VinBR

EDC 20/03/2012

Mar 22nd, 2012
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  6.  
  7. NOTAÇÃO Pessoal (é mais fácil de digitar):
  8. - y´t = dy/dt
  9. - y´´t = d²y/dt²
  10. - y´10´t = d¹⁰y/dt¹⁰
  11. - y´n´t = d^ny/d t^n
  12. - int(a,b) f(x) = integral de a até b de f(x)
  13. - int f(x) = integral de f(x)
  14. - i,j,k são os 3 vetores unitários no sentido x,y e z.
  15. - v> indica que v é um vetor (é como a setinha encima do v).
  16.  
  17. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  18.  
  19. EDOs Lineares de 2° Ordem Homogeneas
  20. // Hoje vamos tentar encontrar duas soluções especificas linarmente independentes para uma mesma EDO desse tipo =].
  21. // Assim poderemos obter a sol. geral como demonstrado na aula passada =].
  22.  
  23. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  24.  
  25. Revisão da última aula:
  26.  
  27. Uma EDO linear de 2° ordem é da forma:
  28.  
  29. y'' + p y' + g y = f
  30.  
  31. Para ela ser homogena f tem de ser igual à 0 =].
  32.  
  33. REVISÃO de CONCEITO:
  34. Wroskiano como visto na aula passada seria:
  35.  
  36. | y1 y2 |
  37. W = det | y1' y2'|
  38.  
  39. Onde y1 e y2 são duas soluções especificas para a EDO em questão =].
  40.  
  41. Se W != 0 então as duas soluções são linearmente independentes e podemos obter a solução geral através da formula:
  42.  
  43. y3 = c1 y1 + c2 y2
  44.  
  45. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  46.  
  47. PRIMEIRO CASO:
  48.  
  49. EDO Linear de 2° Ordem homogenea com coeficientes Constantes! na forma:
  50.  
  51. a y'' + b y' + c y = 0
  52. - onde obviamente a, b e c são constantes
  53.  
  54. Vamos tentar resolver essa ED com um chute, suponhamos que a solução seja da forma:
  55.  
  56. y(t) = e ^ (rt), onde r é uma constante
  57.  
  58. substituindo e isolando o exponencial temos algo interessante veja:
  59.  
  60. e ^ (rt) ( ar² + br + c ) = 0
  61.  
  62. Exponencial é sempre > 0
  63. Portanto
  64.  
  65. (ar² + br + c) = 0
  66.  
  67. e temos de descobrir quais valores de r satisfazem isso com Bhaskara
  68.  
  69. Assim sendo temos 3 sub-casos:
  70. i) delta > 0
  71. ii) delta < 0
  72. iii) delta = 0
  73.  
  74. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  75.  
  76. i) Sub-caso 1 (delta>0):
  77.  
  78. Nesse caso teremos duas raizes reais e distintas para o polinomio:
  79.  
  80. (ar² + br + cr)
  81.  
  82. Para as quais esse polinomio seria igual a zero tornando verdadeira a equação:
  83.  
  84. e ^ (rt) ( ar² + br + c ) = 0
  85.  
  86. resolvendo obteremos duas raizes, chamarei de r1 e r2.
  87.  
  88. Note que sabendo que r1 e r2 fazem aquela equação = 0
  89. podemos dizer que e^(r1 t) e e^(r2 t) são ambos solução da EDO! concordam?
  90.  
  91. Perceba então que foi um chute bem sábio =], porque aparentemente deu certo =],
  92. e conseguimos não uma mas duas soluções para nossa EDO linear homogenea de 2° ordem.
  93.  
  94. Se testarmos o Wronskiano (não vou escrever a prova) veremos que W != 0 e portanto podemos usar:
  95.  
  96. y3 = c1 y1 + c2 y2,
  97.  
  98. para descobrir a solução geral.
  99.  
  100. Ou seja:
  101.  
  102. y3 = c1 e^(r1 t) + c2 e^(r2 t)
  103.  
  104. é solução geral da EDO com coeficientes constantes onde o delta seja positivo =]!
  105.  
  106. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  107.  
  108. // O professor deu um exemplo real desse tipo de solução:
  109. Seja o PVI:
  110.  
  111. { y'' + 3 y' + - 4y = 0
  112. { y (0) = 0
  113. { y'(0) = 1
  114.  
  115. Tentando a solução y = e ^ (rt) e substituindo temos:
  116.  
  117. e^(rt) ( r² + 3 r - 4 ) = 0
  118.  
  119. A equação acima será 0 nas raizes r1 e r2.
  120.  
  121. Calculando elas:
  122.  
  123. r1,r2 = (-3 +- raiz (3² -4*1*-4)) / 2
  124.  
  125. r1,r2 = (-3 +- 5) / 2
  126.  
  127. r1 = -4, r2 = 1
  128.  
  129. Já sabemos que nesse caso o Wroskiano é diferente de 0 (porque o professor demonstrou que sempre vai ser),
  130. mas dependendo do professor na prova deve ser uma boa idéia escrever por extenso
  131. (apesar de que tenho a impressão que o prof. Gastão não tiraria ponto por isso):
  132.  
  133. | e^(-4t) e^t |
  134. det | -4 e^(-4t) e^t | = 4 e^(-4t) e^t + e^(-4t) e^t = Obviamente diferente de 0
  135.  
  136. Assim a solução geral é:
  137.  
  138. y3 = c1 e^(-4t) + c2 e^t
  139.  
  140. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  141.  
  142. ii) sub-caso 2 (delta<0):
  143.  
  144. Nesse caso fazemos o mesmo processo de antes, supomos a solução na forma e^(rt)
  145.  
  146. Substituimos, e chegamos na Equação:
  147.  
  148. e ^ (rt) ( a r² + b r + c ) = 0
  149.  
  150. Porém dessa vez o delta da equação entre parentesis é negativo =/
  151.  
  152. Assim podemos escrever r1 e r2 como números complexos conjulgados concordam?
  153.  
  154. r1 = -b/(2a) + raiz( -(b² - 4ac) ) i
  155. r2 = -b/(2a) - raiz( -(b² - 4ac) ) i
  156.  
  157. é até bem obvio né?
  158.  
  159. Chamaremos a parte real de <lambda> e a imaginaria de µ // E lambda vou escrever <l> pra encurtar a palavra
  160. Certinho? assim temos que:
  161.  
  162. r1 = <l> + µi
  163. r2 = <l> - µi
  164.  
  165. E portanto nossas soluções seriam da forma:
  166.  
  167. y1 = e ^ ((<l> + µi) t) = e ^ (<l> t + µ i t) = e ^ (<l> t) * e ^ (µ i t)
  168. y2 = e ^ ((<l> - µi) t) = e ^ (<l> t - µ i t) = e ^ (<l> t) * e ^-(µ i t)
  169.  
  170. Correto?
  171.  
  172. Decorem o último formato que cheguei ali encima:
  173.  
  174. y1 = e ^ (<l> t) * e ^ (µ i t)
  175. y2 = e ^ (<l> t) * e ^-(µ i t)
  176. // Vamos usar isso mais embaixo =P
  177.  
  178. Vamos guardar isso um pouco e lembrar de uma coisa que alguns devem ter aprendido no ensino médio:
  179.  
  180. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  181.  
  182. Agora vamos lembrar uma identidade um tanto diferente:
  183.  
  184. e^(i <teta>) = cos <teta> + i sen <teta>
  185.  
  186. vamos chamar <teta> de 0 para eu não escrever <teta> toda hora:
  187.  
  188. e^(i 0) = cos 0 + i sen 0
  189.  
  190. Bem super estranha essa identidade né? usaremos isso para chegar na resposta para os casos imaginários.
  191.  
  192. Se ainda não tieverem aceitado essa identidade, podem acreditar que é verdadeira, i é mesmo raiz(-1), é uma identidade estranha mas funciona =P.
  193.  
  194. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  195.  
  196. Agora usando os valores de y1 e y2 que citei acima, podemos substituir o fator direito delas através da identidade acima.
  197. Conseguiremos assim um outro formato para as respostas, a vantagem é que agente vai tirar o numero complexo da potencia e decer ela para um fator =P.
  198.  
  199. Assim temos a equação:
  200.  
  201. y1 = e ^ (<l> t) * e ^ (µ i t)
  202.  
  203. E queremos substituir o segundo fator através da identidade que citei acima, ou seja:
  204.  
  205. e ^ ( i 0 ) = e ^ (µ i t) = cos(µ t) + i sen (µ t)
  206.  
  207. E portanto y1 pode ser re-escrito na forma:
  208.  
  209. y1 = e ^ (<l> t) * ( cos(µ t) + i sen (µ t) )
  210.  
  211. ou
  212.  
  213. y1 = e^(<l> t) cos(µ t) + i e^(<l> t) sen (µ t)
  214.  
  215. E y2 ficaria algo como:
  216.  
  217. y2 = e^(<l> t) cos(µ t) - i e^(<l> t) sen (µ t)
  218.  
  219. Duas soluções muito feias né?
  220.  
  221. Agora chegamos no ponto que queriamos, vamos encontrar duas soluções bonitinhas e reais, atravez dessas duas feiosas =].
  222.  
  223. usando a formula:
  224.  
  225. y3 = c1 y1 + c2 y2, podemos encontrar outras soluções
  226.  
  227. Note que se c1 = 1/2, e c2 = 1/2 y3 será a soma de y1/2 e y2/2, ou seja, a parte imaginária vai anular e teremos:
  228.  
  229. y3 = e^(<l> t) cos (µ t), que é real
  230.  
  231. Bem bonitinha =].
  232.  
  233. Agora fazendo c1 = 1/(2i) e c2 = -1/(2i) temos meio que o oposto veja:
  234.  
  235. y1/(2i) = (e^(<l> t) cos(µ t) + i e^(<l> t) sen (µ t))/(2i)
  236. -y2/(2i) = -(e^(<l> t) cos(µ t) + i e^(<l> t) sen (µ t))/(2i)
  237.  
  238. Somando os 2 a parte real se anula e sobra:
  239.  
  240. y4 = 2 * i e^(<l> t) sen (µ t)/(2i)
  241.  
  242. O i encima e o i embaixo se cortam também =]
  243.  
  244. y4 = 2 * e^(<l> t) sen (µ t)/(2)
  245.  
  246. E por fim os 2 se cortam também nós deixando com uma solução real, simples e bonitinha:
  247.  
  248. y4 = e^(<l> t) sen (µ t)
  249.  
  250. Legal né?
  251.  
  252. Note que esse raciocinio todo é só pra entender como,
  253. De fato quando voce descobrir y1 e y2 note que eles podem ser vistos assim:
  254.  
  255. y1 = y3 + i y4
  256. y1 = y3 - i y4
  257.  
  258. Então é muito fácil olhando a fórmula de y1 ou y2 descobri quem são os outros dois =P
  259.  
  260. Por fim:
  261.  
  262. y3 é a parte real da solução e y4 a parte imaginária,
  263.  
  264. Temos agora duas soluções que são reais, e fáceis de usar.
  265.  
  266. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  267.  
  268. Etapas para resolver uma EDO da forma:
  269.  
  270. y'' + 4 y' + 5 y = 0
  271.  
  272. 1) Verifique que os coeficientes são constantes. (De fato eles são então OK!)
  273. 2) Dê o chute de tentar usar uma solução na forma: e ^ (rt) e coloque naquele formato:
  274. e^(rt) (a r² + b r + c) = 0
  275.  
  276. 3) Encontre as duas raizes da equação dentro do parentesis, r1 e r2.
  277. 4) verifique se eles são reais ou imaginários (no exemplo acima são imaginários)
  278. // O passo 5 deve ser usado se o negócio for imaginário
  279. 5) Faça as soluções y1 e y2 ficarem na forma:
  280. y1 = e^(<l> t) cos (µ t) + i e^(<l> t) sen (µ t)
  281. y2 = e^(<l> t) cos (µ t) - i e^(<l> t) sen (µ t)
  282.  
  283. 6) Verifique se o Wroskiano é diferente de 0 (nesse caso ele será sim)
  284. 7) usando a formula y3 = c1 y1 + c2 y2 dê um jeito de obter duas soluções reais.
  285. As soluções mais fáceis são y3 = parte real, y4 = modulo da parte imaginária
  286.  
  287. Assim teremos duas soluções novas e reais:
  288. y3 = e^(<l> t) cos (µ t)
  289. y4 = e^(<l> t) sen (µ t)
  290.  
  291. 8) Escreva a equação y3 = c1 y1 + c2 y2 como resposta para a solução geral.
  292.  
  293. 9) Se for um problema de PVI encontre as soluções especificas =P.
  294.  
  295. Moleza, só lembrar bem da sequencia e entender as passagens.
  296.  
  297. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  298.  
  299. Exercicio:
  300.  
  301. Um oscilador honomico, de massa m e constante elastica 10 com coeficiente de atrito 8 se move sem força externa.
  302. // Ou seja um bloquinho preso a uma mola e encostado no chao (o atrito é com o chão)
  303.  
  304. Na posição inicial o bloco tem velocidade inicial de 1 para a direita.
  305.  
  306. Ou seja: suponha que X(0) = 0 e X'(0) = 1
  307. (onde X é posição e X' é a velocidade, ou a variação da posição)
  308.  
  309. Assim a ED que mede o movimento desse sistema massa mola é:
  310.  
  311. 2 X'' = - 8 X' - 10 X
  312.  
  313. ou
  314.  
  315. X'' + 4 x'+ 5x = 0
  316.  
  317. O resto devemos resolver em casa.
  318. (Note que essa ED é igual a do exercicio anterior)
  319.  
  320. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
  321.  
  322. // Fim da aula.
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