VinBR

EDC 15/03/2012

Mar 19th, 2012
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  1.  
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  7.  
  8. NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
  9. - y´t = dy/dt
  10. - y´´t = d²y/dt²
  11. - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
  12. - y´n´t = d^ny/d t^n
  13. - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
  14. - int f(x) = integral de f(x)
  15.  
  16. // A aula começou com mais exemplos de aplicabilidade.
  17.  
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  19.  
  20. O professor mostrou um moodelo de EDO linear de 2° Ordem:
  21.  
  22. y'' + p(t) y' + q(t) y = g(t)
  23.  
  24. p q e g São os coeficientes da equação
  25.  
  26. CONCEITO:
  27. Quando g(t) = 0, a EDO recebe o nome de homogenea.
  28.  
  29. // Comentário do professor: Nós não vamos lidar com EDOs não lineares de 2° Ordem, porque são um tanto mais complicadas.
  30.  
  31. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  32.  
  33. // Essa aula e a próxima serão concentradas nas homogeneas.
  34. // Depois teremos duas aulas sobre as não homogeneas,
  35. // Algumas aulas de exercicios, e por fim a prova.
  36.  
  37. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  38.  
  39. Modelo de eq. homogenea de 2° Ordem
  40.  
  41. y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
  42.  
  43. Seja a EDO de homogenea de 2° ordem:
  44. y'' - y = 0
  45.  
  46. Note que y1 = e^t satisfaz a EDO.
  47. Pois a segunda derivada de (e^t)'' = e^t e portanto satisfazendo y'' - y = 0
  48.  
  49. Note que y2 = e^-t também é solução da EDO.
  50. Pois a derivada segunda também é igual a e^-t
  51.  
  52. // Nota solta: Sabendo que y1 e y2 satisfazem,
  53. // podemos encontrar outra EDO que satisfaz veja como:
  54.  
  55. Por fim, vou provar agora que y3 = 20y1 + 10y2 também é solução!
  56.  
  57. note que se y1 e y2 satisfazem a EDO, as segundas derivadas são iguais aos valores da função original.
  58. Assim se eu tenho a soma de duas coisas com essas propriedades, eu sei que ao derivar duas vezes essa soma,
  59. eu terei o valor original =].
  60.  
  61. Usando essa propriedade eu sei que derivando duas vezes y3 terei y3 e portanto y3 satisfará a EDO.
  62.  
  63. De um jeito mais interessante: qualquer combinação linear de duas soluções especificas de uma EDO linear homogenea de 2° ordem
  64. também é uma solução! Uaauuu!
  65.  
  66. // Mais na frente vamos mostrar que y1 tem que ser linearmente independente de y2 para isso funcionar,
  67. // ou seja y1 != C * y2 (onde C é uma constante qualquer)
  68.  
  69. Para quem ainda não notou isso é o mesmo que dizer que se voce tiver duas soluções pra uma EDO desse tipo voce tem todas as soluções!
  70.  
  71. Assim se y1 e y2 são soluções então:
  72.  
  73. y3 = c1 y1 + c2 y2
  74. - c1 e c2 = constantes arbitrárias.
  75.  
  76. Também será solução!
  77.  
  78. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  79.  
  80. Agora vamos mostrar um exemplo mais geral dessa mesma equação:
  81.  
  82. Sabemos que:
  83. y1'' + p y1' + q y1 = 0
  84. y2'' + p y2' + q y2 = 0
  85.  
  86. Agora estamos afirmando que, ao saber disso implica em:
  87.  
  88. (c1 y1 + c2 y2)'' + p (c1 y1+ c2 y2)' + q (c1 y1 + c2 y2) = 0
  89.  
  90. Jogando as derivadas para dentro temos:
  91.  
  92. (c1 y1''+ c2 y2'') + p (c1 y1'+ c2 y2') + q (c1 y1 + c2 y2) = 0
  93.  
  94. Note que essa equação pode ser re-escrita na forma:
  95.  
  96. c1 (y1'' + py1' + q y1) + c2 (y2''+ p y2' + q y2) = 0
  97.  
  98. Note que os dois valores em parentesis da EDO são iguais a 0 porque nossa hipotese era essa! =].
  99. Assim temos 0 = 0 indicando que é verdade =].
  100.  
  101. Provamos assim que isso é verdade =].
  102.  
  103. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  104.  
  105. NOTAÇÃO:
  106. i, j e k serão usados sempre que falarmos de vetores para indicar os 3 vetores:
  107. i = (1,0,0)
  108. j = (0,1,0)
  109. k = (0,0,1)
  110.  
  111. Um vetor pode também ser denotado por:
  112.  
  113. v> onde > indica que a variável anterior é um vetor.
  114.  
  115. Pode acontecer de eu escrever i>, j> e k> em algum momento, seria normal e ainda significaria o mesmo que descrevi acima.
  116.  
  117. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  118.  
  119. Note que se P> = x i> + y j>
  120.  
  121. Nós temos uma base vetorial para um espaço bidimensional =].
  122.  
  123. Note que a idéia de fazer a combinação linear de y1 e y2 é analoga a isso, é como se enchergassemos o espaço de solução como um espaço cartesiano
  124.  
  125. No caso das homogeneas de 2° ordem é um espaço bidimensional!
  126.  
  127. Para que serve isso? É para chegarmos em um teorema chamado Wroskiano.
  128. Usaremos algumas analogias com gaal para chegar nele, e por isso essa interpretação abstrata é necessária.
  129. Falaremos disso mais a frente.
  130.  
  131. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  132.  
  133. Antes de provarmos o que eu disse acima, vamos pensar o que seria um PVI (Problema de Valor Inicial) para uma EDO homogenea linear de 2° ordem.
  134.  
  135. Veja para uma EDO de primeira ordem é preciso 1 valor a mais para descobrir uma solução especifica da EDO correto?
  136.  
  137. No caso de uma EDO de 2° ordem, eu não vou explicar em detalhes porque, mas é preciso 2 valores!
  138. Um deles deve ser o valor de y em algum ponto, e o outro deve ser o valor de y' no mesmo ponto.
  139.  
  140. Seria algo do tipo:
  141.  
  142. { y'' - y = 0
  143. { y(0) = 0
  144. { y'(0) = 0
  145.  
  146. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  147.  
  148. Suponha que y1(t) e y2(t) sejam soluções de y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
  149.  
  150. (1) Seja o PVI:
  151. { y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
  152. { y(t0) = y0
  153. { y'(t0) = y0'
  154.  
  155. Suponha que a solução do PVI seja dada pela combinação linear de:
  156.  
  157. y3(t) = c1 y1 + c2 y2
  158.  
  159. e também:
  160.  
  161. y3' = c1 y1' + c2 y2'
  162.  
  163. Então podemos transformar as equações acima em uma equação matricial veja:
  164.  
  165. | y3 (t0) | | y1 (t0) y2 (t0) | | c1 |
  166. | y3'(t0) | = | y1'(t0) y2'(t0) | | c2 |
  167.  
  168. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  169.  
  170. Dada esta matriz há um teorema que é dado pelo determinante da submatriz:
  171.  
  172. | y1 (t0) y2 (t0) |
  173. D = det | y1'(t0) y2'(t0) |
  174.  
  175. CONCEITO:
  176. Determinante de Wronskiano:
  177.  
  178. Se D != de 0 então o sistema tem uma solução unica (ou seja uma solução não trivial).
  179.  
  180. Isto significa, voltando para a ideia de vetores e plano cartesiano, que as duas soluções y1 e y2, formam uma base vetorial de soluções.
  181. Em outras palavras y1 e y2 são linearmente independentes e isso nós permite encontrar qualquer solução em função de c1 e c2 =].
  182. // Essa explicação poderia ser um pouco melhor =P, mas eu tava com sono! há!
  183.  
  184. Um exemplo do caso contrário, quando não forma uma base, é quando um vetor é combinação linear do outro,
  185. e assim voce não consegue alcançar todo o espaço vetorial. (coisa do tipo y1> = (1,0,0) e y2> = 3*(1,0,0)
  186. No caso das EDOs isso significaria que voce pode gerar y1 com um fator multiplicando y2
  187.  
  188. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  189.  
  190. Exercicio:
  191.  
  192. y''+ w² y = 0
  193. y1 = sen(wt), y2 = cos(wt)
  194.  
  195. Descubra se o par de soluções geram uma base de soluções ou não.
  196. // Ou seja use Wronskiano =].
  197.  
  198. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  199.  
  200. // Nas próximas aulas, veremos como descobrir uma base para uma EDO homogenea, e uma vez sabendo duas bases nós já aprendemos hj como obter a sol. geral =].
  201.  
  202. // Fim da aula =].
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