- GNU gdb 6.3.50-20050815 (Apple version gdb-1703) (Thu May 26 17:11:52 UTC 2011)
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- content = "<div class=\"imagem_wyiwyg\" style=\"width: 600px;\">\n<p><br /><img title=\"frame-miranda-kassin-e-andre\" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=frame-miranda-kassin-e-andre.jpg_._333_._600\" alt=\"frame-miranda-kassin-e-andre\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">Andr\U00e9 e a namorada Miranda Kassin no TripFM</p>\n</div>\n<p><strong>Por: Alexandre Potascheff</strong></p>\n<p>As regras s\U00e3o as mesmas de sempre: selecionar a op\U00e7\U00e3o \U201cShuffle Songs\U201d (ou \U201cM\U00fasicas Aleat\U00f3rias\U201d) do seu aparelho de mp3, apertar o play e deixar rolar cinco m\U00fasicas. Sem pular, sem trocar, sem playlist, sem subterf\U00fagios.</p>\n<p><strong>Andr\U00e9 Frateschi </strong>\U00e9 ator. J\U00e1 participou de diversas novelas e miniss\U00e9ries da Rede Globo.\U00a0</p>\n<p>Andr\U00e9 Frateschi \U00e9 cantor. Faz trabalhos sensacionais como interprete de Tom Waits e David Bowie e uma dupla maravilhosa com sua esposa, a Miranda Kassim, com quem lan\U00e7ou o disco \U00a0Hits do Underground, com regrava\U00e7\U00f5es de cl\U00e1ssicos de bandas que se destacaram, na primeira d\U00e9cada dos anos 2000, na cena independente brasileira.\U00a0</p>\n<p>Andr\U00e9 Frateschi \U00e9 um fanfarr\U00e3o e faz composi\U00e7\U00f5es como essa: <a href=\"http://t.co/L9wv0Ck\" target=\"_blank\">http://t.co/L9wv0Ck</a></p>\n<p>Andr\U00e9 Frateschi \U00e9 o convidado dessa semana do <strong>ShuffleTrip</strong> (com direito a pegadinha dos deuses do Shuffle, eba!). Aperte o play.\U00a0</p>\n<p><strong>Etta James</strong> \U2013 \"I'd Rather Go Blind\"<br /><strong>Queen</strong> \U2013 \"Seven Seas of Rhye\"<br /><strong>Seal</strong> \U2013 \"Knock on Wood\"<br /><strong>Diana Ross and Lionel Richie</strong> \U2013 \"Endless Love\"<br /><strong>Beck</strong> \U2013 \"Volcano\"</p>";
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- lead = "Cantor, ator e compositor aperta o shuffle e revela algumas p\U00e9rolas presentes no seu iPod";
- title = "Andr\U00e9 Frateschi";
- topic = "M\U00fasica";
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- },
- {
- author = "Luiz Filipe Tavares";
- content = "<div class=\"imagem_wyiwyg\" style=\"width: 600px;\">\n<p class=\"img_credito\"><br />Divulga\U00e7\U00e3o</p>\n<p><img title=\"Multi-foco da Lytro\" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=lytro1-horz.jpg_._308_._600\" alt=\"Multi-foco da Lytro\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">Multi-foco da Lytro</p>\n</div>\n<p>Na coluna de Ricardo Setti no <a title=\"Veja\" href=\"http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/a-camera-que-pode-mudar-para-sempre-a-fotografia/?utm_source=twitterfeed\" target=\"_blank\">site da Veja</a>, a rep\U00f3rter Domitila Becker usou um exemplo perfeito para falar sobre a tecnologia em desenvolvimento nos laborat\U00f3rios da empresa americana Lytro: um sensor de nitidez que gera infinitos pontos de foco simult\U00e2neos em uma mesma imagem fotogr\U00e1fica. Isso significa que, a partir do lan\U00e7amento desta revolucion\U00e1ria c\U00e2mera, escolher o ponto focal em uma imagem passar\U00e1 a ser processo virtualmente obsoleto no mundo da fotografia digital. Ent\U00e3o pedimos licen\U00e7a para citar o exemplo comentado acima:</p>\n<p><em>\"\U201cDigam xiiiiis!\U201d, grita o fot\U00f3grafo improvisado enquanto tenta enquadrar na mesma telinha da c\U00e2mera digital um grupo de cinco inquietos amigos e uma gigantesca torre. O fot\U00f3grafo nem precisa decidir quem ser\U00e1 o ator principal do retrato. O foco autom\U00e1tico da m\U00e1quina d\U00e1 prioridade para os sorrisos no primeiro plano. E o monumento atr\U00e1s fica irremediavelmente emba\U00e7ado para toda a posteridade, certo? N\U00e3o mais.\"</em></p>\n<p>Explicando. A c\U00e2mera da Lytro opera captando todos os raios de luz diante do obturador. Claro que a empresa ainda n\U00e3o divulgou todas as informa\U00e7\U00f5es tecnicas do prot\U00f3tipo, mas j\U00e1 afirmaram que o equipamento vai operar com uma s\U00e9rie de lentes menores entre a lente principal e o sensor fotogr\U00e1fico. A ideia \U00e9 produzir uma c\U00e2mera leve e barata, sem mecanismo de foco embutido e que seja mais r\U00e1pida e eficiente que as c\U00e2meras mais tradicionais, mesmo as mais modernas.</p>\n<p>Para o tratamento e corre\U00e7\U00e3o das imagens clicadas com o prot\U00f3tipo, a empresa conta com um software atualmente em desenvolvimento pela equipe de Kurt Akeley, um dos fundadores da Silicon Graphics, que foi durante muito tempo a maior empresa de computa\U00e7\U00e3o gr\U00e1fica de todos os Estados Unidos. Com um or\U00e7amento que j\U00e1 superou a marca dos US$ 50 milh\U00f5es, a Lytro espera ser capaz de lan\U00e7ar ainda este ano uma vers\U00e3o comercial da maquininha de milagres.</p>\n<p><a title=\"Lytro\" href=\"http://www.lytro.com/picture_gallery\" target=\"_blank\">No site da empresa</a> voc\U00ea pode explorar algumas imagens clicadas pelos prot\U00f3tipos e ter a primeira sensa\U00e7\U00e3o da capacidade do controle virtual de foco. Mesmo ainda muito inferior \U00e0s funcionalidades prometida pela empresa, a perspectiva para o desenvolvimento desta nova tecnologia \U00e9 excelente. Visite a galeria de foco e zoom interativo da marca e espie essa nova forma de fotografar em funcionamento.\U00a0</p>\n<p><strong>Vai l\U00e1:\U00a0</strong><a href=\"http://www.lytro.com/\">www.lytro.com</a></p>";
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- lead = "Nova c\U00e2mera permitir\U00e1 infinitos pontos de foco simult\U00e2neos em uma mesma imagem";
- title = "Foco total";
- topic = Tecnologia;
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- {
- author = "Luiz Filipe Tavares";
- content = "<p>Casado, 30 anos, um filho de um ano e meio com mais uma menina a caminho, a biografia do curitibano <strong><a title=\"Serie Waves\" href=\"http://www.seriewaves.com/\" target=\"_blank\">Tom Veiga</a></strong> se confunde com a de tantos outros artistas de sua faixa de idade. Trabalhando como diretor de arte em uma ag\U00eancia de publicidade do Paran\U00e1 ele encontrou o equil\U00edbrio exato que precisava para desenvolver sua arte, ou melhor, surfarte. Inspirado pelas mais famosas ondas e praias do mundo, o designer/publicit\U00e1rio encarna o seu lado mais artista pl\U00e1stico sempre que pode e explora com cores vivas o universo do surf mundial nos mais variados meios poss\U00edveis.</p>\n<p>Trabalhando com design desde os 19 anos, Tom demorou algum tempo para explorar os mares da cultura surf. Anos mais tarde, aos 23, j\U00e1 comprava todas as revistas sobre o esporte que encontrava. Ali come\U00e7ou a absorver refer\U00eancias para seus trabalhos do dia a dia e acabou encantado com o estilo de vida, indo atr\U00e1s de campeonatos, v\U00eddeos, viagens e estudos para enfim encontrar exatamente o que queria para sua arte: a express\U00e3o simples do sentimento trazido pelas ondas ao amante do bom surf. Assim nasceu a <a title=\"S\U00e9rie Waves Blog\" href=\"http://seriewaves.wordpress.com/\" target=\"_blank\">S\U00e9rie Waves</a>, que ocupa a maior parte do trabalho art\U00edstico do designer e que j\U00e1 est\U00e1 virando refer\U00eancia por aqui quando o assunto \U00e9 arte do surf.</p>\n<div class=\"imagem_wyiwyg rightImg\" style=\"width: 300px;\">\n<p class=\"img_credito\">Tom Veiga</p>\n<p><img title=\"S\U00e9rie Waves\" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=5369724740-e1f87bed71-z.jpg_._371_._300\" alt=\"S\U00e9rie Waves\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">S\U00e9rie Waves</p>\n</div>\n<p>\"Em 2003 descobri que alguns artistas que tinham suas obras inspiradas no mar e isso me impactou muito\", ele contou em entrevista exclusiva \U00e0 <strong>Trip</strong>. \"N\U00e3o sabia que existiam pessoas que expressavam ondas com sua arte. Foi quando pensei em desenvolver uma forma de tamb\U00e9m expressar a minha vis\U00e3o das ondas, depois de anos de estudo, rabiscos, testes com v\U00e1rios tipos de tintas e materiais. Finalmente o design chegou a um resultado final que me agradasse e consegui, atrav\U00e9s dessas duas paix\U00f5es - ondas e design - criar um estilo pr\U00f3prio e uma linguagem bem particular para minha arte, que hoje j\U00e1 se tornou uma esp\U00e9cie de assinatura do meu trabalho.\"</p>\n<p>\"Minha arte procura refletir ao m\U00e1ximo as caracter\U00edsticas \U00fanicas de cada onda usando o m\U00ednimo de tra\U00e7os poss\U00edveis, trabalhando com muita cor, movimento e contraste. A maioria dos artistas representam ondas de uma forma mais natural e real. Com o meu tra\U00e7o, eu fa\U00e7o uma releitura de cada onda. Procuro fazer as pessoas refletirem sobre cada onda, mostrando que o mar \U00e9 um s\U00f3 mas que cada onda tem sua particularidade e personalidade. O meu processo criativo \U00e9 bem amplo, sempre ando com l\U00e1pis e papel na m\U00e3o porque n\U00e3o sei quando vou ter um momento de inspira\U00e7\U00e3o. A inspira\U00e7\U00e3o pode vir atrav\U00e9s de uma viagem com a fam\U00edlia para a praia, atrav\U00e9s de uma revista, DVD ou site relacionado ao surf, as vezes at\U00e9 um campeonato... muitas coisas podem dar o inicio a um desenho.\"</p>\n<p>Apesar do amor incondicional pelo esporte e pelos grandes palcos do surf ao redor do mundo, Tom confessa entre dentes que n\U00e3o surfa. Um problema de joelho, fruto de um momento n\U00e3o muito feliz em uma partida amistosa de futebol, acabou tirando Tom da carreira de surfista anos antes do interesse no esporte emergir. Na pintura, pelo menos, podemos dizer que ele sabe tudo de surf, mesmo sem encarar o mar sobre uma prancha.\U00a0</p>\n<blockquote>\n<p>\"Aqui as pessoas compram produtos com a arte, um shape, um skate, mas n\U00e3o compram um quadro. Mas ver meu trabalho em uma galeria de arte ou em um shape de skate me d\U00e1 a mesma sensa\U00e7\U00e3o de realiza\U00e7\U00e3o\"</p>\n</blockquote>\n<p>\"Por incr\U00edvel que pare\U00e7a eu n\U00e3o surfo\", ri o designer. \"Mas a arte faz eu me aproximar das sensa\U00e7\U00f5es da cultura surf. N\U00e3o surfo porque tive uma contus\U00e3o no joelho quando jogava futebol e isso me impede hoje de fazer alguns movimentos que nos surf s\U00e3o b\U00e1sicos. Mas isso n\U00e3o me impede se ser envolvido por esse esporte. Vou a campeonatos, fa\U00e7o cole\U00e7\U00e3o de revistas, DVDs de surf, acompanho pela internet, viajo em busca de inspira\U00e7\U00e3o e estou sempre bem ligado \U00e0 essa cultura. Meu estilo \U00e9 a uni\U00e3o do design com as ondas, ent\U00e3o tra\U00e7os r\U00e1pidos, curvas leves, cores e contrastes identificam meu estilo.\"</p>\n<p>Para os pr\U00f3ximos meses, Tom Veiga promete criar novas artes para estampar suas almofadas, cangas, t\U00eanis, bolsas, e uma s\U00e9rie novas para exposi\U00e7\U00e3o de pranchas que deve entrar em circuito ainda no segundo semestre deste ano. Os novos trabalhos chegam se somam \U00e0s dezenas de produtos j\U00e1 desenhados pelo designer. E \U00e9 essa varia\U00e7\U00e3o de meios que tamb\U00e9m enche os olhos na sua arte. Independentemente do formato, Tom se dedica da mesma forma e sempre consegue adaptar seu estilo para o objeto em quest\U00e3o.</p>\n<p>\"Eu gosto de criar para exposi\U00e7\U00f5es e para produtos. O processo \U00e9 muito bom, ele relaxa e me faz ficar pr\U00f3ximo do mar, j\U00e1 que n\U00e3o tenho acesso a ele todos os dias aqui em Curitiba. Mas como aqui no Brasil as pessoas ainda n\U00e3o consomem muito a arte como l\U00e1 fora, ent\U00e3o \U00e9 preciso mesclar quadros e produtos. Aqui as pessoas compram produtos com a arte, um shape, um skate, mas n\U00e3o compram um quadro. Mas ver meu trabalho em uma galeria de arte ou em um shape de skate me d\U00e1 a mesma sensa\U00e7\U00e3o de realiza\U00e7\U00e3o.\"</p>\n<p><strong>Vai l\U00e1:</strong> <a title=\"Flickr\" href=\"http://www.flickr.com/photos/tom_veiga\" target=\"_blank\">Portf\U00f3lio Tom Veiga</a></p>";
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- date = "2011-07-05 00:00:00";
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- lead = "Conhe\U00e7a o design de Tom Veiga, que tira das ondas e praias a inspira\U00e7\U00e3o para sua arte";
- title = "Mar de tinta";
- topic = Design;
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- {
- author = "Andr\U00e9 Caramuru Aubert*";
- content = "<div class=\"imagem_wyiwyg\" style=\"width: 620px;\">\n<p class=\"img_credito\">Reprodu\U00e7\U00e3o</p>\n<p><img src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=trip-200-caramuru-0001.jpg_._289_._620\" alt=\"\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">\U00a0</p>\n</div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Como quase tudo na vida, de sexo a comida. o que faz bem ou mal n\U00e3o \U00e9 a coisa em sim, mas a medida. Acho o fim da picada o estado me dizer o que eu posso ou n\U00e3o colocar no meu pulm\U00e3o</h3>\n<p>Apesar do que diz sua av\U00f3, a maconha n\U00e3o foi descoberta por Bob Marley ou por algum outro mau elemento. Ela \U00e9 consumida por seres humanos h\U00e1 milhares de anos, e alguns pesquisadores afirmam que as evid\U00eancias de uso da <em>Cannabis</em> chegam ao terceiro mil\U00eanio antes de Cristo. Al\U00e9m disso, ela tem sido utilizada, seja para fins religiosos, curativos ou simplesmente por prazer, por uma infinidade de civiliza\U00e7\U00f5es em todo o planeta, incluindo os ass\U00edrios e os antigos chineses e hindus. Ou seja, a maconha foi parte normal da vida de muita gente ao longo de muito tempo, at\U00e9 que no s\U00e9culo 20 ela come\U00e7ou a virar \U201cfora da lei\U201d, menos por culpa dela e mais por conta do \U00f3pio, ou, melhor, por conta das tardias consequ\U00eancias da Guerra do \U00d3pio, a guerra que inventou o narcotr\U00e1fico.<br /><br />A Guerra do \U00d3pio, travada pela Gr\U00e3-Bretanha (com a ajuda da Fran\U00e7a e dos Estados Unidos) contra a China entre 1839 e 1860, foi um dos cap\U00edtulos mais vergonhosos da hist\U00f3ria do imperialismo ocidental. Resumindo os fatos, a China foi invadida (e massacrada) porque decidiu proibir a importa\U00e7\U00e3o de \U00f3pio, com\U00e9rcio que estava dando muito dinheiro aos \U201cexportadores\U201d e se tornando um terr\U00edvel caso de sa\U00fade p\U00fablica para os chineses. Mas como o consumo do \U00f3pio come\U00e7ou a escapar ao controle dos \U201cexportadores\U201d, atingindo tamb\U00e9m os europeus, as discuss\U00f5es a respeito levaram a uma primeira confer\U00eancia sobre o assunto, em Xangai, em 1909.<br /><br />Houve depois disso tr\U00eas conven\U00e7\U00f5es internacionais (que foram gradativamente ampliando a \U00e1rea do debate para al\U00e9m do \U00f3pio), at\U00e9 que a quarta, em 1924, em Genebra, recomendou um endurecimento dos governos com rela\U00e7\U00e3o ao consumo e ao com\U00e9rcio de entorpecentes em geral. A partir da\U00ed, a maconha seria levada \U00e0 ilegalidade em praticamente todos os pa\U00edses, como a Inglaterra em 1928 e os Estados Unidos em 1937. Havia, \U00e9 claro, um forte componente moralista, pois a lei seca contra o consumo de \U00e1lcool tamb\U00e9m vigorou, mais ou menos na mesma \U00e9poca, nos Estados Unidos e em outros lugares.<br /><br /><strong>Escolha sua fuma\U00e7a</strong><br />Da mesma forma como a lei seca norte-americana alimentou a m\U00e1fia, que de quadrilha \U00e9tnica de gueto virou uma for\U00e7a fora de controle (tendo como efeito colateral o crescimento vertiginoso da corrup\U00e7\U00e3o na pol\U00edcia e na justi\U00e7a daquele pa\U00eds), a proibi\U00e7\U00e3o do consumo de maconha e de outras drogas fez dos narcotraficantes uma das grandes e globalizadas trag\U00e9dias do mundo contempor\U00e2neo. Por outro lado, o trauma causado pelos pesados efeitos derivados do uso do \U00f3pio, a partir da segunda metade do s\U00e9culo 19, levou a uma escalada do moralismo com rela\U00e7\U00e3o \U00e0s drogas, que contaminou muita gente, de l\U00edderes religiosos a pol\U00edticos oportunistas, chegando at\U00e9 mesmo a m\U00e9dicos e cientistas. Um efeito que se faz sentir at\U00e9 hoje e que turva qualquer debate s\U00e9rio a respeito do assunto. Al\U00e9m de ignorar que o que faz realmente mal \U00e0 sa\U00fade de todos n\U00f3s, muito mais que as drogas, \U00e9 o tr\U00e1fico.<br /><br />O debate sobre a maconha (e outras drogas) deveria ser reduzido a duas quest\U00f5es b\U00e1sicas. A primeira: o uso que voc\U00ea faz de um determinado produto representa risco para outras pessoas? Se sim, ele pode e deve ser alvo de restri\U00e7\U00e3o ou proibi\U00e7\U00e3o pelo Estado. Se n\U00e3o, ele n\U00e3o deveria sequer ser objeto de discuss\U00e3o. E a segunda: o uso desse produto faz mal a voc\U00ea? Se sim, voc\U00ea deveria pensar melhor a respeito disso, em seu pr\U00f3prio benef\U00edcio. Problema seu. E pronto. Al\U00e9m disso, como quase tudo na vida, de sexo a comida, o que faz bem ou mal n\U00e3o \U00e9 a coisa em si, mas a medida. E, n\U00e3o, eu n\U00e3o fumo. Nem cigarro comum, nem cachimbo, charuto ou maconha. N\U00e3o gosto e n\U00e3o acho que me fa\U00e7am bem. O que eu acho o fim da picada \U00e9 o Estado ou as pessoas com s\U00edndrome de s\U00edndico ficarem me dizendo o que eu posso ou n\U00e3o colocar nos meus pulm\U00f5es, ainda mais porque, ali\U00e1s, eles fazem muito pouco com rela\U00e7\U00e3o \U00e0 fuma\U00e7a que eu, vivendo em S\U00e3o Paulo, sou obrigado a inalar todos os dias.</p>\n<p><strong>*Andr\U00e9 Caramuru Aubert</strong>, 48, \U00e9 historiador e trabalha com tecnologia. Seu e-mail \U00e9 acaramuru@trip.com.br</p>";
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- lead = "Andr\U00e9 Caramuru: \"\U00c9 o fim o Estado me dizer o que eu posso ou n\U00e3o colocar no meu pulm\U00e3o\"";
- title = "S\U00edndrome de s\U00edndico";
- topic = Comportamento;
- topicId = 13;
- },
- {
- author = "Lia Hama";
- content = "<div class=\"imagem_wyiwyg\" style=\"width: 620px;\">\n<p class=\"img_credito\">Domenico Pugliese</p>\n<p><img title=\"\U00c0 esquerda: Maconha medicinal vendida em dispens\U00e1rio na Calif\U00f3rnia l Maconha apreendida na fronteira do M\U00e9xico com os EUA\" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=trip-200-maconha-medicinal-0010.jpg_._341_._620\" alt=\"\U00c0 esquerda: Maconha medicinal vendida em dispens\U00e1rio na Calif\U00f3rnia l Maconha apreendida na fronteira do M\U00e9xico com os EUA\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">\U00c0 esquerda: Maconha medicinal vendida em dispens\U00e1rio na Calif\U00f3rnia l Maconha apreendida na fronteira do M\U00e9xico com os EUA</p>\n</div>\n<p>\U00a0</p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Nos bastidores de universidades, m\U00e9dicos e especialistas conspiram para a cria\U00e7\U00e3o de uma ag\U00eancia para regulamentar o uso medicinal da maconha no Brasil</h3>\n<p style=\"text-align: left;\">Pouco se fala sobre o assunto, mas h\U00e1 uma brecha na lei de 2006 sobre drogas que abre a possibilidade de criar no Brasil uma ag\U00eancia para o uso medicinal da maconha, assim como j\U00e1 existem \U00f3rg\U00e3os semelhantes em pa\U00edses como Holanda, Canad\U00e1 e Reino Unido. \"\U00c9 algo que passou meio batido, mas est\U00e1 l\U00e1\", afirma o professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp Elisaldo Carlini, um dos mais respeitados especialistas nos estudos sobre maconha no Brasil. Fundador do Cebrid (Centro Brasileiro de Informa\U00e7\U00f5es sobre Drogas Psicotr\U00f3picas) e membro do comit\U00ea de peritos da Organiza\U00e7\U00e3o Mundial da Sa\U00fade sobre \U00e1lcool e drogas, Carlini, 81 anos, \U00e9 um dos pioneiros nessa \U00e1rea no pa\U00eds, onde atua h\U00e1 quase seis d\U00e9cadas.<br /><br />Em maio do ano passado, Carlini organizou um simp\U00f3sio internacional em S\U00e3o Paulo para discutir os efeitos terap\U00eauticos da maconha e a cria\U00e7\U00e3o de uma ag\U00eancia brasileira reguladora da <em>Cannabis </em>medicinal. No fim do evento, foi elaborada uma carta com um pedido ao governo para que seja criada a ag\U00eancia com base na lei 11.343 de 23 de agosto de 2006 e no decreto 5.912 de 27 de setembro do mesmo ano (veja na p\U00e1g. ao lado). Para ser implementada, a proposta precisa do aval do Conad (Conselho Nacional de Pol\U00edticas sobre Drogas), \U00f3rg\U00e3o respons\U00e1vel por estabelecer as orienta\U00e7\U00f5es da pol\U00edtica sobre drogas, com representantes do governo e da sociedade civil. No Conad, a iniciativa n\U00e3o foi colocada em discuss\U00e3o.<br /><br />Pela proposta do Cebrid, o Minist\U00e9rio da Sa\U00fade \U2013 por meio da nova ag\U00eancia \U2013 seria o respons\U00e1vel pelo controle do plantio, coleta, prepara\U00e7\U00e3o e distribui\U00e7\U00e3o dos medicamentos \U00e0 base de maconha. Carlini, no entanto, reconhece que h\U00e1 forte resist\U00eancia para que isso aconte\U00e7a. \"Quando o assunto \U00e9 maconha, os debates s\U00e3o acalorados. H\U00e1 muito conservadorismo. Muitos ainda veem a maconha como a 'erva do diabo'. Acham que liberar a maconha medicinal \U00e9 o primeiro passo para o 'liberou geral'. Por isso, querem manter proibido o uso terap\U00eautico tamb\U00e9m, o que \U00e9 um erro\", diz o doutor. Um dos especialistas contr\U00e1rios \U00e0 iniciativa \U00e9 Ronaldo Laranjeira, professor titular do departamento de psiquiatria da Unifesp e coordenador da Uniad (Unidade de Pesquisa em \U00c1lcool e Drogas). \"Sou contra. A maconha n\U00e3o \U00e9 uma droga diferente das outras. Faltam evid\U00eancias de que seria um bom investimento cient\U00edfico e m\U00e9dico criar um \U00f3rg\U00e3o como esse. Al\U00e9m disso, j\U00e1 existem ag\U00eancias como CNPq e Fapesp que podem estimular pesquisas sobre maconha\", argumenta.<br /><br />Os defensores da nova ag\U00eancia, no entanto, reclamam que existe hoje uma enorme burocracia para fazer esses estudos no pa\U00eds. \"Voc\U00ea tem que elaborar um projeto que precisa ser aprovado pelo conselho de \U00e9tica da institui\U00e7\U00e3o que vai fazer a pesquisa. Esse projeto deve ser enviado a Bras\U00edlia para ser aprovado no Minist\U00e9rio da Sa\U00fade para ent\U00e3o ser poss\U00edvel importar a maconha. Depois h\U00e1 toda uma burocracia para a importa\U00e7\U00e3o. Tudo isso leva anos e acaba inviabilizando os estudos\", diz Carlini. Al\U00e9m das pesquisas sobre a planta, o professor defende que a popula\U00e7\U00e3o possa ter acesso a ela por meio do uso m\U00e9dico controlado. \"Mas sou a favor apenas do uso medicinal. Sou contra o uso recreativo\", faz quest\U00e3o de frisar o professor.<br /><br />Carlini aponta uma s\U00e9rie de indica\U00e7\U00f5es terap\U00eauticas da maconha, como aliviar os enjoos provocados pela quimioterapia em pacientes com c\U00e2ncer ou aumentar o apetite em pessoas com Aids. Medicamentos \U00e0 base da Cannabis sativa j\U00e1 s\U00e3o comercializados em pa\U00edses como Canad\U00e1, Reino Unido e Holanda e em regi\U00f5es dos EUA. A Calif\U00f3rnia foi o primeiro Estado americano a legalizar o uso da maconha para fins medicinais ap\U00f3s plebiscito em 1996. Desde ent\U00e3o outros 15 Estados seguiram o exemplo. Em solo californiano, qualquer residente acima de 18 anos com prescri\U00e7\U00e3o m\U00e9dica pode comprar rem\U00e9dios \U00e0 base da planta em farm\U00e1cias especializadas.</p>\n<div class=\"imagem_wyiwyg rightImg\" style=\"width: 300px; text-align: left;\">\n<p class=\"img_credito\">Reprodu\U00e7\U00e3o</p>\n<p><img title=\"A rainha Vit\U00f3ria, cujo m\U00e9dico prescrevia a planta em fins do s\U00e9culo 19\" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=trip-200-maconha-medicinal-003.jpg_._409_._300\" alt=\"A rainha Vit\U00f3ria, cujo m\U00e9dico prescrevia a planta em fins do s\U00e9culo 19\" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">A rainha Vit\U00f3ria, cujo m\U00e9dico prescrevia a planta em fins do s\U00e9culo 19</p>\n</div>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>AT\U00c9 A RAINHA VIT\U00d3RIA</strong><br />Mas, se hoje o uso m\U00e9dico da maconha provoca um debate acalorado, h\U00e1 um s\U00e9culo ele era permitido em diversos pa\U00edses, inclusive no Brasil. No in\U00edcio do s\U00e9culo 20, a planta era encontrada nas farm\U00e1cias do pa\U00eds como um medicamento sob a forma de cigarros. Uma propaganda de 1905 indicava as cigarrilhas Grimault para \"asma, catarros e ins\U00f4nia\". Na Inglaterra, em fins do s\U00e9culo 19, ningu\U00e9m menos do que o m\U00e9dico da rainha Vit\U00f3ria recomendava o uso. \"A maconha indiana, quando pura e administrada cuidadosamente, \U00e9 um dos mais valiosos medicamentos que possu\U00edmos\", afirmava o doutor J. R. Reynolds. A planta \U00e9 conhecida h\U00e1 mil\U00eanios pela humanidade. Ela faz parte da farmacopeia Pen Ts\U2019ao Ching, escrita pelo imperador chin\U00eas Shen Nung em 2700 a.C H\U00e1 registros de seu uso em diversas outras civiliza\U00e7\U00f5es da \U00c1sia, do Oriente M\U00e9dio e da \U00c1frica.<br /><br />A recente \"demoniza\U00e7\U00e3o\" da erva come\U00e7ou na d\U00e9cada de 20, na 2\U00aa Confer\U00eancia Internacional do \U00d3pio, em 1924, em Genebra, da qual participaram 44 pa\U00edses, inclusive o Brasil. O delegado brasileiro Pernambuco Filho, ali\U00e1s, teve papel fundamental para transformar a maconha em \"droga maldita\". O encontro da Liga das Na\U00e7\U00f5es (antecessora da ONU) era para discutir o controle do \U00f3pio e da coca\U00edna, mas o Egito pediu para introduzir a maconha na agenda de discuss\U00e3o. Foi a deixa para o representante brasileiro entrar em cena e dizer que \"a maconha \U00e9 mais perigosa do que o \U00f3pio\" . No fim, a planta entrou na lista das drogas que deveriam ser proibidas e, como resultado, a repress\U00e3o contra o uso no Brasil e em outros pa\U00edses apertou.<br /><br />O passo seguinte \U2013 e cujos efeitos n\U00f3s sentimos at\U00e9 hoje \U2013 foi a Conven\U00e7\U00e3o \U00danica de Entorpecentes da ONU, assinada em 1961 por mais de 200 pa\U00edses, dentre eles o Brasil. Na ocasi\U00e3o, a maconha entrou em duas listas: na primeira, como sendo sem utilidade m\U00e9dica e, na quarta, das drogas que s\U00e3o dotadas de propriedades particularmente perigosas, ao lado da hero\U00edna. \"Isso \U00e9 um disparate, um desprop\U00f3sito, n\U00e3o tem fundamento cient\U00edfico nenhum. Mas est\U00e1 l\U00e1 at\U00e9 hoje!\", reclama o doutor Carlini, firmemente engajado em sua luta pela regulamenta\U00e7\U00e3o da maconha medicinal no Brasil.<br /><br /><strong>Cannabis</strong><br /><br /><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Indica\U00e7\U00f5es</strong></span><br /><br />\U2022 Combate n\U00e1usea e v\U00f4mitos provocados pela quimioterapia em pacientes com c\U00e2ncer<br /><br />\U2022 Desperta o apetite em v\U00edtimas de Aids ou c\U00e2ncer, proporcionando ganho de peso e melhora do estado nutricional<br /><br />\U2022 Reduz as dores e os espasmos musculares em pessoas que sofrem de esclerose muscular m\U00faltipla (doen\U00e7a degenerativa do sistema nervoso)</p>\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Cebrid (Centro Brasileiro de Informa\U00e7\U00f5es sobre Drogas Psicotr\U00f3picas), da Unifesp</p>\n<p style=\"text-align: left;\">\U00a0</p>\n<div class=\"imagem_wyiwyg leftImg\" style=\"width: 300px; text-align: left;\">\n<p class=\"img_credito\">Domenico Pugliese</p>\n<p><img title=\"Professor Carlini, um dos pioneiros nos estudos sobre a planta no Brasil \" src=\"http://revistatrip.uol.com.br/_lib/common/imgCrop.php?params=trip-200-maconhamedicinal-crop.jpg_._188_._300\" alt=\"Professor Carlini, um dos pioneiros nos estudos sobre a planta no Brasil \" /></p>\n<p class=\"img_legenda\">Professor Carlini, um dos pioneiros nos estudos sobre a planta no Brasil</p>\n</div>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>O LADO B \U2013 V\U00cdCIO E DEPEND\U00caNCIA</strong><br /><br />Apesar das propriedades terap\U00eauticas da maconha, seu uso abusivo tamb\U00e9m pode provocar depend\U00eancia como ocorre com outras subst\U00e2ncias como o \U00e1lcool. De 2006 a 2010, <strong>Hercilio Pereira de Oliveira</strong>, do Grea (Programa Interdisciplinar de Estudos de \U00c1lcool e Drogas) do Instituto de Psiquiatria da USP, desenvolveu um projeto de pesquisa com dependentes de maconha que procuravam tratamento no Hospital das Cl\U00ednicas, em S\U00e3o Paulo. Veja a seguir as respostas do psiquiatra \U00e0s principais d\U00favidas que envolvem a quest\U00e3o da maconha e os danos \U00e0 sa\U00fade.<br /><br /><strong>Qual \U00e9 a porcentagem de usu\U00e1rios que experimentam maconha e se tornam dependentes? Como \U00e9 essa propor\U00e7\U00e3o para o \U00e1lcool e o cigarro?</strong><br />Para a maconha, esse n\U00famero \U00e9 de 1 para cada 10 a 11 usu\U00e1rios. Para o \U00e1lcool \U00e9 um pouco menor, de 1 para 9. J\U00e1 para o tabaco essa rela\U00e7\U00e3o \U00e9 1 para cada 3, ou seja, a porcentagem de usu\U00e1rios que se tornam dependentes de tabaco \U00e9 muito maior do que no caso da maconha.<br /><br /><strong>Qual \U00e9 o perfil dos dependentes de maconha que procuram o Grea?</strong><br />S\U00e3o homens de classe m\U00e9dia com idade entre 20 e 35 anos com padr\U00e3o de uso da maconha desde o in\U00edcio da adolesc\U00eancia, dos 12 aos 15 anos. Eles adotaram o uso progressivo da maconha, chegando a fumar em m\U00e9dia cinco baseados por dia. Esses pacientes geralmente come\U00e7am a usar maconha na adolesc\U00eancia como uma droga de v\U00ednculo social, com os amigos da escola. Na idade adulta, t\U00eam tend\U00eancia a priorizar o uso de modo isolado. Passam a usar sozinhos geralmente em casa.<br /><br /><strong>O que configura o v\U00edcio?</strong> <br />Ele ocorre quando h\U00e1 um padr\U00e3o cont\U00ednuo e persistente no uso da subst\U00e2ncia, com o consumo de doses progressivamente maiores. Se a pessoa tenta interromper, tem manifesta\U00e7\U00f5es f\U00edsicas e ps\U00edquicas, que configuram a s\U00edndrome de abstin\U00eancia. E, a despeito de preju\U00edzos sociais e familiares enormes provocados pelo consumo da droga, esse indiv\U00edduo tenta interromper o uso mas n\U00e3o consegue.<br /><strong><br />Como s\U00e3o as crises de abstin\U00eancia de maconha? Quais s\U00e3o os sintomas?</strong> <br />Quando falamos de abstin\U00eancia de uma subst\U00e2ncia, geralmente falamos de sintomas contr\U00e1rios \U00e0queles que ocorrem quando a pessoa se intoxica com ela. O quadro de abstin\U00eancia da maconha \U00e9 caracterizado por irritabilidade, ansiedade, perda de apetite, ins\U00f4nia e rea\U00e7\U00f5es de agressividade verbal ou f\U00edsica. Esse quadro pode durar de 10 a 15 dias.<br /><strong><br />Como \U00e9 feito o tratamento?</strong> <br />\U00c9 um trabalho multidisciplinar, com atendimento m\U00e9dico, de psicoterapia e de servi\U00e7o social. Existe uma enfermaria para interna\U00e7\U00e3o em casos espec\U00edficos. O atendimento m\U00e9dico \U00e9 individual e o de terapia \U00e9 feito em grupo, com enfoque na preven\U00e7\U00e3o da reca\U00edda. Tamb\U00e9m s\U00e3o usados medicamentos em alguns casos.<br /><br /><strong>Existem medicamentos que ajudam a combater o v\U00edcio?</strong> <br />N\U00e3o existem medica\U00e7\U00f5es aprovadas para tratar a depend\U00eancia da maconha, mas n\U00f3s tratamos os transtornos associados que esses pacientes t\U00eam, como de humor e de ansiedade. At\U00e9 cerca de 70% das pessoas que s\U00e3o dependentes de maconha t\U00eam algum transtorno associado.<br /><br /><strong>Quais s\U00e3o os danos de sa\U00fade provocados pela maconha?</strong> <br />O problema mais grave \U00e9 que a maconha pode desencadear transtornos psiqui\U00e1tricos, como a esquizofrenia. Tamb\U00e9m existe boa documenta\U00e7\U00e3o cient\U00edfica a respeito do preju\U00edzo cognitivo, com dificuldade de mem\U00f3ria, aten\U00e7\U00e3o, fun\U00e7\U00f5es executivas e organiza\U00e7\U00e3o. A pessoa pode desenvolver esse tipo de altera\U00e7\U00e3o, mas estudos apontam que isso \U00e9 revers\U00edvel. Em tr\U00eas meses a pessoa pode restituir o poder cognitivo. Existem ainda os problemas pulmonares provocados pela ingest\U00e3o da fuma\U00e7a.<br /><br /><strong>Maconha \U00e9 porta de entrada para outras drogas?</strong> <br />Todo mundo que tentou provar isso n\U00e3o conseguiu. O que \U00e9 mais considerado hoje \U00e9 que a pessoa vai utilizar uma droga que pertence ao meio social no qual ela est\U00e1 inserida, \U00e0 qual ela pode ter uma maior vulnerabilidade por ter a ideia de que aquela droga n\U00e3o est\U00e1 associada ao risco. Depende do meio e da percep\U00e7\U00e3o dela e das pessoas que est\U00e3o a sua volta sobre os preju\U00edzos causados por aquela subst\U00e2ncia. Muita gente come\U00e7a com a maconha porque \U00e9 uma droga dispon\U00edvel. Mas poderia ser outra. Muitos adolescentes compartilham da ideia: \U201cMeu amigo da escola usa e o cara continua sendo legal. Nem por isso ele virou bandido ou come\U00e7ou a usar coca\U00edna\U201d. Tem mais a ver com o meio social.</p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>ONDE PROCURAR AJUDA PARA TRATAR A DEPEND\U00caNCIA<br /></em><strong>UNIAD</strong> \U2013 <a href=\"http://www.uniad.org.br/\" target=\"_blank\">www.uniad.org.br<br /></a><strong>GREA</strong> \U2013 <a href=\"http://www.grea.org.br/\" target=\"_blank\">www.grea.org.br</a></p>";
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