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By: a guest on
May 15th, 2012 | syntax:
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Para todo homem cultura é a condição essencial de sua existência, para sua formação como ser humano e para tornar-se individuo integrante da sociedade. Pois isto significa que ele teve uma evolução em seu cérebro primata, passando assim a ser capaz de produzir cultura, ou seja, criar uma norma, como acredita Claude Lévi-Strauss (LARAIA, 2002).
A cultura nasce a partir do momento em que o homem interfere na natureza e a transforma. Entrando em um ciclo, onde esta interferência irá retornar para si, modificando-o, e assim voltando à natureza. Esta interferência significa que o homem está desenvolvendo um símbolo, e para tornar-se de fato humano, necessita ser socializado, e que este símbolo seja aprendido. Assim como afirma White, em 1955, que “uma criança do gênero Homo torna-se humana somente quando é introduzida e participa da ordem de fenômenos superorgânicos que é a cultura. E a chave deste mundo, e o meio de participação nele, é o símbolo.”
O símbolo é a chave por ser produto de uma cultura, que é diferente em cada grupo – que pode ser até mesmo uma família –, à medida que o símbolo adota representações e significados diferentes. Mas isto não exclui o individuo – homem – de uma determinada cultura, devido a capacidade de capturar novos conhecimentos, introduzindo novas culturas.
Porém, esta capacidade é diferente à cada um, resultando algumas vezes em estranhamento e repudio diante alguns costumes de determinados grupos ou mesmo do que faz parte. Pois é necessário “conhecer ou acreditar para operar de maneira aceitável dentro de sua sociedade.” (W. Goodenough in LARAIA, 2002).
Ou seja, como afirma Laraia (2002, p.62), “... a cultura deve ser considerada “não um complexo de comportamentos concretos mas um conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções... para governar o comportamento”.