VinBR

EDC 06/03/2012

Mar 8th, 2012
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  6.  
  7. NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
  8. - y´t = dy/dt
  9. - y´´t = d²y/dt²
  10. - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
  11. - y´n´t = d^ny/dt^n
  12. - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
  13. - int f(x) = integral de f(x)
  14.  
  15. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  16.  
  17. // A aula começou com uma introdução sobre a máteria, quem é o professor, bibliogra etc.
  18. // Coloquei isso na pagina do notasdogarcia referente ao curso =].
  19. // Depois começamos a falar sobre o que é uma Equação Diferencial:
  20.  
  21. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  22.  
  23. CONCEITO:
  24. Equação diferencial (ED) é uma relação entre as derivadas de uma função e a própria função.
  25. Ou seja, a sua variável (áquela a ser isolada), é na verdade uma função do tipo "y(x) = x² + x"
  26.  
  27. Exemplos:
  28.  
  29. Ex 1:
  30. y´t = y
  31.  
  32. Ex 2:
  33. y´´t = -w0² y // onde w0 é uma constante qualquer.
  34.  
  35. Ex 3:
  36. Se u = u(x,t) (função de duas variáveis)
  37.  
  38. u´t = u´´x
  39.  
  40. CONCEITO:
  41. Equações diferenciais Ordinárias são EDs onde a função é função de uma única variável (como no Ex 1 e 2).
  42.  
  43. CONCEITO:
  44. EDs Parciais são EDs onde a função é função de mais de uma variável (como no Ex 3).
  45.  
  46. CONCEITO:
  47. Ordem é o número de vezes que uma função é derivada.
  48. Então uma função do tipo y´t tem ordem 1.
  49. uma função do tipo y´´t tem ordem 2. E assim por diante.
  50. uma função sem ser derivada no entanto tem Ordem 0, obviamente.
  51.  
  52. CONCEITO:
  53. Uma ED de primeira Ordem é uma ED cuja função derivada mais vezes foi derivada uma única vez, ou seja ordem 1.
  54. Se o maior número de derivações for 2 então a ordem é 2.
  55.  
  56. Exemplos:
  57. No Ex 1 a ordem é 1.
  58. No Ex 2 a ordem é 2.
  59. No Ex 3 a ordem é 2 também.
  60.  
  61. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  62.  
  63. CONCEITO:
  64. Solução de uma ED é uma função. Note que nos exemplos acima nós não conhecemos o valor de y = y(x) a solução é encontrar uma função em x que
  65. cumpra os requesitos da equação.
  66.  
  67. Uma solução é da forma: y(x) = x² + x
  68.  
  69. Exemplos de solução:
  70. Ex 4: dada a ED: " y´t = y " uma solução é: y(t) = e^t
  71.  
  72. Ex 5: Uma solução do Ex2 é y(t) = sen(w0 t)
  73. pois note que a derivada de sen(w0 t) = w0 cos(w0 t) e derivando a segunda vez temos: -w0² sen(w0 t)
  74. E isso satisfaz o que foi requero pela ED.
  75.  
  76. Perceba também que o mesmo vale para cos(w0 t) ou seja, uma mesma ED pode ter mais de uma solução! Isso não acontece em equações comuns (Não diferenciais).
  77.  
  78. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  79.  
  80. (1) F(t, y, y') = 0, expressa uma relação entre os 3 elementos de F, ou seja, uma ED ordinária de primeira ordem.
  81.  
  82. CONCEITO:
  83. A ED (1) é linear se F é uma função linear de y e y', ou seja não há um produto entre y e y' e todos estão na potencia 1.
  84.  
  85. Ex 6: y'=y é uma ED Ordinária (EDO) Linear de Primeira Ordem.
  86.  
  87. Ex 7: y'= y² é uma EDO de primeira ordem, mas é não linear.
  88.  
  89. Ex 8: y*y' = 1 é não linear.
  90. pode-se pensar que isso é o mesmo que:
  91. y = y'^(-1) como a potencia não é 1 ela é não linear.
  92.  
  93. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  94.  
  95. Forma mais geral de se escrever uma EDO linear de primeira ordem é:
  96.  
  97. (2) y' + p(t) y = g(t)
  98.  
  99. Onde "p" e "g" são funções quaisquer de t.
  100.  
  101. No Ex 1: "y' = y" qual o valor de p e de g?
  102. y' + -1 y = 0
  103. Ou seja p = -1 e g = 0.
  104.  
  105. Vamos trabalhar muito sobre esse tipo de equação na primeira parte do curso.
  106.  
  107. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  108.  
  109. FIM DA PARTE INTRODUTORIA, Decore bem os conceitos que falei aqui pois serão amplamente usados.
  110.  
  111. INICIO DOS METODOS DE SOLUÇÃO
  112.  
  113. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  114.  
  115. CONCEITO:
  116. Fator integrante, é uma função µ(t) que quando multiplicada pela equação (nos dois lados) o lado esquerdo da equação (no formato "y' p y = g")
  117. torna-se uma derivada total.
  118.  
  119. ou seja:
  120. dado y' + p y = g
  121. se multiplico tudo por µ(t) tenho:
  122.  
  123. (3) µ y' + µ p y = µ g
  124.  
  125. Agora o lado esquerdo deve ser a derivada em x de uma função H(x,y) que devemos inventar, para isso eu tenho que escolher um valor de µ que permita isso.
  126.  
  127. Qual valor permitiria?
  128.  
  129. Uma derivada que gera uma soma como resultado é a derivada de um produto ou seja:
  130. (y * µ)'
  131. se torna:
  132. µ y' + µ' y
  133.  
  134. Tentando encaixar isso no lado esquerdo do modelo "µ y' + µ p y = µ g" teriamos:
  135. (4) µ p = µ'
  136.  
  137. E perceberiamos que (4) é uma outra equação diferencial =/.
  138. Porém é uma fácil de resolver =].
  139.  
  140. O professor deu pra gente a solução que é:
  141. µ(t) = e^(int p(t) dt)
  142. // Isso vale para qualquer EDO linear de primeira ordem.
  143.  
  144. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  145.  
  146. Exercicio:
  147.  
  148. Resolva: y' - y = 0
  149. Note que: p = -1 e g = 0.
  150.  
  151. se µ = e^(int -1 dt)
  152. µ = e^-t
  153.  
  154. Multiplicando ambos os lados por µ temos:
  155.  
  156. e^-t * y' - e^-t y = e^-t * 0
  157. e^-t * y' - e^-t y = 0
  158.  
  159. assim podemos concluir que o lado esquerdo é a derivada de e^-t * y.
  160.  
  161. Se integrarmos ambos os lados, podemos substituir isso no lado esquerdo,
  162. e integrar 0 no lado direito e fica assim:
  163.  
  164. e^-t * y = C // C é uma constante qualquer
  165.  
  166. E por fim isolando y temos: y(t) = C*e^t
  167. Que é a solução da EDO linear ordinária.
  168.  
  169. fácil? Esse inicio é facinho mesmo, decore isso ein!
  170.  
  171. FATOR INTEGRANTE SÓ FUNCIONA PARA EDOs LINEARES DE 1° ORDEM (eu acho :D)
  172.  
  173. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  174.  
  175. As duas próximas aulas serão sobre EDs Ordinárias de 1° Ordem.
  176.  
  177. // Fim da aula.
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