TishPereira

Turno›Olivia Wayne

Oct 27th, 2019
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  1. <center><div style="width: 670px; margin: 50px 20px 50px 20px; background: #E8E8E8;"><div style="border: 3px solid #000; padding: 2px;"><div style="border: 1px dotted #7A378B; padding: 2px;"><div style="border: 1px solid #000; padding: 10px;"><div align="right"><table style="width:290px; margin-right: -10px;"><tbody><tr><td><div style="width: 100%; color: #000; font-family: Old English Text MT; font-size: 20px; text-align: center; line-height: 20px;letter-spacing: 2px;">Olivia Aleera Wayne<div style="width: 100%; background: #7A378B; font-size: 0px; height: 1px;margin: 2px 0px 2px 0px">.</div><div style="color: #000; font-family: consolas; font-size: 11px; text-align: center; line-height: 13px; text-transform: uppercase;letter-spacing: 0.5px;"><b>Hellcat</b>|16 years old|Troublemaker</div></td><td><div style="margin-top: -5px; margin-left: -10px;"><img src="https://cdn2.iconfinder.com/data/icons/superheroes-set/128/catwoman-512.png" style="width: 50px;"></div></td></tr></tbody></table></div>
  2. <div style="width: 100%; padding: 10px; font-family: verdana; font-size: 13px; line-height: 15px; color: #000; text-align: justify;">
  3. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤO despertador do celular tocou assiduamente às seis da manhã, mas diferente das outras manhãs, a última coisa que Olivia queria fazer era levantar da cama para correr na companhia dos dois irmãos mais velhos. Nada contra Damian ou se quer Dylan, na verdade, ela estava era dolorida e tinha certeza que havia acontecido algo com sua costela. Ah! Tudo isso porque precisou escapar do velho apartamento de sua mãe no East End após alguns capangas da Família Falcone irem até lá fazer sabe-se-lá-o-quê durante a ausência de Selina da cidade. Olivia queria provas que livrassem sua mãe tanto da polícia quanto das garras dos Falcone e dos Maroni. Não contou para absolutamente ninguém sobre aquela ideia bem idiota e arriscada. Na fuga, caiu sobre uma lixeira e precisou correr sem qualquer prova que livrasse sua mãe – será que essa tal prova existia? O fato era que sentia falta da mãe mais do que realmente admitia.<br>
  4. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ── <b style="color: #999;">Senhorita Olivia, está na hora de se levantar. Damian está em seu aguardo.</b> ── Alfred Pennyworth, o fiel mordomo da Família Wayne, nunca precisava fazer aquilo. Pelo menos não nos últimos dois anos e meio, e ele conhecia muito bem cada detalhe da personalidade complicada da caçula Wayne. ── <b style="color: #999;">Sei que já está acordada, senhorita. Seu celular não se desliga sozinho.</b> ── Embora sério, havia uma nota suave e divertida em sua voz. No meio do caos que era a vida de Olivia, Alfred tentava ajudá-la a ser a adolescente normal que ele sonhava que, pelo menos, alguém naquela família fosse. A garota resmungou algo como “mais cinco minutos”, mas se levantou no instante em quem o mordomo saiu de seu quarto. Um lugar levemente obscuro como qualquer coisa naquela imensa mansão. Ela precisava se livrar da cara de dor e, bem, havia aprendido a esconder analgésicos e anti-inflamatórios tão bem quanto escondia barras de chocolate durante a infância.<br>
  5. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤQuando desceu para o pátio da mansão vestindo sua roupa para corrida, os cabelos negros presos em um alto rabo-de-cavalo, seus olhos azuis cruzaram com os verdes de Damian que parecia ler sua mente (ou pelo menos sua expressão), e jamais deixaria de lhe chamar a atenção. ── <b style="color: #C00000;">Está quinze minutos atrasada para seus exercícios matinais.</b> ── Ralhou sério. Damian tinha já seus mais de trinta anos, comandava a divisão americana da Liga da Justiça (enquanto o pai comandava ao lado do Superman a Liga da Justiça Internacional) e tinha a mania de querer proteger Dylan e Olivia de tudo. ── <b style="color: #7A378B;">O dia mal começou e você já está sendo o mandão pé no saco? Novo recorde!</b> ── Respondeu ácida em seu raro mau-humor, mas acabou sendo ignorada pelo irmão mais velho, embora tenha recebido de Dylan um olhar de “fala sério, Liv”. Uma hora depois, já estava de volta a mansão para um banho quente antes da escola. Oh, sim! A tortura semanal diária na vida de Olívia. Ela odiava o colégio interno no qual estudou, mas odiava ainda mais a Academia de Gotham e aquele estúpido uniforme.
  6. <BR><BR>
  7. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤNa mesa do café da manhã, o silêncio só era quebrado pela música clássica que tocava ao fundo e as torradas sendo trituradas pelos dentes dos Wayne, porque ninguém conversava sobre nada. Bruce lia o jornal impresso, Damian fingia se interessar pelo caderno econômico, Dylan já havia saído para a universidade, e Olívia terminava seu café da manhã enquanto conversava com Ella Kent (por mais que tivesse suas divergências com a alienígena, até que estavam se entendendo um pouco). Foi quando decidiu dar uma colherada em seu cereal que viu a última página do jornal que o pai lia: “Túmulos violados no Cemitério de Gotham”. Era verdade que Gotham era a cidade mais estranha de todo o país, mais verdade ainda que havia maluco para tudo por ali. A garota estreitou mais os olhos para tentar ler algo, mas Alfred colocou a caixa de cereal bem na frente.
  8. ── <b style="color: #7A378B;">Agora estão roubando túmulos? Nem os mortos estão escapando desses malucos.</b> ── Comentou com certa acidez em seu comentário nada ortodoxo, o que chamou a atenção de seu pai, que virou o jornal e leu sobre o que a filha havia comentado. ── <b style="color: #000;">Deve ser mais um grupo de vândalos desocupados. Certamente a equipe de Gordon vai encontrar os meliantes. Já está pronta para a escola?</b> ── Nada passava aos olhos de Bruce, mesmo que ele – naquele instante – fosse apenas Bruce Wayne. Olivia assentiu com a cabeça e se levantou, ajeitando a saia de pregas e o blazer com o brasão da Academia de Gotham bordado no peito, do lado esquerdo. Antes de sair, ajeitou as presilhas que tiravam o emaranhado de cabelos da frente de seu rosto e a deixavam com um ar infantil quase tolo, mas que era parte do novo e estúpido protocolo do uniforme feminino do colégio. Logo que entrou na BMW preta, Alfred a olhou pelo retrovisor.<br>
  9. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ── <b style="color: #999;">Devo informar que encontrei as cartelas de analgésico no cesto de lixo, senhorita. A caso tem a ver com sua chegada pós biblioteca na tarde de ontem? Espero, sinceramente, que não tenha se metido em alguma nova encrenca com o mestre Dexter Zatara.</b> ── Olivia, que olhava para fora pela janela, encarou os olhos enrugados de Alfred. ── <b style="color: #7A378B;">Cólica, Alfred, e as mil voltas em torno da propriedade com o Dam nos últimos vinte dias. Ele poderia continuar em Washington!</b> ── O caminho até o colégio foi bastante silencioso e assim que chegou, pegou a mochila e se despediu de Alfred. Ela odiava mentir ou esconder coisas dele, porque Alfred tinha um tino para descobrir coisas mais rápido do que um cão farejador, mas não poderia contar o que de fato aconteceu.
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  11. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤMas voltando ao dia em Gotham. Estava tudo mais estranho que o normal. O céu cinzento num tom meio chumbo, mas sem qualquer previsão de chuva para aquela manhã, muito menos para o resto do dia. As aulas passaram lentas e sem graça como todos os dias. Mais um livro de William Shakespeare para a lista daquele semestre, um trabalho antes do recesso de Natal. O baile de Halloween daquele ano seria no dia 1º de novembro, entre o Dia das Bruxas e o Dia de Finados. Foi na hora do almoço que precisou dar um fora sutil, mas não menos eficaz, em descartar Timothy Greeves, o filho caçula do prefeito Leopold Greeves, e seu convite para que o acompanhasse ao baile de Halloween sob o pretexto de que iria visitar seu padrinho em Star City. Teve mais uma aula de Biologia e Saúde, onde precisou ignorar a infantilidade dos colegas ao tratarem sobre saúde sexual, e agradeceu quando o sinal tocou anunciando a aula livre que levou Olivia até debaixo das arquibancadas da pista de atletismo para comer seu sanduíche enquanto lia o Jornal de Gotham pelo celular, acompanhando qualquer notícia sobre sua mãe. Ou talvez esperasse uma mensagem ou algo do tipo de um de seus amigos, até mesmo Leigh Queen reclamando do quanto Dylan fede à macho escroto. Qualquer coisa que a distraísse um pouco daquela sensação estranha que arrepiava sua espinha. Também achava estranha a ausência de Dexter naquele dia. Mesmo que não fossem da mesma sala, ele sempre dava um jeito de estar perto, mas justamente naquele dia, não havia sinal nenhum de magia descontrolada pela escola.
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