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- <center><div style="text-align:justify;font-family:verdana;font-size:13px;line-height:15px;color:rgb(0,0,0);margin: 45px;"><center><table><tbody><tr><td><div style="font-family:calibri;text-align:center;font-size:11px;line-height:120%;color:#000;text-transform:uppercase; margin-left: 10px;"><b>romilda christine schwaiger</b>, the daddy's little girl / half german and french</div></td><td><div style="font-family:calibri;text-align:center;font-size:11px;line-height:120%;color:#000;text-transform:uppercase;background-color:#CD3278;padding:2px;margin-left:15px;">ㅤseventeen years old, the <b>broken doll</b> +ㅤ</div></td></tr></tbody></table><div style="text-align:center;line-height:20%;background-color:#CD3278;"><br></div></center><br>
- ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤQuando a Primavera finalmente chegava a Paris, era a mais bela das cenas para se apreciar. As folhas ressecadas pelo Outono e Inverno começavam a dar lugar para as belas flores coloridas, cobrindo as copas das árvores e dando cor aos lugares que outrora eram laranjas ou sem folhas... Os cafés ficavam ainda mais atraentes e nada espantava o animo dos jovens que circulavam pela cidade, ou se quer os turistas. A Torre Eiffel estava sempre movimentada, assim como o Arco do Triunfo, mas nada como andar pelo Champs Elysé. Aliás, não havia nada mais charmoso do que os Champs Elysé, ao menos aos olhos de Romilda, principalmente quando observava tudo da sacada do apartamento de Vicent Bouvier. Tinha uma vista quase panorâmica da cidade quando passava a noite com ele. Ah, sim. Romilda Christine Shwaiger estava no auge de seus dezessete anos, o último ano da educação secundária em um dos colégios mais importantes de Paris. Era uma criança da alta sociedade parisiense, filha única de um velho empresário alemão, Randolph Schwaiger, dono de uma empresa que construía trens para malha ferroviária em toda a Europa, e sua falecida mãe era uma das mais importantes bailarinas do balé de Paris. Por sinal, Romilda era muito parecida com Agathé Lefèvre. Infelizmente, a mãe faleceu quando ela tinha apenas cinco anos e desde então foi criada pelo pai, e por uma babá. Viu o pai se envolver com inúmeras namoradas que nunca deram certo, em partes porque Romilda também não facilitou em nada as vidas delas depois de seus onze anos. Ela era o tipo de garota com cara de anjo, andar de anjo, mas que morria de ciúmes de tudo o que acreditava lhe pertencer: suas amigas, suas bonecas, seu pai, seu namorado. E Vicent Bouvier era seu namorado desde os catorze anos, o que significava que estavam juntos há quase três anos, com planos para a vida toda. Ele era filho de um banqueiro importante da França, por isso não incomodava seu namoro aos olhos de Randolph, até porque, se fazia bem à Romilda, por que ele implicaria? Mas, claro, o velho Randolph não sabia que quando viaja sua filha dormia no apartamento de Vicent, ou o contrário, desde que Romilda completara dezessete anos. E lá estava ela, com o quimono de seda rose, o conjunto de baby doll no mesmo tom e mesmo tecido, sentindo a brisa gélida de Primavera que entrava pela sacada do quarto de Vicent, e quando ele envolveu sua cintura, a abraçando por trás, segurou os braços dele antes de se virar dentro do abraço, roçando a ponta do nariz em sua bochecha quando o rapaz tomou seus lábios. <span style="color: #CD3278">━━ Precisamos ir para a aula, Vicent. ━━</span> Murmurou entre o beijo, tanto quanto preguiçosa. <span style="color: #228B22">━━ Não precisamos. Podemos faltar. Nem vão sentir nossa falta. ━━</span> Ele pressionou a cintura de Romilda, puxando-a mais para si. <span style="color: #CD3278">━━ Vão sim. Ainda mais que são os últimos meses antes da formatura. ━━</span> Vicent resmungou, pegando Romilda no colo e levando-a até a cama, onde praticamente a jogou. Depois daquilo, acabaram chegando em cima da hora no colégio.
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- ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤO único tempo livre que Romilda realmente teve foi na hora do almoço, após a aula de ginástica, que não conseguiu participar por conta de uma forte dor de cabeça. Geralmente não passava o almoço com Vicent, apesar de se cumprimentarem e trocarem um ou dois beijos, mas a hora do almoço era sagrada ao lado de sua melhor amiga. Marie Antonietta, sim, igual à antiga Rainha da França, era sua amiga desde os dez anos, quando ingressou no colégio novo, e contava tudo para ela. Assim que pagou o almoço, pegou a bandeja e seguiu até Antonietta, se sentando ao lado dela na mesa, empurrando de leve o ombro da amiga com o próprio, chamando a atenção dela. <span style="color: #CD3278">━━ Sonhando com quem dessa vez, uh? ━━</span> Perguntou sorridente, já dando uma garfada em uma quantidade de folhas da salada caesar e levando à boca. Antonietta e Romilda não eram tão parecidas assim. Enquanto Romilda era mais centrada, lembrava até mesmo uma boneca de porcelana, Antonietta era espontânea, atrapalhada e sonhadora, mas ambas combinavam no ar aristocrático de suas famílias. No fim das contas, era como se uma completasse a outra, gerando um equilíbrio. </div></center>
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