obviamente, eu fiz a maior careta do universo, torcendo os lábios quando escutei o comentário de Dalila. Não me importava em ser comparado com Lily, ela era minha irmã caçula e nos dávamos muito bem, mas com James era outro departamento porque eu não era parecido com ele por mais que, mesmo sem admitir, amasse meu irmão mais velho e sabia que se eu precisasse de ajuda, ele estaria por perto. Só que eu nunca precisava de ajuda. <span style="color: #00688b">– Não sou dramático como o James. Ninguém é mais do que ele, nem mesmo a Lily. E poderíamos ter quebrado a perna ou o braço.</span> – Continuei caminhando ao lado de Dalila. Certo, era exagero de minha parte dizer que poderíamos ter morrido, ou quebrar algum membro do corpo porque passávamos por isso toda vez que íamos jogar. Quadribol era o jogo mais arriscado do mundo e no meu segundo jogo acabei inconsciente na Ala Hospitalar após levar um balaço na boca do estomago. Eu já estava mais do que acostumado com pancadas e machucados graves, já nem me importava mais com eles, no fim das contas. Então Dalila falou sobre cuidar de mim caso ficasse muito dolorido e confesso que demorei em perceber o que ela havia acabado de fala; quando fui olhar para ela, Dalila observava a extensão de Hogwarts coberta por neve e eu tinha certeza de que estava envergonhada. Eu a conhecia bem para saber quando ela estava envergonhada e naquele instante, ela estava envergonhada, por isso continuei andando e olhando para o chão para evitar cair ou pisar em falso. Quando uma brisa forte bateu contra meu rosto, instintivamente levei o braço direito aos meus olhos. Só depois que notei que já estávamos bem próximos do castelo de Hogwarts que se erguia, imponente, a nossa frente. Lembro de quando era criança e ouvia as magníficas histórias que meus pais e meus tios contavam sobre a Escola de Magia e Bruxaria com seus corredores que se assemelhavam a um labirinto, suas salas vazias, as escadas que poderiam nos levar a lugares diferentes e todas as aventuras que viveram naqueles anos assombrados por Lord Voldemort. Logo Dalila tornou a falar e tocou no assunto “Torneio”. Estávamos em equipes diferentes, mas eu não me importava em ganhar aquele torneio no fim das contas. Para ser franco, ambas as equipes tinham chance de ganhar já que na equipe de Dalila tinha, além dela, Dominique, Edwin Creevey e Scorpius, e os três eram inteligentes e bem espertos. Minha equipe contava com Joseph Yaxley, Ravenclaw e muito inteligente (embora a usasse para outras coisas que não convinham), minha prima Rose (que sempre foi a mais inteligente) e Nina Longbottom que, embora não fosse uma exímia duelista por acreditar que não se deve duelar para nada, era excelente com poções e plantas. <span style="color: #00688b">– Nossas equipes têm boas chances de vencer. Vai ser uma disputa bem acirrada.</span> – Comentei em tom divertido. Não iria ficar sério e nem bancar o competitivo porque eu não queria competir para valer, ao ponto de acabar amizade. Já encontrávamos dentro do castelo – já estava mais quente por lá – e caminhávamos por um dos corredores vazios. Aquela altura do dia estaria todo mundo aglomerado em suas respectivas comunais estudando para provas, trabalhos ou simplesmente se aquecendo diante das lareiras. Não demoramos mais do que alguns minutos para finalmente chegarmos ao nosso destino: a cozinha de Hogwarts, o paraíso tecnicamente proibido que metade da escola conhecia a localização. A outra metade ainda não havia se interessado em descobrir de onde vinha as deliciosas comidas da escola, mesmo que não conhecesse tão bem assim a cozinha já que muito raramente eu ia até lá. Assim que adentramos, deixei minha vassoura ao lado da vassoura de Dalila e a segui até uma das bancadas que havia na cozinha. Não demorou nada até Dalila chamar um dos elfos que surgiu no instante seguinte. Minie era o nome. Usava um vestido vermelho e meias brancas nas orelhas além de um sapato de boneca, que eu achei engraçado até. Desde que minha tia criara o F.A.L.E (Fundo de Apoio a Libertação dos Elfos) eles descobriram que não precisavam mais trabalhar como escravos e passaram a receber por seus serviços, alguns mais velhos não aceitavam o pagamento, mas aprenderam a lidar com a nova vida. Para Minie, Dalila pediu duas canecas de chocolate quente com marshmallow e chantilly, a combinação perfeita para um dia extremamente frio de inverno em Hogwarts; poucos segundos depois, Minie estalou os dedos e duas canecas surgiram, sendo depositadas sobre a bancada. Só o cheiro do chocolate quente já era inebriante. Peguei uma das canecas e a segurei com as duas mãos, até aquele momento eu não havia notado como minhas mãos ainda estavam frias. Soprei um pouco o chocolate para não queimar a língua e então sorvi um gole da bebida que, para mim, era um néctar dos deuses. Baco deveria estar muito empolgado quando criou o chocolate quente, e passou a receita original para os elfos domésticos, só pode. Assim que terminei meu gole, baixei a caneca e respondi Dalila. – Se vai nos livrar de um resfriado eu não sei, mas que eu vou querer mais, eu vou. – Nunca fui crente nessas coisas de “se tomar gelado no inverno vai ficar doente” e “tome bebidas quentes para evitar resfriados”, então eu tomava sorvete no inverno e chocolate quente sem problema algum. Mas não foi isso que me deixou desconcertado, foi o comentário de minha prima sobre estar com bigode de leite. <i>Droga!</i> Pensei enquanto limpava minha boca com minha própria blusa de frio. Pude ouvir Dalila elogiar Minie e comentar algo sobre meias vermelhas, acho que eu poderia dar algo para ela também. Tenho que lembrar de pedir para mamãe comprar algo e mandar para antes do Natal. Foi então que Minie fez um comentário tanto quanto delicado que me fez engasgar e engolir um gole muito quente de chocolate; logo vi Dalila sufocando e fui socorrer minha prima, dando tapas leves em suas costas até que ela voltasse ao normal, pegando a caneca e dando um novo gole da bebida. <span style="color: #00688b">– Exatamente, não somos namorados. Amigos, primos, melhores amigo, é...</span> – Fiquei bem sem jeito, porque eu queria que aquilo que Minie havia dito fosse verdade, mas não era. <span style="color: #ff0000">– Minie pede desculpas pelo engano e pela inconveniência.</span> – No instante seguinte a pequena elfo doméstica estalou a mão direita e aparatou, sumindo da cozinha. Não queria que ela tivesse sumido por causa disso, pelo que havíamos dito, e fiquei curioso, preocupado de onde ela havia ido. Acabei tomando mais um gole do achocolatado, desviando os olhos para um ponto fixo da cozinha, mas foi por pouco tempo, pois Dalila logo me questionou sobre quem eu pretendia levar ao baile, se já havia convidado alguém. A resposta era não, porque eu queria convidar Dalila e até o momento não havia tido coragem alguma para isso. Então Dalila se aproximou e eu tive vontade de agarrá-la, mas algo me impediu e no instante seguinte Dalila passou chantilly em minha testa. Aquela atitude dela me pegou de surpresa e eu fiquei estático por alguns segundos ouvindo o que ela tinha a dizer. Foi impossível não rir. <span style="color: #00688b">– Claro, obrigado.</span> – Respondi em meio a um riso contido. Só então avistei de onde Dalila havia tirado aquele chantilly todo e em minha mente um plano se formava em forma de vingança. Passei a ponta dos dedos em minha testa, retirando parte do chantilly e fiquei com a expressão mais séria do mundo. <span style="color: #00688b">– Também te amo, Lila. Você não sabe o quanto.</span> – Me aproximei dela aos poucos, pegando o chantilly da vasilha, até que, abruptamente, consegui abraçar Dalila e passar um bom tanto de chantilly em seu rosto. <span style="color: #00688b">– Agora você também está linda, Lila.</span> – Disse assim que a soltei. Eu não conseguia parar de olhar para ela. Mesmo cheia de chantilly, suja e até meio descabelada por tentar se soltar de mim, Dalila Dursley era linda. Os olhos azuis dela eram incrivelmente vivos e alegres. Dalila era, sem sombra de dúvidas, a garota mais incrível que eu havia conhecido até aquele momento. Não era só inteligente, mas amiga e sempre estava por perto quando precisávamos. Nunca vi alguém ter paciência com Nina ou com Scorpius como ela. Havia algo em Dalila que eu não conseguia decifrar, apenas observava dentro daquelas íris que lembravam tanto o mar. No fim, acho que eu estava perdidamente apaixonado por Dalila Dursley, perdido no mar de seus olhos e sem saber como sair. <span style="color: #00688b">Se é <b>q</b>u<b>e h</b>av<b>ia saída</b></span>.<br><br><center><img src="http://38.media.tumblr.com/tumblr_matsfcFe431rv8x1j.gif"><br><br><div align="left"><span style="font-size:20px; color: #00688b">ㅤㅤ▽</span></div><span style="font-size:11px; color: #999999">Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new</span></center><br><br><br>
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