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a guest Jan 19th, 2018 228 Never
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  1. GT da Dona Rita
  2.  
  3. >2013
  4. >ano mágico
  5. >subi para o ensino médio
  6. >tava esperando acontecer todas as coisas que geral fala que acontece no mesmo
  7. >no primeiro mês de aula procurei me enturmar com todo mundo
  8. >logo me identifiquei mais com o Alexandre e o Gabriel
  9. >eles estavam sempre sentados lá no fundo zoando
  10. >moravam perto da minha casa
  11. >isso facilitou
  12. >íamos e voltavamos juntos todos os dias
  13. >como não conhecia eles muito bem
  14. >queria mostrar que eu era o mais zoeiro do trio
  15. >que eu era o mais foda
  16. >menino serelepe
  17. >voltando pra casa um dia tive uma brilhante ideia
  18. >virei e disse
  19. >"bora fazer uma zoeira na casa da dona Rita?"
  20. >dona Rita era uma velha que morava no caminho da escola
  21. >era surda de um ouvido e só ouvia 50& do outro
  22. >tinha um pé de acerola na casa
  23. >até aí uma senhora normal
  24. >o problema é que ela sempre ligava a mangueira e jogava água por cima do muro em quem pisasse na sua calçada
  25. >podia ser eu
  26. >você
  27. >o ryu do Street Fighter
  28. >o seu Celso
  29. >a rainha Elizabeth
  30. >o relampogo marguins
  31. >até ela mesma
  32. >não tinha chance
  33. >quem pisasse lá
  34. >vinha ela com a magueira e jogava água
  35. >perdi as contas de quantas vezes eu passei e tinha gente toda molhada xingando a veia
  36. >ela não dava a foda
  37. >ela não escutava mesmo
  38. >organizei um plano de nós zoarmos de noite
  39. >passar em todas as casas até chegar na dela pegando os lixos
  40. >chegar lá e jogar tudo no quintal
  41. >eles concordaram comigo
  42. >passei o plano todo em escrito
  43. >como iríamos fazer
  44. >horário
  45. >trajeto
  46. >tudo
  47. >fiz um grupo no oqueaplicativo e mandei tudo lá
  48. >tudo esquematizado
  49. >tava melhor que o plano de invasão a casa branca
  50. >não tinha como falhar
  51. >chegou a hora
  52. >22:30 na frente do mercadinho são João
  53. >cheguei primeiro
  54. >depois chegou Alexandre
  55. >e o biel logo em seguida
  56. >lá fomos nós
  57. >peguei um carrinho de mão que tinha lá em casa pra por os lixos
  58. >e lá fomos nós
  59. >tava pegando todo tipo de lixo que tinha
  60. >jogava barro em cima
  61. >pedra
  62. >tudo que encontravamos a gente jogava
  63. >Alexandre disse
  64. >"vamo passar no sacolão, sempre tem fruta podre lá"
  65. sacolão é hort frut
  66. >"caralho moleque, tu é um gênio seu macaco"
  67. >chegamos e tinha só uma caixa com manga podre
  68. >não era muito mas já dava um estrago
  69. >jogamos no carrinho e fomos
  70. >chegamos perto da casa da dona Rita
  71. >eu não estava satisfeito
  72. >subi em cima do carrinho e mijei
  73. >os moleques ficaram com nojo
  74. >"ah seu filho da puta, não vou por a mão nessa nojeira aí não"
  75. >peguei algumas sacolas que não foram afetadas pela urina
  76. >joguei o lixo por cima
  77. >revirei
  78. >"tó, põe essa porra na mão"
  79. >eles colocaram
  80. >ficamos atentos para ver se não tinha ninguém
  81. >começou a chuva de lixo
  82. >pior que barragem de mariana se rompendo
  83. >faltava uma sacola
  84. >nós ouvimos a porta se abrir
  85. >Gabriel virou o carrinho pra correr
  86. >eu não iria deixar aquila última sacola passar
  87. >num movimento ninja eu peguei a sacola e joguei
  88. >mas quando eu joguei ela arrebentou a alça
  89. >não foi na altura certa
  90. >não foi por cima do muro
  91. >foi nesse momento que a dona Rita abriu o portão
  92. >aquele lixo voou todo nela
  93. >ela olhou no fundo do meu olho
  94. >mai minino
  95. >eu corri
  96. >corri muito
  97. >muito memo
  98. >eu ouvi ela gritando
  99. >"VOCÊS VÃO ME PAGAR"
  100. >no dia seguinte eu nem fui pra escola com medo de que ela possa estar lá me esperando
  101. >como não dava pra continuar faltando pq se não minha mãe me batia
  102. >eu comecei a ir pra escola dando a volta em 2 quarteirões longe da casa dela
  103. >comecei a sair de casa 10min mais cedo
  104. >e chegava 10min atrasado
  105. >minha mãe estranhou e me perguntou o pq disso
  106. >disse que eu passava na casa dos mlks e ela ficou de boas
  107. >se passou um mês do ocorrido
  108. >voltei a passar pela rua dela
  109. >ela não jogava mais água em ninguém
  110. >Alexandre comentou
  111. >"ensinamos pra veia quem manda nessa porra, ta até em choque de jogar água dnv"
  112. >a rua voltou a ter paz
  113. >paz rs
  114. >dia random
  115. >a gente tava voltando pra casa depois da aula
  116. >sempre cortamos caminho por um campinho de terra
  117. >esse dia não foi diferente
  118. >lá vamos nós
  119. >tinha uns mlks jogando futebol lá
  120. >a bola rebateu e veio pra perto de mim
  121. >corri pra chuta-la
  122. >dei um baita de um passe digassi de passagi
  123. >olhei pro lado e vi umas vela
  124. >"ih mano, olha aqui uma macumba, cola aqui"
  125. >"nunca gostei e nunca vou gostar dessas porra, to suave, vou sair fora, flw"
  126. >Alexandre foi embora
  127. >Gabriel ficou mas disse que não chegaria perto
  128. >nunca acreditei em macumba
  129. >espírito
  130. >e essas porra toda
  131. >fui lá pra zoar o bagulho
  132. >cheguei
  133. >dei uma averiguada na situation
  134. >tinha umas vela
  135. >uns sangue
  136. >deve ser de galinha
  137. >"podia ter uns 50 conto aqui, pegava facin"
  138. >tomei distância
  139. >corri
  140. >chutei
  141. >chute mais forte que do Roberto Carlos
  142. >"CHUTA QUE É MACUMBAAAA"
  143. >voou à uns 15 metros
  144. >caiu tudo espalhado
  145. >"TOOOOUCHDOWNNNN"
  146. >Gabriel riu mas falou
  147. >"vamo mano, para de brincar com isso"
  148. >larguei a zoeira e tava pronto pra ir
  149. >olhei pro chão e tomei um susto
  150. >tinha uma cruz invertida cravada no chão
  151. >"mano, olha essa porra aqui"
  152. >quase cagou de medo
  153. >ele me disse
  154. >"mas, macumba não é anti Cristo"
  155. >eu parei
  156. >olhei pra frente tinha outra
  157. >na minha esquerda tinha outra
  158. >na direita tbm
  159. >à uns 3 metros pra traz tbm
  160. >eram 5 cruzes cravadas no chão
  161. >todas de cabeça pra baixo
  162. >Gabriel cagou de medo e correu
  163. >eu me liguei que essas 5 cruzes viradas formavam uma outra cruz no chão
  164. >e eu estava bem no meio dela
  165. >nesse momento eu travei
  166. >mesmo não acreditando eu fiquei com medo
  167. >e o filho da puta me abandonou
  168. >senti que tinha alguém de olho em mim
  169. >olhei pra traz e quem estava parada na esquina?
  170. >ela mesma
  171. >dona Rita
  172. >maluco do céu
  173. >coração desceu no cu
  174. >depois bateu no céu da boca
  175. >corri como se minha vida dependesse daquilo
  176. >mas antes de eu correr
  177. >vi que ela cochichou uma palavra em alguma língua estanha
  178. >"rache"
  179. não leia em português
  180. não é rache de rachar
  181. >foi tão baixo
  182. >não sei como eu consegui ouvir
  183. >cheguei em casa pálido
  184. >minha mãe até me perguntou se eu tava bem
  185. >no dia seguinte na escola contei pra todo mundo o que aconteceu
  186. >eles ficaram botando medo em mim
  187. >dizendo que o capeta ia puxar meu pé de noite
  188. >fiz uma de durão pra não ser zoado
  189. >mas por dentro eu tava cagado de medo
  190. >acabou a aula e eu fui pra casa
  191. >se passou uma semana e nada aconteceu
  192. >o medo que eu tinha foi embora
  193. >na sala de aula tava me sentindo o foda
  194. >"aqui é sangue ruim rapaz, demônio não peita não"
  195. >quando eu senti uma vontade imensa de tacar a borracha na professora
  196. >ouvi uma voz na mesma língua estranha que a dona Rita cochichou falando dnv
  197. >"gehorchen"
  198. >olhei pra traz pra ver se tinha alguém zoando
  199. >mas eu tava na última cadeira mano
  200. >e a voz continuava flodando na minha mente
  201. >só falava "gehorchen"
  202. >me mandava atirar a borracha
  203. >não diretamente
  204. >mas eu entendi que era ela mandando quando sentia as vontades
  205. >a voz mais sombria e macabra que ouvi na minha vida
  206. >a voz só ia aumentando na minha cabeça
  207. >e a vontade aumentando junto
  208. >me deu uma forte dor na cabeça
  209. >então eu peguei a borracha e atirei com toda força
  210. >a professora tava de costa escrevendo na Lousa
  211. >a borracha acertou em cheio a cabeça dela
  212. >a voz
  213. >a vontade
  214. >a dor
  215. >tudo parou assim que joguei a borracha
  216. >a sala caiu de rir
  217. >ficaram 15 minutos rindo
  218. >ninguém tinha caguetado
  219. >até a bianca falar
  220. >era a nerd da sala
  221. >fui pra diretoria e peguei 3 dias de suspensão
  222. >minha mãe ficou boladona
  223. >me espancou
  224. >eu disse que fui jogar a borracha pro meu amigo e acertou nela sem querer
  225. >faltava 1 dia pra acabar a suspensão
  226. >tava no mercado
  227. >vi a bianca
  228. >ia chegar xingando ela
  229. >mas a voz veio dnv na minha cabeça
  230. >aquela mesma voz sombria
  231. >aquela mesma vontade
  232. >aquela mesma dor
  233. >e tava ficando cada vez mais forte
  234. >e eu sabia que pra parar teria que obedecer a vontade que a voz mandava
  235. >e dessa vez ela mandava eu jogar o carrinho de compra em cima dela
  236. >"gehorchen"
  237. >avistei um carrinho parado
  238. >tava cheio de coisas
  239. >pesado
  240. >tomei distância
  241. >corri e joguei
  242. >ela tava de costa
  243. >ela é magrinha
  244. >o carrinho acertou na costa dela
  245. >nessa hora eu já tava na rua fazia tempo
  246. >correndo igual um louco
  247. >no dia seguinte na escola
  248. >a professora disse pra classe que bianca havia se machucado no mercado
  249. >ela caiu e quebrou o braço
  250. >bateu a cabeça
  251. >ficou com traumatismo craniano
  252. >alguém sabe pq a bianca usa aquele capacete?
  253. >tava em estado grave na UTI
  254. >eu gelei
  255. >eu não queria que acontecesse isso
  256. >era só pra eu sentir a vingança
  257. >mas uma vingança suave
  258. >não era pra ela se machucar de verdade
  259. >"sábado nós da escola iremos lá visitar ela, quem quiser ir coloca o nome e o telefone nessa folha que eu vou estar passando"
  260. >eu tinha que ir
  261. >afinal
  262. >eu causei isso
  263. >mesmo não gostando dela tinha que ir lá dar uma força
  264. >chegou sábado
  265. >comprei uma caixinha de bombom
  266. >fui lá
  267. >chegando lá eu vi que ela estava pior do que falaram
  268. >a cabeça dela estava mega inchada
  269. >ela estava respirando por aparelhos
  270. >me senti culpado e comecei a chorar
  271. >me debrucei sobre o corpo dela
  272. >todos saíram da sala
  273. >queriam me deixar sozinho com ela pq achavam que eu era afim dela
  274. >quando eu estava ali sozinho com ela
  275. >a voz sombria voltou
  276. >a dor 4x mais forte tbm
  277. >e dessa vez era pra eu cortar o fio do aparelho
  278. >"gehorchen"
  279. >cada segundo a dor se intensificava
  280. >peguei um bisturi que estava na mesa
  281. >e cortei o fio em um ponto cego
  282. >comecei a gritar loucamente que ela estava morrendo
  283. >entraram os médicos
  284. >entraram todo mundo
  285. >tentaram tirar da tomada e colocar dnv mas nada
  286. >fizeram de tudo
  287. >vieram os seguranças e tiraram todos da sala
  288. >na última olhada que dei eu vi um dos médicos acenando pro outro
  289. >e fazendo sinal negativo com a cabeça
  290. >bianca estava morta
  291. >fomos todos embora muito abalados
  292. >cheguei em casa e eu não conseguia chorar
  293. >não estava tão triste com o ocorrido
  294. >as aulas foram suspensas por 1 semana
  295. >na quinta feira a polícia veio em casa
  296. >disseram que eu teria de prestar depoimento
  297. >descobriram o fio cortado
  298. >e viram que eu fiquei sozinho lá
  299. >fizeram milhões de perguntas
  300. >entraram na minha mente
  301. >confessei que fui eu
  302. >disseram que eu teria que fazer tratamento psicológico numa clínica
  303. >o investigador disse
  304. >"mande esse muleque lá pro xui, essa porra é louco, tem que mofar lá"
  305. >tava ali naquela sala
  306. >sentado, chorando e de cabeça baixa
  307. >a voz veio mais uma vez
  308. >eu não exitei tanto em fazer
  309. >já tava me acostumando
  310. >"gehorchen" saiu da minha boca
  311. >com uma voz grossa
  312. >eu peguei o cadeado que estava em cima da mesa e atirei direto na cara do investigador
  313. >explodiu o nariz dele
  314. >deve ter quebrado
  315. >ele veio pra me bater mas os outros policiais o seguraram
  316. >"você é um capeta muleque, vou te matar quando sair de lá"
  317. >fui mandado pra clínica
  318. >ficava em quarto separado dos outros e sempre trancado
  319. >dia random
  320. >tava no quarto
  321. >desmaiei
  322. >acordei em uma sala escura
  323. >deitado numa mesa
  324. >só tinha uma mesa e uma TV
  325. >a TV estava ligada
  326. >pan pan pan pan pan panpanpan pan, pan pan pan pan pan panpanpan pan panpan... pan
  327. >plantão da globo
  328. >leia dnv cantando
  329. >"na tarde de domingo um jovem que estava internado em um clínica de psiquiátrica fugiu. Antes de escapar ele deixou o caos na clínica, deixando duas pessoas feridas e uma morta. se você souber qualquer informação sobre o paradeiro do mesmo, deve informar as autoridades locais"
  330. >mostraram minha foto
  331. >no que eu me tornei?
  332. >do nothing eu ouvi novamente a voz
  333. >dessa vez não era da minha cabeça
  334. >estava na sala cmg
  335. >olhei pra traz
  336. >ele estava ali
  337. >no escuro
  338. >queria saber quem era
  339. >dei um passo pra frente
  340. >e a coisa deu um grito ensurdecedor
  341. >"NIIIIIIICHHHTTTT"
  342. >parei na hora
  343. >ele disse mais algumas palavras que eu não entendi nada
  344. >mas de alguma forma eu sabia o que significava
  345. >"mafistófeles... gehorchen...rache...toten..."
  346. >aquela voz
  347. >cochichando
  348. >arrepiou até o cabelo do meu cu
  349. >a luz se apagou e eu desmaiei novamente
  350. >acordei debaixo de uma cama
  351. >era de noite
  352. >ouvi um ronco
  353. >me levantei e olhei pra cama
  354. >era o investigador
  355. >a voz veio na mente
  356. >com a mesma fala de sempre
  357. >"gehorchen"
  358. >eu não tinha mais dor
  359. >mas também não precisava mais dela
  360. >eu fazia sem exitar
  361. >parecia que já conhecia a casa
  362. >na segunda gaveta do guarda roupa embaixo das camisas tinha uma pistola
  363. >9mm
  364. >dei um tiro na cabeça da mulher dele que morreu instantaneamente
  365. >ele acordou assustado e me viu ali
  366. >eu cochichei com a voz grossa
  367. >"rache"
  368. >ele de joelhos pedindo perdão
  369. >dei um tiro na testa dele
  370. >morreu na hora
  371. >fui sair da casa
  372. >a voz me mandou ligar todas as bocas do fogão pro gás sair
  373. >não entendi mas liguei e sai
  374. >desmaiei e acordei novamente na sala com mais uma matéria passando na televisão
  375. >"hoje pela madrugada uma família foi morta a tiros. na casa ainda tinham duas crianças que morreram devido ao gás que ficou ligado e espalhou-se pela casa"
  376. >fiquei puto
  377. >não queria matar as crianças
  378. >fui pra cima daquela coisa e quando fui dar um murro
  379. >cai e desmaiei novamente
  380. >acordei na minha cama
  381. >levantei assustado
  382. >"ainda bem, foi só um sonho"
  383. >levantei e fui beber água
  384. >cheguei na escada
  385. >no final dela a coisa tava lá
  386. >aquela sombra preta imensa parada >acendi a luz e ela sumiu
  387. >e apareceu direto na minha mente
  388. >mais forte como nunca
  389. >dessa vez gritando
  390. >"GEHORCHEN"
  391. >a voz estava me mandando matar minha mãe
  392. >sabia que era ela mandando
  393. >essas vontades era ela que me fazia ter
  394. >eu não ia fazer isso não importasse a dor
  395. >resisti o máximo possível
  396. >desmaiei novamente
  397. >acordei deitado no chão ao lado da cama da minha mãe
  398. >ela estava morta com umas 382726 facadas
  399. >eu matei minha mãe
  400. >cai e comecei a chorar
  401. >não aguentava mais isso
  402. >não queria mais matar ninguém
  403. >queria minha vida de volta
  404. >me levantei
  405. >decidido a me matar
  406. >quando ia enfiar a faca no meu peito
  407. >eu ouvi a voz
  408. >ela estava ali
  409. >quando virei
  410. >dona Rita estava parada
  411. >me olhando
  412. >cochichou
  413. >"Roche... freilos"
  414. >ela tirou uma faca do tamanho da minha perna e passou direto pelo meu pescoço
  415. >antes de morrer eu vi várias coisas
  416. >vi que eu era só mais um no ciclo
  417. >ela fazia isso com todos que ousassem fazer algo com ela
  418. >vi também que ela tinha voltado a jogar água em quem passasse na calçada
  419. >e a última "visão"
  420. >foi algumas crianças passando pela calçada dela
  421. >ela jogou água
  422. >acertou em todas
  423. >e uma das crianças disse
  424. >"vamo zoa essa veia?"
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