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- NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
- - y´t = dy/dt
- - y´´t = d²y/dt²
- - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
- - y´n´t = d^ny/d t^n
- - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
- - int f(x) = integral de f(x)
- // A aula começou com mais exemplos de aplicabilidade.
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- O professor mostrou um moodelo de EDO linear de 2° Ordem:
- y'' + p(t) y' + q(t) y = g(t)
- p q e g São os coeficientes da equação
- CONCEITO:
- Quando g(t) = 0, a EDO recebe o nome de homogenea.
- // Comentário do professor: Nós não vamos lidar com EDOs não lineares de 2° Ordem, porque são um tanto mais complicadas.
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- // Essa aula e a próxima serão concentradas nas homogeneas.
- // Depois teremos duas aulas sobre as não homogeneas,
- // Algumas aulas de exercicios, e por fim a prova.
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- Modelo de eq. homogenea de 2° Ordem
- y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
- Seja a EDO de homogenea de 2° ordem:
- y'' - y = 0
- Note que y1 = e^t satisfaz a EDO.
- Pois a segunda derivada de (e^t)'' = e^t e portanto satisfazendo y'' - y = 0
- Note que y2 = e^-t também é solução da EDO.
- Pois a derivada segunda também é igual a e^-t
- // Nota solta: Sabendo que y1 e y2 satisfazem,
- // podemos encontrar outra EDO que satisfaz veja como:
- Por fim, vou provar agora que y3 = 20y1 + 10y2 também é solução!
- note que se y1 e y2 satisfazem a EDO, as segundas derivadas são iguais aos valores da função original.
- Assim se eu tenho a soma de duas coisas com essas propriedades, eu sei que ao derivar duas vezes essa soma,
- eu terei o valor original =].
- Usando essa propriedade eu sei que derivando duas vezes y3 terei y3 e portanto y3 satisfará a EDO.
- De um jeito mais interessante: qualquer combinação linear de duas soluções especificas de uma EDO linear homogenea de 2° ordem
- também é uma solução! Uaauuu!
- // Mais na frente vamos mostrar que y1 tem que ser linearmente independente de y2 para isso funcionar,
- // ou seja y1 != C * y2 (onde C é uma constante qualquer)
- Para quem ainda não notou isso é o mesmo que dizer que se voce tiver duas soluções pra uma EDO desse tipo voce tem todas as soluções!
- Assim se y1 e y2 são soluções então:
- y3 = c1 y1 + c2 y2
- - c1 e c2 = constantes arbitrárias.
- Também será solução!
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- Agora vamos mostrar um exemplo mais geral dessa mesma equação:
- Sabemos que:
- y1'' + p y1' + q y1 = 0
- y2'' + p y2' + q y2 = 0
- Agora estamos afirmando que, ao saber disso implica em:
- (c1 y1 + c2 y2)'' + p (c1 y1+ c2 y2)' + q (c1 y1 + c2 y2) = 0
- Jogando as derivadas para dentro temos:
- (c1 y1''+ c2 y2'') + p (c1 y1'+ c2 y2') + q (c1 y1 + c2 y2) = 0
- Note que essa equação pode ser re-escrita na forma:
- c1 (y1'' + py1' + q y1) + c2 (y2''+ p y2' + q y2) = 0
- Note que os dois valores em parentesis da EDO são iguais a 0 porque nossa hipotese era essa! =].
- Assim temos 0 = 0 indicando que é verdade =].
- Provamos assim que isso é verdade =].
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- NOTAÇÃO:
- i, j e k serão usados sempre que falarmos de vetores para indicar os 3 vetores:
- i = (1,0,0)
- j = (0,1,0)
- k = (0,0,1)
- Um vetor pode também ser denotado por:
- v> onde > indica que a variável anterior é um vetor.
- Pode acontecer de eu escrever i>, j> e k> em algum momento, seria normal e ainda significaria o mesmo que descrevi acima.
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- Note que se P> = x i> + y j>
- Nós temos uma base vetorial para um espaço bidimensional =].
- Note que a idéia de fazer a combinação linear de y1 e y2 é analoga a isso, é como se enchergassemos o espaço de solução como um espaço cartesiano
- No caso das homogeneas de 2° ordem é um espaço bidimensional!
- Para que serve isso? É para chegarmos em um teorema chamado Wroskiano.
- Usaremos algumas analogias com gaal para chegar nele, e por isso essa interpretação abstrata é necessária.
- Falaremos disso mais a frente.
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- Antes de provarmos o que eu disse acima, vamos pensar o que seria um PVI (Problema de Valor Inicial) para uma EDO homogenea linear de 2° ordem.
- Veja para uma EDO de primeira ordem é preciso 1 valor a mais para descobrir uma solução especifica da EDO correto?
- No caso de uma EDO de 2° ordem, eu não vou explicar em detalhes porque, mas é preciso 2 valores!
- Um deles deve ser o valor de y em algum ponto, e o outro deve ser o valor de y' no mesmo ponto.
- Seria algo do tipo:
- { y'' - y = 0
- { y(0) = 0
- { y'(0) = 0
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- Suponha que y1(t) e y2(t) sejam soluções de y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
- (1) Seja o PVI:
- { y'' + p(t) y' + q(t) y = 0
- { y(t0) = y0
- { y'(t0) = y0'
- Suponha que a solução do PVI seja dada pela combinação linear de:
- y3(t) = c1 y1 + c2 y2
- e também:
- y3' = c1 y1' + c2 y2'
- Então podemos transformar as equações acima em uma equação matricial veja:
- | y3 (t0) | | y1 (t0) y2 (t0) | | c1 |
- | y3'(t0) | = | y1'(t0) y2'(t0) | | c2 |
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- Dada esta matriz há um teorema que é dado pelo determinante da submatriz:
- | y1 (t0) y2 (t0) |
- D = det | y1'(t0) y2'(t0) |
- CONCEITO:
- Determinante de Wronskiano:
- Se D != de 0 então o sistema tem uma solução unica (ou seja uma solução não trivial).
- Isto significa, voltando para a ideia de vetores e plano cartesiano, que as duas soluções y1 e y2, formam uma base vetorial de soluções.
- Em outras palavras y1 e y2 são linearmente independentes e isso nós permite encontrar qualquer solução em função de c1 e c2 =].
- // Essa explicação poderia ser um pouco melhor =P, mas eu tava com sono! há!
- Um exemplo do caso contrário, quando não forma uma base, é quando um vetor é combinação linear do outro,
- e assim voce não consegue alcançar todo o espaço vetorial. (coisa do tipo y1> = (1,0,0) e y2> = 3*(1,0,0)
- No caso das EDOs isso significaria que voce pode gerar y1 com um fator multiplicando y2
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- Exercicio:
- y''+ w² y = 0
- y1 = sen(wt), y2 = cos(wt)
- Descubra se o par de soluções geram uma base de soluções ou não.
- // Ou seja use Wronskiano =].
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- // Nas próximas aulas, veremos como descobrir uma base para uma EDO homogenea, e uma vez sabendo duas bases nós já aprendemos hj como obter a sol. geral =].
- // Fim da aula =].
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