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- // @author Jorge Luiz
- // lista 2: http://pastebin.com/AWJJXLjg
- Exercício 1. (De [1]) Simplificar as seguintes fórmulas, removendo os parênteses
- desnecessários:
- a) (p → (q → (p ˄ q)))
- (p → (q → p ˄ q))
- (p → q → p ˄ q)
- p → q → p ˄ q
- b) ¬(p ˅ (p ˄ q))
- ¬(p ˅ p ˄ q )
- c) ¬(p ˄ (p ˅ q))
- Não podem ser removidos parênteses.
- d) ((p ˅ (p → q)) → q)
- (p ˅ (p → q) → q)
- p ˅ (p → q) → q
- Exercício 2. (De [1]) Adicionar os parênteses às seguintes fórmulas para que fiquem de
- acordo com as regras de formação:
- a) ¬p → q
- (¬p → q)
- b) p → q → r → p ˄ q ˄ r
- p → q → r → (p ˄ q) ˄ r
- p → q → r → ((p ˄ q) ˄ r)
- p → q → (r → ((p ˄ q) ˄ r))
- p → (q → (r → ((p ˄ q) ˄ r)))
- (p → (q → (r → ((p ˄ q) ˄ r))))
- c) p ˄ ¬q ˅ r ˄ s
- (p ˄ ¬q) ˅ r ˄ s
- (p ˄ ¬q) ˅ (r ˄ s)
- ((p ˄ ¬q) ˅ (r ˄ s))
- d) p ˄ ¬(p → ¬q) ˅ ¬q
- (p ˄ ¬(p → ¬q)) ˅ ¬q
- ((p ˄ ¬(p → ¬q)) ˅ ¬q)
- Exercício 3. (De [1]) Dar o conjunto de subfórmulas das fórmulas a seguir. Notar que
- os parênteses implícitos são fundamentais para decidir quais são as subfórmulas:
- a) (¬p → q)
- {¬p→q} U Subf(¬p) U Subf(q)
- {¬p→q, ¬p, q} U Subf(p)
- {¬p→q, ¬p, q, p}
- b) (p → (q → (r → ((p ˄ q) ˄ r))))
- // define: p→q→r→p˄q˄r = fB
- {fB} U Subf(p) U Subf(q→(r→((p˄q)˄r)))
- {fB, p, q→r→p˄q˄r} U Subf(q) U Subf(r→((p˄q)˄r))
- {fB, p, q→r→p˄q˄r, q, r→p˄q˄r} U Subf(r) U Subf((p˄q)˄r)
- {fB, p, q→r→p˄q˄r, q, r→p˄q˄r, r, p˄q˄r} U Subf(p˄q) U Subf(r)
- {fB, p, q→r→p˄q˄r, q, r→p˄q˄r, r, p˄q˄r, p˄q, r} U Subf(p) U Subf(q)
- {fB, p, q→r→p˄q˄r, q, r→p˄q˄r, r, p˄q˄r, p˄q, r, p, q}
- {fB, p, q→r→p˄q˄r, q, r→p˄q˄r, r, p˄q˄r, p˄q}
- c) ((p ˄ ¬q) ˅ (r ˄ s))
- // define: p˄¬q˅r˄s = fC
- {fC} U Subf(p˄¬q) U Subf(r˄s)
- {fC, p˄¬q, r˄s} U Subf(p) U Subf(¬q) U Subf(r) U Subf(s)
- {fC, p˄¬q, r˄s, p, ¬q, r, s} U Subf(q)
- {fC, p˄¬q, r˄s, p, ¬q, r, s, q}
- d) ((p ˄ ¬(p → ¬q)) ˅ ¬q)
- // define: p˄¬(p→¬q)˅¬q = fD
- {fD} U Subf(p˄¬(p→¬q)) U Subf(¬q)
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q} U Subf(p) U Subf(¬(p→¬q)) U Subf(q)
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q, p, ¬(p→¬q), q} U Subf(p→¬q)
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q, p, ¬(p→¬q), q, p→¬q} U Subf(p) U Subf(¬q)
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q, p, ¬(p→¬q), q, p→¬q, p, ¬q} U Subf(q)
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q, p, ¬(p→¬q), q, p→¬q, p, ¬q, q}
- {fD, p˄¬(p→¬q), ¬q, p, ¬(p→¬q), q, p→¬q}
- Exercício 4. (De [1]) Calcular a complexidade de cada fórmula do exercício anterior.
- Notar que a posição exata dos parênteses não influencia a complexidade da fórmula!
- a) (¬p → q)
- 1 + |¬p| + |q|
- 1 + 1 + |p| + 1
- 1 + 1 + 1 + 1
- 4
- b) (p → (q → (r → ((p ˄ q) ˄ r))))
- 1 + |p| + |q→(r→((p˄q)˄r))|
- 1 + 1 + 1 + |q| + |r→((p˄q)˄r)|
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + |r| + |(p˄q)˄r|
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + |p˄q| + |r|
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + |p| + |q| + 1
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1
- 11
- c) ((p ˄ ¬q) ˅ (r ˄ s))
- 1 + |p˄¬q| + |r˄s|
- 1 + 1 + |p| + |¬q| + 1 + |r| + |s|
- 1 + 1 + 1 + 1 + |q| + 1 + 1 + 1
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1
- 8
- d) ((p ˄ ¬(p → ¬q)) ˅ ¬q)
- 1 + |p˄¬(p→¬q)| + |¬q|
- 1 + 1 + |p| + |¬(p→¬q)| + 1 + |q|
- 1 + 1 + 1 + 1 + |p→¬q| + 1 + 1
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + |p| + |¬q| + 1 + 1
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + |q| + 1 + 1
- 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1
- 10
- Exercício 5. (De [1]) Definir por indução sobre a estrutura das fórmulas a função
- atomos(A), que retorna o conjunto de todos os átomos que ocorrem na fórmula A. Por
- exemplo, atomos(p ˄ ¬(p → ¬q) ˅ ¬q) = {p, q}.
- 1. Caso base: Se A = p, atomos(p) = {p} para toda fórmula atômica p
- 2. Caso A = ¬B, atomos(¬B) = atomos(B)
- 3. Caso A = B˄C, atomos(B˄C) = atomos(B) U atomos(C)
- 4. Caso A = B˅C, atomos(B˅C) = atomos(B) U atomos(C)
- 5. Caso A = B→C, atomos(B→C) = atomos(B) U atomos(C)
- ou
- 3. Para ○ E {˄,˅,→}, caso A = B○C, atomos(B○C) = atomos(B) U atomos(C)
- Exercício 6. (De [1]) Classificar as fórmulas a seguir de acordo com sua satisfazibilidade,
- validade, falsificabilidade ou insatisfazibilidade:
- a) (p → q) → (q → p)
- p q p→q q→p (p→q)→(q→p)
- 0 0 1 1 1
- 0 1 1 0 0
- 1 0 0 1 1
- 1 1 1 1 1
- satisfazível e falsificável
- b) (p ˄ ¬p) → q
- p q ¬p p˄¬p (p˄¬p)→q
- 0 0 1 0 1
- 0 1 1 0 1
- 1 0 0 0 1
- 1 1 0 0 1
- válida (e portanto satisfazível)
- c) ¬(p → p ˅ q)
- p q p˅q p→p˅q ¬(p→p˅q)
- 0 0 0 1 0
- 0 1 1 1 0
- 1 0 1 1 0
- 1 1 1 1 0
- insatisfazível (e portanto falsificável)
- d) ((p → q) ˄ (r → q)) → (p ˅ r → q)
- p q r p˅r p→q r→q (p→q)˄(r→q) p˅r→q ((p→q)˄(r→q))→(p˅r→q)
- 0 0 0 0 1 1 1 1 1
- 0 0 1 1 1 0 0 0 1
- 0 1 0 0 1 1 1 1 1
- 1 0 0 1 0 1 0 0 1
- 0 1 1 1 1 1 1 1 1
- 1 0 1 1 0 0 0 0 1
- 1 1 0 1 1 1 1 1 1
- 1 1 1 1 1 1 1 1 1
- válida (e portanto satisfazível)
- Exercício 7. (Adaptado de [2]) Seja V uma valoração tal que V (p → q) = 1, o que
- pode-se concluir a respeito dos resultados da valoração V ((p ˅ r) → (q ˅ r))? E se
- V (p → q) = 0?
- Resposta: 1.1 - Se V(p→q) = 1, então ou p = 0 ou p, q = 1.
- Se p = 0, então claramente a valoração de (p˅r)→(q˅r) será 1 a não ser que r = 1.
- Porém, se r = 1, então (p˅r) = 1 e (q˅r) = 1, portanto (p˅r)→(q˅r) = 1.
- 1.2 - Se p = 1, sabemos que q = 1 também, caso contrário V(p→q) seria 0.
- Portanto, se p = 1 e q = 1, claramente (p˅r) = 1 e (q˅r) = 1 e (p˅r)→(q˅r) = 1.
- Conclusão: se V(p→q) = 1, então V((p˅r)→(q˅r)) também = 1. (consequência lógica)
- 2 - Se V(p→q) = 0, então necessariamente p = 1 e q = 0.
- Neste caso, a valoração da fórmula depende da valoração de r. Demonstração:
- Para r = 0: ((p ˅ r) → (q ˅ r))
- ((1 ˅ 0) → (0 ˅ 0))
- 1 → 0
- 0
- Para r = 1: ((p ˅ r) → (q ˅ r))
- ((1 ˅ 1) → (0 ˅ 1))
- 1 → 1
- 1
- Exercício 8. Sem usar tabela-verdade, argumente o porquê de (p ˄ q ˄ r ˄ s) → s ser
- uma tautologia.
- Resposta: Pela definição de →, a única maneira de falsificar a fórmula é se (p˄q˄r˄s) = 1 e s = 0.
- Porém, para que (p˄q˄r˄s)=1, é necessário que s = 1.
- Como s não pode assumir os valores de 0 e 1 ao mesmo tempo, a fórmula é uma tautologia.
- Exercício 9. Se A é uma tautologia então o que concluímos de ¬A? Argumente sobre isso.
- Resposta: ¬A é insatisfazível, pois A ser uma tautologia implica que A = 1 para qualquer valoração.
- Se A = 1 para qualquer valoração e ¬1 = 0, então ¬A = 0 para qualquer valoração.
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